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ESPECIAL @ 02 dez DIA NACIONAL DO SAMBA homenagem a Voz do Morro ZÉ KETI ***** ORGULHO DO BRASIL

Em Uma Festa de BAMBAS .
um Senhor da Velha Guarda levantou e Disse
- " VAMOS CANTAR O SAMBA DOS SAMBAS "
e TODOS " EU SOU O SAMBA,
SOU NATURAL DAQUI DO RIO DE JANEIRO " Zé Keti


Zé Keti, nome artístico de José Flores de Jesus,
(Rio de Janeiro, 6 de outubro de 1921 — 14 de novembro de 1999)
Cantor e Compositor 

SAMBA
derivação de rítmos africanos como lundu e jongo, o Samba não surge como música, mas sim como dança popular. Vem da expressão semba, do quimbundo africano. Quer dizer umbigada e serve para descrever uma dança de roda em que os solistas chegam a tocar-se pela barriga, No final do século XIX, emprega-se a palavra Samba para designar qualquer tipo de baile ou festa popular, como forró ou arrasta-pé. Com andamento vivo, em ritmo 2/4, diferencia-se de marcha e do batuque, sendo influenciado por ambos.O primeiro registro fonográfico importante é Pelo Telefone, sucesso do Carnaval de 1917 composto por Ernesto dos Santos, o Donga. Quem primeiro recebe o título de Rei do Samba é o carioca Sinhô. Surgem ramificações como Samba de breque, samba-canção e o samba-exaltação


SAMBA ENREDO
a partir dos anos 30 torna-se o gênero por excelência do Carnaval Carioca com os primeiros desfiles de Escolas de Samba, o Samba de enredo se consolida. As letras apresentam o resumo de um tema histórico, folclórico ou biográfico. Por sua rítmica singular é considerado o gênero brasileiro de execução mais difícil por estrangeiros


  

" A Voz do Morro " Zé Keti

https://youtu.be/1DHN0O3ObPA

Eu sou o samba
A voz do morro sou eu mesmo sim senhor
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei do terreiro
Eu sou o samba
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões de corações brasileiros
Salve o samba, queremos samba
Quem está pedindo é
a voz do povo de um país
Salve o samba, queremos samba
Essa melodia de um Brasil Feliz


Zé Kéti (José Flores de Jesus) nasceu no Rio de Janeiro RJ em 06 de Outubro de 1921. Neto do flautista e pianista João Dionísio Santana, companheiro do compositor Índio e de Pixinguinha, e filho de um marinheiro tocador de cavaquinho, Josué Vale de Jesus, desde criança interessou-se por música. Aos 13 e 14 anos, quando morava no subúrbio de Piedade, foi levado por Geraldo Cunha, compositor do G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira e parceiro de Carlos Cachaça, para assistir a ensaios daquela escola, seu primeiro contato com a música dos morros. Mais tarde, mudou-se para o subúrbio de Bento Ribeiro e foi levado para o G.R.E.S. da Portela pelo compositor, e depois presidente da escola, Armando Santos. Começou a desfilar em sua ala dos compositores e a compor, sem mostrar suas músicas a ninguém, só o fazendo mais tarde, aos 18 anos, quando já freqüentava as rodas boêmias do Café Nice, levado por Luís Soberano. Afastou-se dos meios musicais entre 1940 e 1943, quando serviu como soldado na Policia Militar. Por essa época, compôs sua primeira marcha carnavalesca, Se o feio doesse. Teve sua primeira composição gravada, Tio Sam no samba (com Felisberto Martins), pelos Vocalistas Tropicais, em 1946. No mesmo ano, Ciro Monteiro gravou para o Carnaval, com Raul de Barros (trombone), Gilberto (ritmo) e Odete Amaral (coro), Vivo bem (com Ari Monteiro). Em 1952, Linda Batista lançou em disco Amor passageiro, sucesso no Carnaval desse ano. Seu êxito seguinte foi Leviana, lançado como samba de terreiro na Portela e mais tarde gravado por Jamelão. Antes de 1954, afastou-se da Portela por acusações que punham em duvida a autoria de suas músicas, transferindo-se então para a União do Vaz Lobo. Aí lançou A voz do morro, gravada em 1955 por Jorge Goulart, com grande sucesso. Em 1955, A voz do morro e Leviana foram incluídas no filme Rio, 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos. Retornou a Portela e, em 1960, participou das atividades musicais do restaurante Zicartola, atuando como apresentador dos velhos compositores, ainda então desconhecidos do público, como Cartola e Nelson Cavaquinho, e dos novos, como Paulinho da Viola e Elton Medeiros. Em 1961 lançou, na quadra de ensaios da Portela, o samba Velha guarda da Portela, obtendo sucesso. Nesse ano ainda, o cantor Germano Matias gravou com êxito o samba Malvadeza Durão. Em 1962, o compositor, aproveitando o sucesso do samba A voz do morro, idealizou um conjunto homônimo que começou a ensaiar com a participação de Nelson Cavaquinho, Cartola, Elton Medeiros e Jair do Cavaquinho. Em 1964, ao lado de Nara Leão e João do Vale, encenou o show Opinião, em que lançou alguns sambas de sucesso, como Opinião, Acender as velas e Diz que fui por aí (com Hortênsio Rocha). Por essa época, Nara Leão gravou em seu primeiro disco solo (Nara) o samba Diz que fui por aí. Em seu disco Opinião de Nara, ela incluiu duas outras composições suas, Opinião e Acender as velas. Também em 1964, Germano Matias lançou Nega Diná e O assalto e, no ano seguinte, o compositor recebeu convite da Musidisc para gravar seus sambas numa fita a ser entregue aos cantores da gravadora, para escolha de repertório. Lá compareceu, levando outros sambistas até então desconhecidos, como Paulinho da Viola, Nescarzinho do Salgueiro, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Oscar Bigode e Zé Cruz, que fizeram o acompanhamento e apresentaram seus sambas. A gravadora resolveu lançar então o LP Roda de samba, com o conjunto de sambistas denominado A Voz do Morro, concretizando antigo plano seu. Esse mesmo conjunto, com Nelson Sargento, gravou mais dois LPs, um pela Musidisc (1965) e outro pela RGE (1966). O compositor teve ainda dois sambas, em parceria com Elton Medeiros – Mascarada e Samba original – gravados no LP Na madrugada, interpretado por Paulinho da Viola e Elton Medeiros, lançado pela RGE em 1966. Para o Carnaval de 1967, compôs a marcha-rancho Mascara negra (com Hildebrando Pereira Matos), embora a primeira parte tenha sido atribuída ao irmão deste, Deusdedith Pereira Matos. Foi um dos maiores êxitos de sua carreira. Tem-se apresentado em shows de televisão e em boates. No cinema, em 1957 teve seus sambas Malvadeza Durão e Foi ela incluídos no filme Rio, zona norte, de Nelson Pereira dos Santos. Em 1958, sua música A flor do lodo foi incluída no filme Grande momento, de Roberto Santos. Seus sambas também seriam incluídos nos filmes Boca de ouro (1962), de Nelson Pereira dos Santos. A falecida (1965), de Leon Hirszman, e A grande cidade (1966), de Carlos Diegues. Nas décadas de 1970 e 1980, morou em São Paulo SP. Em 1990, de volta ao Rio de Janeiro, participou de uma remontagem do show Opinião. Em 30 de dezembro de 1994, durante show de Paulinho da Viola com a Velha Guarda da Portela, no Leme, Rio de Janeiro, subiu ao palco a convite e cantou varias músicas. Em 1996, aos 75 anos de idade e mais de 200 músicas compostas, gravou o primeiro CD da série Rio Arte Musical, produzido por Henrique Cazes, com quatro músicas inéditas e vários antigos sucessos. Ainda em 1996, em junho, o cantor Zé Renato (ex-Boca Livre) lançou o CD Natural do Rio de Janeiro, com 14 músicas suas. Em outubro desse mesmo ano, subiu ao palco junto com a cantora Marisa Monte e a Velha Guarda da Portela (Jair do Cavaquinho, Monarco, Casquinha e Argemiro) e interpretou com enorme sucesso alguns clássicos do samba, como A voz do morro e O mundo é um moinho (Cartola), entre outros. Em 1997 completou 60 anos de carreira e foi homenageado com o show Na Casa do Noca, na Gávea, Rio de Janeiro. Ainda em 1997, recebeu da Portela um troféu em reconhecimento por seu trabalho e participou da gravação do disco Casa da Mãe Joana. A Editora Globo lançou, em 1997, o fascículo com CD Zé Kéti na coleção MPB Compositores, n.º 32.

Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira
Art Editora e PubliFolha

http://www.mpbnet.com.br/musicos/ze.keti/

# Letras e Músicas de ZÉ KETI
http://letras.terra.com.br/ze-keti/



Exibições: 99

Comentário de Anarquista Lúcida em 2 dezembro 2009 às 1:33
Belíssima homenagem a Zé Keti. Sempre me lembrarei dele no show Opiniao, que vi, e tb na voz de Nara.
Comentário de Solange Teixeira da Cunha em 2 dezembro 2009 às 2:33
Zé Keti, sendo homenageado, é a MPB toda de parabéns.
Mas o Zé é O SAMBA... adorei parabéns.
Uma sugestão, uma postagem do concurso de marchas de carnaval no Circo Voador.
Seria ótimo, não deixar as nossas marchinhas morrer.
Desculpe o pedido, não sei me expressar bem ... e aqui tá tudo tão bonito, que me atrevi a fazer esse pedido ..
Parabénsssssssssssssssssssssssssssssssssss
um abraço
Comentário de Maristela Debenest em 2 dezembro 2009 às 2:43
Beleza, meu caro, uma beleza! Zé Keti, o Sr. Samba, é realmente inesquecível, a voz do morro para milhões de corações brasileiros. Grata pela postagem.
Comentário de Milton de Pina Junior em 2 dezembro 2009 às 3:10
Acender as velas
(Zé Kéti)

Acender as velas
Já é profissão
Quando não tem samba
Tem desilusão
É mais um coração
Que deixa de bater
Um anjo vai pro céu
Deus me perdoe
Mas vou dizer
O doutor chegou tarde demais
Porque no morro
Não tem automóvel pra subir
Não tem telefone pra chamar
E não tem beleza pra se ver
E a gente morre sem querer morrer
Comentário de Milton de Pina Junior em 2 dezembro 2009 às 3:13
Infelizmente, e devemos lembrar isso aqui, Zé Keti, em seus últimos anos de vida, não teve as homenagens, o prestígio e consideração que deveria ter tido, tendo passado inclusive dificuldades.
Comentário de Antonio Barbosa Filho em 3 dezembro 2009 às 9:07
Tive o prazer de conversar várias vezes com Zé Keti, no antigo e histórico Bar Redondo (em frente ao Teatro de Arena), que ele frequentava sempre que estava em São Paulo. Era figura encantadora, quase sempre de terno e chapéu, e totalmente acessível.
Ele realmente era o Samba personificado, era capaz de esboçar uma canção de rara poesia, batucando na mesa, em questão de minutos. Um dos maiores arrependimentos de minha vida foi nunca ter gravado aquelas "brincadeiras" que ele fazia, inclusive aceitando sugestões de "mote". Acreditem que uma vêz lhe pedi que fizesse algo sobre minha cidade, Taubaté. Foi automático: em dez minutos ele cantava uma letra muito bonita, que não gravei e que o uísque me fez esquecer...uma vergonha!
Outra vez, mostrou-me o boleto do que recebera no trimestre anterior, em direitos autorais, e que abrangia o Carnaval daquele ano. A mais executada havia sido Ilá-riê (creio que é assim que se escreve, perdoem-me), com a Xuxa. E Zé Keti havia recebido bem menos que um salário mínimo! Como se "Máscara Negra" não fosse e não seja até hoje uma das músicas mais tocadas em todos os bailes de Carnaval do Brasil.
Homenageá-lo é sempre oportuno.
E quem tb frequentava o Redondo, e me privilegiou com belos momentos - menciono para que seja oportunamente homenageado aqui pelos amantes da MPB - era João do Vale, o "Carcará".

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