Portal Luis Nassif

“A Arte existe, PORQUE a vida não Basta!” FERREIRA GULLAR

O velório continuará amanhã (5), a partir das 9h, na Academia Brasileira de Letras (ABL), de onde o corpo sairá por volta das 15 horas, para o mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2016-12/corpo-de-fe...

Ferreira Gullar é velado na Fundação Biblioteca Nacional. Autoridades de governo, artistas, amigos e familiares se despediram do poeta.

http://oglobo.globo.com/cultura/ferreira-gullar-velado-na-fundacao-...

O velório de Ferreira Gullar, que morreu neste domingo (4), aos 86 anos, por complicações no quadro de insuficiência respiratória, será realizado na manhã desta segunda-feira (5) na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Centro do Rio de Janeiro, depois de o corpo do poeta, ensaísta, jornalista e crítico literário ter passado pela Biblioteca Nacional (BN).
 
Após o velório, às 15h, o corpo de Gullar, que ocupava a cadeira de número 37 de imortal, será levado para o mausoléu da ALB, no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo.

A luta poética - FERREIRA GULLAR
Fundação Astrojildo Pereira
Publicado em 19 de dez de 2014
Documentário - Ferreira Gullar, nasceu em 1930, em São Luís, Maranhão. Criado na periferia operária da cidade, Gullar trabalhou como radialista, até vir para o Rio de Janeiro, em 1951. Mas já trazia na bagagem o esboço do livro A luta corporal. Jornalista, dramaturgo, crítico de arte, Ferreira Gullar é ainda, um militante das causas sociais e políticas.
https://m.youtube.com/watch?v=kc6qYdzwWus


" a Luta Poética " FERREIRA GULLAR
Ferreira Gullar, nasceu em 1930, em São Luís, Maranhão. Criado na periferia operária da cidade, Gullar trabalhou como radialista, até vir para o Rio de Janeiro, em 1951. Mas ja trazia na bagagem o esboço do livro A luta corporal. Jornalista, dramaturgo, crítico de arte, Ferreira Gullar é ainda, um militante das causas sociais e políticas.
http://youtu.be/ZO38pZlrpG0
http://youtu.be/wHGj8BNkWsc
http://youtu.be/eA912o6jKV4
http://youtu.be/vR-ZnibaCiY

O PCB não se tornou o maior partido do Ocidente, nem mesmo do Brasil. Mas quem contar a história de nosso povo e seus heróis tem que falar dele. Ou estará mentindo 

Ferreira Gullar, durante os 60 anos do PCB

" A Arte existe, PORQUE a vida não Basta! " FERREIRA GULLAR

Ferreira Gullar nasceu em São Luís, em 10 de setembro de 1930 com o nome de José Ribamar Ferreira, era um dos onze filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart.

Sobre o pseudônimo, o poeta declarou o seguinte: "Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela é Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome".

Segundo Mauricio Vaitsman, ao lado de Bandeira Tribuzi, Luci Teixeira, Lago Burnet, José Bento, José Sarney e outros escritores, fez parte de um movimento literário difundido através da revista que lançou o pós-modernismo no Maranhão, A Ilha, da qual foi um dos fundadores. Muitos o consideram o maior poeta vivo do Brasil e não seria exagero dizer que, durante suas seis décadas de produção artística, Ferreira Gullar passou por todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira e participou deles .

Morando no Rio de Janeiro, participou do movimento da poesia concreta, sendo então um poeta extremamente inovador, escrevendo seus poemas, por exemplo, em placas de madeira, gravando-os.

Em 1956 participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta, tendo se afastado desta em 1959, criando, junto com Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valorizava a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo.1 Posteriormente, ainda no início dos anos de 1960, se afastará deste grupo também, por concluir que o movimento levaria ao abandono do vínculo entre a palavra e a poesia, passando a produzir uma poesia engajada e envolvendo-se com os Centros Populares de Cultura (CPCs).

(...) toda sociedade é, por definição, conservadora, uma vez que, sem princípios e valores estabelecidos, seria impossível o convívio social. Uma comunidade cujos princípios e normas mudassem a cada dia seria caótica e, por isso mesmo, inviável.
 
— Ferreira Gullar ,

Ganhou o concurso de poesia promovido pelo Jornal de Letras com seu poema "O Galo" em 1950. Os prêmios Molière, o Saci e outros prêmios do teatro em 1966 com Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, que é considerada uma obra prima do teatro moderno brasileiro.

Em 2002, foi indicado por nove professores dos Estados Unidos, do Brasil e de Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura. Em 2007, seu livro Resmungos ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano. O livro, editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, reúne crônicas de Gullar publicadas no jornal Folha de S. Paulo no ano de 2005. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

Foi agraciado com o Prêmio Camões em 2010.

Em 15 de outubro de 2010, foi contemplado com o título de Doutor Honoris causa, na Faculdade de Letras da UFRJ.

Em Imperatriz, ganhou em sua homenagem o teatro Ferreira Gullar.

Em 1999 inaugurada em São Luís, a Avenida Ferreira Gullar

Em 20 de outubro de 2011, ganhou o Prêmio Jabuti com o livro de poesia8 Em Alguma Parte Alguma, que foi considerado "O Livro do Ano" de ficção.

Somos todos irmãos, não porque dividamos, o mesmo teto e a mesma me...” 



Poesia
  • Um pouco acima do chão, 1949
  • A luta corporal, 1954
  • Poemas, 1958
  • João Boa-Morte, cabra marcado para morrer (cordel), 1962
  • Quem matou Aparecida? (cordel), 1962
  • A luta corporal e novos poemas, 1966
  • História de um valente, (cordel; na clandestinidade, como João Salgueiro), 1966
  • Por você por mim, 1968
  • Dentro da noite veloz, 1975
  • Poema sujo, (onde se localiza a letra de Trenzinho do Caipira) 1976
  • Na vertigem do dia, 1980
  • Crime na flora ou Ordem e progresso, 1986
  • Barulhos, 1987
  • O formigueiro, 1991
  • Muitas Vozes, 1999
  • Um gato chamado gatinho, 2005
  • Em Alguma Parte Alguma, 2010

Sei que a vida vale a pena Mesmo que o pão seja caro E a liberdade ...” 

 

Antologias
  • Antologia poética, 1977
  • Toda poesia, 1980
  • Ferreira Gullar - seleção de Beth Brait, 1981
  • Os melhores poemas de Ferreira Gullar - seleção de Alfredo Bosi, 1983
  • Poemas escolhidos, 1989

Aqui me tenho como não me conheço nem me quis, sem começo nem fim. ...” 

 

Contos e crônicas
  • Gamação, 1996
  • Cidades inventadas, 1997
  • Resmungos, 2007

De noite, como a luz é pouca, a gente tem impressão de que o tempo ...” 



Teatro
  • Um rubi no umbigo, 1979
Crônicas
  • A estranha vida banal, 1989
  • O menino e o arco-íris, 2001
Memórias
  • Rabo de foguete - Os anos de exílio, 1998
Biografia

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.” 



Ensaios
  • Teoria do não-objeto, 1959
  • Cultura posta em questão, 1965
  • Vanguarda e subdesenvolvimento, 1969
  • Augusto do Anjos ou Vida e morte nordestina, 1977
  • Tentativa de compreensão: arte concreta, arte neoconcreta - Uma contribuição brasileira, 1977
  • Uma luz no chão, 1978
  • Sobre arte, 1983
  • Etapas da arte contemporânea: do cubismo à arte neoconcreta, 1985
  • Indagações de hoje, 1989
  • Argumentação contra a morte da arte, 1993
  • O Grupo Frente e a reação neoconcreta, 1998
  • Cultura posta em questão/Vanguarda e subdesenvolvimento, 2002
  • Rembrandt, 2002
  • Relâmpagos, 2003
Televisão

Os dirigentes do PPS lamentaram neste domingo (04) a morte do poeta, escritor e teatrólogo maranhense Ferreira Gullar, aos 86 anos, no Rio de Janeiro, e do jornalista Frederico Pessoa da Silva, o Fred Pessoa, militante que participou ativamente da retomada do movimento estudantes na década de 1970.

Ferreira Gullar

Um dos maiores autores brasileiros do século XX, o poeta foi eleito ‘imortal’ da Academia Brasileira de Letras em 2014.

Ferreira Gullar nasceu em São Luís, em 10 de setembro de 1930, com o nome de José Ribamar Ferreira. Ele foi militante do Partidão – PCB (Partido Comunista Brasileiro) – e, exilado pela ditadura militar, viveu na União Soviética, na Argentina e Chile.

Sobre o pseudônimo, o poeta declarou o seguinte: “Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela é Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome”.

“Como militante foi sempre uma pessoa aberta do debate. Com todas as transformações que acompanhou, ele continuou sempre atual e contemporâneo e preciso em suas análises do País. Uma grande perda”, afirmou o presidente do PPS, deputado estadual Davi Zaia (SP).

Para o ministro do Cultura, Roberto Feire, disse que perdeu um amigo. Morre além do poeta um dos maiores intelectuais do País é nosso amigo Ferreira Gullar. O Brasil estava de luto pela tragédia coletiva do Chapecoense e fica mais ainda com a perda do grande Ferreira Gullar. Perdi um amigo”, disse o ministro nas redes sociais.

http://www.pps.org.br/2016/12/04/dirigentes-do-pps-lamentam-mortes-...

Exibições: 105

Comentário de Marcos Carnavale em 5 dezembro 2016 às 12:22

 Um grande poeta,dramaturgo,cronista , ensaísta e que foi um lutador social por uma sociedade sem desiguais.

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2017   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço