“ESQUECIMENTO”. O RESGATE DA HISTÓRIA SE DÁ NA CONSTATAÇÃO DO EQUÍVOCO DA BUSCA

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, pediu hoje (07/05), em Moscou, que o presidente russo, Vladimir Putin, busque pontos de vista em comum com os Estados Unidos sobre a situação na Síria, enfatizando que, tanto Moscou quanto Washington, tem interesses naquele país do Oriente Médio. "Os Estados Unidos consideram que compartilhamos interesses comuns significativos na Síria", declarou Kerry a Putin no início da reunião no Kremlin. Os interesses comuns seriam a "estabilidade na região e (a preocupação de) não deixar os extremistas criarem problemas na região". "Minhas esperanças é que possamos investigar um pouco a fundo as questões e ver se chegamos a pontos comuns", disse Kerry. Em suas primeiras declarações, Putin não abordou especificamente as divergências de opiniões entre Moscou e Washington, mas indicou que o Kremlin prepara uma resposta a uma mensagem sobre as relações bilaterais recebida em abril do presidente Barack Obama por um emissário. "Acredito que é muito importante que nossos principais ministros e instituições cooperem para encontrar soluções aos problemas que estão na ordem do dia", afirmou. "Estou muito contente em recebê-lo. É a possibilidade de discutir pessoalmente os problemas que consideramos difíceis", acrescentou. Kerry disse que Obama espera conversar pessoalmente com Putin sobre política externa na reunião do G8 onde também será discutida a questão da Coreia do Norte e do Irã. A visita do chefe da diplomacia estadunidense se dá num momento complicado. Entre outros complexos temas bilaterais, o secretário de Estado abordará com seus interlocutores a proibição imposta pela Rússia à adoção de crianças russas por famílias estadunidenses. A medida foi adotada em resposta à "Ata Magnitski", aprovada pelo Senado dos EUA e que impõe sanções, como negação de vistos e congelamento de ativos, a funcionários russos supostamente envolvidos na morte do advogado Sergei Magnitski, em 2009. Amanhã, antes de deixar Moscou, Kerry se reunirá com dirigentes de organizações de direitos humanos e ONG russas que acusam o Kremlin de lançar o maior ataque contra a sociedade civil desde a queda da União Soviética. Atualmente, as ONGs russas são submetidas a rigorosas inspeções judiciais e tributárias, campanha que começou após a aprovação de uma lei que obriga as organizações que recebem financiamento do exterior e realizam atividades políticas a se inscrever num registro como "agentes estrangeiros". Ontem, na véspera do líder russo completar o primeiro aniversário do terceiro mandato, milhares de pessoas participaram de uma manifestação no centro de Moscou na praça Bolotnaïa, mesmo local que protestaram contra a posse de Putin. "A praça está cheia. São milhares de pessoas", afirmou o líder opositor Boris Nemtsov. Mas, segundo estimativas da polícia, apenas 8.000 pessoas participaram do evento. "Como vocês, não vou me render jamais e não vou partir jamais (...) Com vocês, não tenho nada a temer", disse outro oposionista, Alexei Navalny, sob os aplausos da multidão, denunciando acusações judiciais montadas. "O que eles amam neste país é o petróleo, o gás, mas não gostam do povo (...) quem tem a audácia de colocar fim ao roubo e à corrupção", afirmou, referindo-se aos líderes russos. Em seguida, fez os presentes gritarem "a Rússia será livre!" e "Putin - ladrão!". Na véspera, 30 policiais e 17 manifestantes ficaram feridos em confrontos num protesto que pedia a libertação dos oposicionistas presos nas manifestações do ano passado. Em reunião com os ministros, Putin disse que as linhas mestras traçadas em 2012 devem ser implementadas, apesar da difícil situação na economia global. Segundo ele, foram formuladas metas ambiciosas que podem ser alcançadas ainda em condições duras. Os decretos, assinados em 7 de maio do ano passado, contêm metas estratégicas até 2018 e um plano de ação para alcançá-las. O principal objetivo é fornecer um alto padrão de vida aos russos. Putin pediu também para o governo acelerar o projeto de lei que visa facilitar as exigências de cidadania para as pessoas que falam a língua russa, descendentes de pessoas nascidas no país e na União Soviética. O projeto de lei na Duma, a câmara baixa do Parlamento da Rússia, deve votar até o próximo dia 15 de setembro. O documento prevê que os requisitos de cidadania russa sejam flexibilizados para os candidatos que decidiram se mudar para o país permanentemente e renunciar à cidadania de outra nação. Ontem, o ministro da Defesa da Letônia, Artis Pabriks, expressou preocupação com o fato de seus jovens compatriotas visitarem acampamentos paramilitares na Rússia. Segundo ele, o fato ameaça à segurança nacional. O tema já tinha sido abordado anteriormente num comunicado da polícia de Segurança letã que afirma que a Rússia está tentando usar os jovens que falam a língua russa do país para seus próprios fins. A agência de inteligência, em particular, mostrou as evidências de que os jovens da Letônia frequentavam acampamento de verão de caráter paramilitar. Segundo denúncia de Pabriks, o programa desses acampamentos incluiu "palestras ideológicas que poderiam ter um impacto sobre o psíquico". Na quinta-feira (9), a Rússia comemora o Dia da Grande Guerra Patriótica, que representa o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, com a vitória dos aliados. Hoje aviões já faziam treinamento para o tradicional desfile militar para lembrar a vitória contra os nazistas.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, iniciou hoje (7) sua primeira viagem internacional aos sócios do Mercosul após a decisão de participar do país de participar do bloco econômico do país. Maduro chegou a Montevidéu para conversas com o presidente uruguaio, José Mojica. Os Estados Unidos até agora não reconheceram a vitória apertada do presidente nas eleições de abril. No sábado (4), Maduro disse que Obama é "o chefe maior dos diabos", após o líder estadunidense criticar o resultado nas urnas. "É o próprio Obama, como fantoche deste poder imperial, que está por trás do financiamento desta direita que quer destruir a democracia venezuelana", disse Maduro sobre o suposto apoio dos Estados Unidos ao candidato da oposição, Henrique Capriles, que exige a anulação da eleição presidencial na Venezuela. Na véspera, em entrevista concedida na Costa Rica, Obama afirmou que "toda a região tem visto a violência, as manifestações e a repressão à oposição" que ocorrem na Venezuela nas últimas semanas. "Nosso único interesse neste ponto é garantir que os venezuelanos sejam capazes de escolher seu próprio destino, livres das práticas das quais todo o hemisfério se distanciou, de forma geral", disse Obama. Ele qualificou também de "ridícula" a acusação de "espionagem" sobre um cidadão estadunidense detido na Venezuela em abril passado, após os protestos contra a eleição do chavista Nicolas Maduro. "A noção de que este indivíduo é uma espécie de espião é ridícula", disse Obama em entrevista ao canal de televisão Telemundo na Costa Rica, ao final de sua viagem pela América Central. Hoje três políticos da oposição venezuelana apresentaram uma denúncia contra o governo de seu país por perseguição política à comissão de Direitos Humanos do Mercosul. "Estamos apresentando aos diferentes grupos parlamentares e ao Mercosul qual é a situação do país e, em particular, denúncias concretas de violações dos direitos humanos, de perseguição, tortura, presos políticos e uma situação muito grave de pessoas que foram demitidas de seus empregos por razões políticas", disse Leopoldo López. "Temos mais de 4,1 mil denúncias concretas de pessoas que perderam seus trabalhos por suspeitas do governo de que apoiavam a oposição. Há mais de 200 detidos torturados e presos políticos", enfatizou, indicando que "tudo é parte da repressão que se instaurou, que cresceu durante as últimas semanas". Segundo o político venezuelano, a viagem regional de Maduro tem como objetivo "ganhar legitimidade, pois é um presidente eleito que carece da força de um apoio popular contundente e claro". Em entrevista ao jornal francês "Le Monde", o presidente venezuelano se defendeu das acusações, afirmando que no país existem todos os ingredientes para a formação da extrema-direita. Segundo ele, seu partido evitará o surgimento "de um novo Pinochet", em referência ao ex-ditador chileno (1973-1990). O mandatário pediu aos países europeus que abram os olhos, já que há "uma percepção caricaturesca" de que há uma ditadura na Venezuela. A língua afiada de Maduro, no entanto, tem desagradado aos vizinhos. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que o seu governo defenderá o ex-presidente Álvaro Uribe, pelos "canais diplomáticos", das acusações de Maduro de que Uribe Uribe se uniu à direita na Venezuela para planejar a sua morte. "A dignidade dos ex-presidentes se defende melhor não com gritos ou insultos públicos, mas sim pelos canais diplomáticos correspondentes", postou Santos em sua conta no Twitter. Mais cedo, Uribe pediu ao governo colombiano que o defendesse das acusações de Maduro. A chanceler colombiana, María Ángela Holguín, se reuniu ontem com o embaixador da Venezuela em Bogotá, Iván Guillermo Rincón, para tratar do assunto. Em visita a Brasília programada para a próxima quinta-feira (9), Maduro se encontrará com a presidente Dilma Rousseff. Ontem, ele afirmou que o giro pelo Mercosul visa garantir alimentos, acusando ainda que setores "capitalistas" de desprover o país. "Parte chave da viagem que parto amanhã (hoje) é para fortalecer novamente a reserva alimentícia de produtos básicos de nosso país pelos próximos três meses", afirmou o presidente, durante uma assembleia comunitária em Caracas. Maduro garantiu que a economia está em "uma fase de transição" rumo ao socialismo, antes de acusar que há sabotagem e conspiração contra a Venezuela. Anteontem, o Uruguai, país que ocupa temporariamente a presidência do Mercosul, confirmou ontem que o Equador iniciou as negociações para se integrar ao bloco. Segundo o comunicado uruguaio, "este é um passo fundamental na integração latino-americana, orientado a garantir os processos nacionais de fortalecimento da democracia, do desenvolvimento e da inclusão social". Já o governo brasileiro recebeu a informação hoje que o embaixador brasileiro Roberto Azevêdo foi eleito diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Para o chanceler brasileiro Antonio Patriota (acima), a eleição foi possível pelo currículo de Azevêdo, que se especializou em comércio internacional e tem qualidades técnicas apuradas, e pelo forte empenho do governo brasileiro na campanha. "Se consegue uma eleição como esta mobilizando toda a máquina da nossa diplomacia", disse. "Todo o governo trabalhou muito nessa candidatura. O Itamaraty trabalhou de forma incansável", acrescentou. 

Os Estados Unidos e seus aliados iniciaram hoje (7) exercícios navais em larga escala no golfo Pérsico. Ao Bahrein chegaram militares de 41 países. Todos eles estarão envolvidos nas manobras. A mobilização ocorre no momento em que Israel atacou a Síria sob a alegação de que o país vizinho abrigava armamentos vindos do Irã. Ontem, o presidente da comissão de Assuntos Exteriores do Senado estadunidense, o democrata Robert Menéndez, apresentou um projeto de lei que autoriza a entrega de armamentos aos rebeldes sírios por parte dos Estados Unidos, uma iniciativa analisada por Washington desde a denúncia do uso de armas químicas na Síria. A apresentação do projeto aumentará a pressão sobre o presidente Barack Obama para que incremente a ajuda estadunidense aos rebeldes. Hoje o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, condenou hoje (7) os recentes ataques israelenses em território sírio. Segundo Erdogan, as ações de Israel são "inaceitáveis" por favorecerem o regime sírio de Bashar al-Assad. "O ataque aéreo israelense em Damasco (capital da Síria) é inaceitável. Nenhuma análise racional, nenhuma razão pode justificar a operação. Estes ataques são uma moeda de barganha, uma oportunidade entregue em uma bandeja de prata nas mãos de Assad, do ilegítimo regime sírio", disse Erdogan. "Usando o ataque de Israel como uma desculpa, ele está tentando encobrir o genocídio em Banias", disse. Erdogan estava se referindo a uma cidade costeira da Síria, onde ativistas contrários ao governo disseram que pelo menos 62 pessoas foram mortas por combatentes aliados a Assad no fim de semana. No sábado (4), Assad reapareceu em visita à Universidade de Damasco, na abertura de um monumento contra as vítimas universitárias do conflito com os rebeldes, que deixou 70 mil mortos em dois anos (acima). Ao mesmo tempo o grupo rebelde sírio Mártires de Yarmuk afirmou ter sequestrado quatro soldados de missão de paz da ONU, todos Filipinas, nas colinas de Golã. Ontem, o Exército israelense divulgou que dois foguetes disparados do território sírio atingiram as Colinas de Golã, ocupadas por Israel, mas não deixaram vítimas ou danos. Em entrevista à agência de notícias Efe, o presidente do Egito, Mohammed Mursi, afirmou que seu país "não permitirá que ninguém intervenha para dividir a Síria" e considerou que a solução para o conflito não passa por uma intervenção militar estrangeira. Para Mursi, a divisão da Síria representaria "um perigo para o povo sírio e os países da zona, incluindo o Egito. Isso levaria à instabilidade e a uma grande perturbação na região, e seria um obstáculo para alcançar a paz no Oriente Médio". Mursi anunciou na entrevista que seu país pretende reunir em breve no Cairo "todas as forças e facções da oposição síria para que cheguem a um acordo". Além disso, adiantou que pretende ampliar o acordo sobre a Síria que formou em agosto com a Arábia Saudita, Turquia e o Irã, para tentar que um delegado da Liga Árabe, outro da ONU, outro da Organização da Cooperação Islâmica, um representante da oposição e outro do regime entrem no país e sejam aceito pelos opositores. "Não se pode falar de intervenção militar, isto só danificaria mais o processo. Agora é um dever alcançar o desejo do povo sírio de mudar este regime e estabelecer outro sistema que reflita sua vontade", assinalou. Em Moscou, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o seu colega russo, Serguei Lavrov, divulgaram que pretendem promover o “mais rápido possível” uma conferência internacional sobre a Síria. “Pusemo-nos de acordo para encorajar o Governo sírio e os grupos da oposição a encontrarem uma solução política para o conflito”, afirmou Lavrov ao lado de Kerry. O objetivo da conferência é juntar representantes do regime e da oposição e o encontro pode ter lugar antes do fim do mês. Kerry sublinhou que uma solução política ajudaria a evitar que a Síria se dividisse. A maioria da população e, naturalmente, a maioria dos que combatem o regime, é árabe sunita, enquanto a elite no poder é alauita, um pequena minoria do xiismo, e está concentrada numa região portuária do Nordeste do país. “A alternativa é a Síria a aproximar-se do abismo, cair no abismo e no caos”, acrescentou. Ontem, o presidente russo, Vladimir Putin, conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre a situação na Síria. A nota oficial da Chancelaria russa advertiu que uma escalada do conflito sírio pode "criar novas fontes de tensão" no Líbano e na fronteira sírio-israelense. Por sua vez, o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, também falou por telefone com seu colega sírio, Walid Muallem, que informou a Moscou sobre os ataques aéreos perpetrados por Israel nas imediações de Damasco. "Houve uma troca de opiniões sobre a explosiva situação criada como resultado dos bombardeios”, informou a Chancelaria na Internet. No último domingo (5), o chanceler libanês, Adnan Mansur, pediu ao embaixador do seu país nas Nações Unidas, Nawaf Islam, para apresentar uma queixa "urgente" no Conselho de Segurança contra violações israelitas do espaço aéreo libanês. "Trata-se de uma violação flagrante da soberania libanesa e da resolução 1701 do Conselho de Segurança", disse o chanceler. Mansur disse que a intensificação nos últimos dias dos voos israelitas segue uma postura de "constantes agressões contra a soberania do Líbano". "Estas agressões aumentam a tensão e podem fazer estalar a situação", acrescenta o ainda governante, dizendo que estas ações não ajudam a garantir a paz e a segurança em Israel e que "toda a região pode ser arrastada para o desconhecido e para o caos". O presidente do Líbano, Michel Suleiman, condenou também as violações israelitas da soberania libanesa e instou a comunidade internacional a fazer com que estas deixem de acontecer. Na semana retrasada, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Bogdanov, se encontrou Suleiman, em Beirute, e lhe entregou uma carta de Putin. Moscou declarou que apoia a soberania, independência, unidade e integração territorial da República Libanesa. Por sua vez o presidente do Líbano elogiou a posição consequente e intransigente da Rússia quanto às questões internacionais e regionais e agradeceu a ajuda humanitária concedida a refugiados sírios no território libanês. 

Os capitalistas Tico e Teco voltaram a conversar sobre o mundo contemporâneo, acompanhados pela diarista Aparecida e pela filha Bytes, no dia 7 de maio de 2013, no Dia do Silêncio.

Tico: No dia de hoje ocorreu a Batalha de Harã com a derrota das forças do Principado de Antioquia e do Condado de Edessa frente aos turcos seljúcidas. Foi a primeira grande batalha contra os estados cruzados, de fé cristã, recém-estabelecidos na Primeira Cruzada, e a derrota dos latinos representou uma virada na sua expansão no denominado “Levante”. A Primeira Cruzada foi conclamada em 1095 pelo papa Urbano II com o objetivo duplo de auxiliar os cristãos ortodoxos do leste e “libertar” Jerusalém e a Terra Santa do domínio da fé islâmica. Começou com um apelo do imperador bizantino Aleixo I Comneno ao papa para o envio de mercenários para combater os turcos seljúcidas na Anatólia. Ela resultou na integração de nobres europeus que se alistaram na guerra numa peregrinação armada até a Terra Santa, por mar e terra, até a tomada de Jerusalém, em julho de 1099, criando o Reino Latino de Jerusalém, de fé cristã. Já em 1103 os seljúcidas viviam uma situação de guerra civil entre o sultão Barkyaruq e o seu irmão Muhammad, que pretendia obter um feudo para si e dividir o sultanato, situação estimulada pelo seu tio Sanjar, que deste modo se mantinha independente. Em janeiro de 1104, Barkyaruq aceitou a partilha para evitar o colapso do sultanato, cedendo ao irmão a região de Mossul, Al-Jazira e a suserania nominal da Síria. No entanto, Muhammad foi incapaz de impor o seu domínio sobre os independentes emires das cidades-estado sírias. Aproveitando esta anarquia, em 1104 o conde Balduíno II de Edessa decidiu atacar a cidade de Harã. Se conquistada, a praça abriria uma rota para os cristãos na região de Mossul até Bagdá. A instável situação de Harã era propícia à ação dos latinos: a cidade tinha sido governada por Qaraja, um turco que se tinha tornado impopular e por isso fora assassinado por um dos seus tenentes, Muhammad d’Isfahan; mas depois de tomar o poder, também foi assassinado por Jawali Saqawa, fiel a Qaraja. Durante a batalha, o conde Balduíno foi aprisionado quando o seu cavalo e de seus comandados ficaram atolados ao tentar atravessar o rio Balikh, entre Harã e o campo de batalha. Os cruzados isolados que conseguiram atravessar o rio foram massacrados pelas tropas muçulmanas. Esta foi a derrota decisiva da batalha dos cruzados em Antioquia: o Império Bizantino aproveitou para impor a sua pretensão de suserania sobre o principado e reconquistou Lataquia e parte da Cilícia; várias cidades dominadas por Antioquia revoltaram-se e foram reocupadas por guarnições muçulmanas de Alepo. Os territórios armênios também se rebelaram e passaram para o domínio bizantino ou do Principado Armênio da Cilícia. A Batalha de Harã começou há 909 anos.

Teco: No dia de hoje um forte terremoto desmoronou a cúpula da Hagia Sofia em Constantinopla, atual Istambul, na Turquia. Entre agosto de 553 e 14 de dezembro de 557, outros terremotos já tinham provocado rachaduras na estrutura. Após duas destruições do santuário devido a guerras civis, o imperador romano Justiniano ordenou a construção no local da Catedral de Hagia Sofia, por significar “Sagrada Sabedoria” em grego, a fim de ser a representação de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, também chamada de “Nova Roma”. Justiniano mandou buscar materiais de construção de todo o império - colunas helênicas retiradas do Templo de Ártemis, em Éfeso (uma das Sete Maravilhas do Mundo), grandes blocos de pórfiro de pedreiras no Egito, mármores verdes da Tessália, pedras negras do Bósforo e amarelos da Síria. Ele mandou também erguer um anteparo de doze colunas altas, em memória aos 12 apóstolos, criando uma barreira que atravessava a igreja. Na Quarta Cruzada, no século XIII, os cruzados latinos vandalizaram os mosaicos dourados da Igreja e suas preciosidades artísticas foram enviados para Veneza, na Itália, a fim de serem comercializadas. Da data em que foi primeiramente inaugurada em 360 até 1453, quando houve a invasão turca muçulmana a Constantinopla, Hagia Sofia foi um símbolo da fé cristã. O local foi transformado numa mesquita em 29 de maio de 1453 e permaneceu assim até 1931, quando foi secularizada. Ela reabriu como um museu em 1 de fevereiro de 1935. O desmoronamento da cúpula de Hagia Sofria ocorreu há 1.455 anos.

Bytes: No dia de hoje nascia, há 302 anos, o filósofo britânico David Hume. Ao lado de John Locke e George Berkeley, ele compõe a famosa tríade do “empirismo britânico”, sendo considerado um dos mais importantes pensadores do chamado “iluminismo escocês”. Hume se opôs particularmente a Descartes e às filosofias que consideravam o espírito humano por um ponto de vista teológico-metafísico. Ateu, teve grande influência sobre a “fenomenologia” correlacionando a “certeza” às convicções criadas pela mente. Hume refutou o princípio da causalidade segundo o qual todas as ações têm uma relação causa-efeito. Para ele, todas as ideias derivam de sensações, à qual deve corresponder uma impressão. Hume é produto de seu tempo: o século XVIII. O grande questionamento se centrava em três questões: 1) A "a hipótese egoísta", que afirmava que todas as declarações de interesse público foram, no final, a manifestação de interesse privado; 2) A explicação e a justificação sobre o “juízo moral”; 3) O entendimento sobre o personagem humano dentro da “virtude moral”. A sua grande obra foi “Tratado da Natureza Humana” que é dividida em três partes: 1) Do entendimento; 2) Das paixões e 3) Da moral”. O filósofo argumenta que o físico britânico Isaac Newton, baseado na observação e no método do raciocínio experimental, construiu matematicamente uma visão sólida sobre a natureza física. Assim sendo, resta ao homem aplicar o método para a natureza humana, dando protagonismo ao sujeito e não ao objeto. Segundo ele, o caminho seria fundar a ciência do homem em bases experimentais. Em carta o economista britânico Adam Smith escreveu sobre a morte do amigo Hume: “Ao todo, sempre o considerei, tanto em sua vida e depois de sua morte, como a visão mais próxima da ideia de um homem perfeitamente sábio e virtuoso, como, talvez, a natureza da fragilidade humana permite”.

Aparecida: No dia de hoje morreu, há 1.040 anos, Oto I da Germânia, imperador do Sacro Império Romano. Coroado pelo papa João XII em 962, ele começou o seu reinado como sucessor de Carlos Magno, cujos últimos herdeiros na França Oriental morreram em 911, apoiado na Igreja alemã, com seus poderosos bispos e abades. Oto pretendia dominar a Igreja Católica e usá-la como uma instituição unificadora nas terras alemãs para estabelecer um poder imperial teocrático. A igreja oferecia bens, poder militar e seu monopólio da educação. O imperador oferecia poder e proteção contra os nobres. Na política doméstica, Oto tentou fortalecer as autoridades eclesiásticas, especialmente os bispos e abades, em detrimento da nobreza secular que ameaçava seu poder. Para controlar as forças que a Igreja representava, ele preencheu o episcopado com seus próprios parentes e com seus oficiais leais, que também foram indicados como abades dos monastérios mais importantes. Oto atacou sem sucesso o sul da Itália em diversas ocasiões entre 966 e 972. Em 967, ele deu o ducado de Spoleto para Pandulfo, príncipe de Benevento e Cápua, um aliado poderoso no Mezzogiorno. No ano seguinte, passou o cerco de Bari para o comando de Pandulfo, mas o duque aliado foi capturado na batalha de Bovino pelos bizantinos. Em 972, o imperador bizantino João I Tzimisces reconheceu o título imperial de Oto e concordou com um casamento entre o filho e herdeiro de Oto, Oto II, e sua sobrinha. Pandulfo foi, então, libertado. No ano seguinte, Oto foi enterrado ao lado de sua primeira esposa Edite de Wessex na Catedral de Magdeburg.

Bytes: Por falar em papa, o Vaticano lembrou ontem o saque de Roma de 1527, quando Clemente VII foi protegido pelas forças de segurança papal. Há 486 anos, Roma foi cercada por mais de 40 mil homens, a maioria luteranos, que espalharam o terror pela cidade. O papa Clemente VII havia dado apoio ao Reino da França para alterar o balanço de poder na região e livrar o papado do domínio dos imperadores ligados à Casa de Habsburgo. O exército do Sacro Império Romano-Germânico derrotou as forças francesas na península Itálica, mas não tinha fundos para pagar seus soldados. Assim, os soldados imperiais se amotinaram e forçaram seu comandante, Carlos III de Bourbon, a liderá-los em direção a Roma. Por ter maioria luterana, o exército teve maior disposição no confronto por ser a cidade-símbolo do poder do chefe da Igreja Católica. Acuado, o papa concordou em ceder o Bispado de Utrecht, território governado por um príncipe-bispo nos Países Baixos, para os Habsburgo. O saque de Roma marcou o fim da Renascença Italiana, atingiu o prestígio papal e levou o imperador do Sacro Império Romano, Carlos Magno, a agir contra a Reforma Protestante na Alemanha, para impor o poder católico, ao mesmo tempo em que não mais reprimiu os príncipes germânicos revoltosos, aliados do líder protestante, Martinho Lutero.

Aparecida: O menor exército do mundo tem novos recrutas. Ontem, 35 alabardeiros da Guarda Suíça do Vaticano prestaram juramento de proteger o papa e sua residência e depois desfilaram para o público (acima). "Ver meus filhos hoje, depois de 32 anos passados do meu tempo como Guarda Suíço é uma imensa alegria. O juramento foi muito emocionante. Acredito que meu exemplo os tenha influenciado, já que sempre contei para eles que os dois anos que passei de serviço no Vaticano foram alguns dos mais belos de minha vida", contou Felix Geisser após ouvir o juramento dos filhos.

Bytes: Hoje é o Dia do Silêncio. Segundo o dicionário, a palavra deriva do latim silentiu e significa “interrupção de ruído”. Desde as primeiras civilizações, o silêncio é um importante elemento cultural para salvaguardar seus segredos. No antigo Egito, existia um deus do silêncio chamado Harpócrates. Entre os sacerdotes egípcios, os iniciados assumiam um estado de silêncio total, a fim de se manterem os segredos e incitá-los à meditação. Buda, em 500 a.C., também valorizava o silêncio como condição para a contemplação. Na Grécia, havia o mito de Orfeu que com a magia de seu canto e de sua música, executada numa lira, silenciava a natureza e a tudo magnetizava. Recebi pelo Twitter hoje um levante: “Não é fácil aceitar o poder do silêncio, quando o mesmo causa temor”.

Aparecida: O que é “Levante” em geografia?

Bytes: É um termo originário do francês para definir a região do Médio Oriente ao sul dos Montes Tauro, limitada a oeste pelo Mediterrâneo e a leste pelo deserto da Arábia setentrional e pela Mesopotâmia. O Levante não inclui a península Arábica, o Cáucaso ou a Anatólia. De uma forma geral, a região se resume à Síria, à Jordânia, a Israel, à Palestina, ao Líbano e ao Chipre. Outras fontes definem o Levante de uma maneira mais ampla, incluindo partes da Turquia, do Iraque, da Arábia Saudita e do Egito.

Aparecida: O que é a Anatólia?

Bytes: Ela fica na Eurásia. A porção asiática está na Turquia em oposição à parte europeia da Trácia. O nome latino é Ásia Menor. Foi uma região da Macedônia e atualmente se divide entre Grécia, Turquia e Bulgária.

Aparecida: Ah, entendi! Está escrito em “Atos dos Apóstolos” a respeito das contendas em relação à certeza: “Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger homens dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens distintos entre os irmãos. E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos, e os anciãos e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, e Síria e Cilícia, saúde. Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento. Pareceu-nos bem, reunidos em concordância, eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo. Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas. Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias. Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá”.

Tico: A união entre fé e política leva à intolerância?

Teco: Se usarmos a fé como razão em seu sentido mais amplo, não apenas religioso, ela levará à intolerância na política porque o poder dá a pseudo-sensação de ter atingido a “verdade”. O entrave passa a ser o adversário porque ele impede a concretização do “rumo certo”: a certeza do caminho. O único cenário possível passa a ser o desejo da eliminação do outro. Por quê? A “síndrome socialista”. O “medo do desconhecido”. O medo da “evolução natural” que dizimou os dinossauros.

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 3 de maio de 1963, cuja manchete foi “Lacerda disposto a percorrer o país em pregação democrática: Substituirei o desespêro do povo pela esperança”: “O governador Carlos Lacerda concedeu, ontem, entrevista ao GLOBO, na qual afirmou não ter mêdo dos comunistas, pois seis meses de um govêrno competente bastarão aniquilá-los. Também disse que a luta pela sobrevivência democrática deve ser concentrada contra o maior responsável pela situação presente: o presidente João Goulart”. E mais: ”Há, hoje, nos pátios das fábricas nacionais de autoveículos 11.671 automóveis e caminhões estocados. Foram dispensados 3.507 empregados dessas fábricas, e a produção caiu de 4.093 unidades em relação às previsões feitas para o primeiro trimestre de 1963. Encomendadas ao parque de autopeças foram canceladas e os ágios para os carros zero quilômetro no mercado livre desapareceram. Êsse é o quadro apresentado pelo Geia ao Ministério da Indústria e Comércio como conseqüência das medidas de estabilização monetária do govêrno”.

Aparecida: Deu no jornal “O Globo” de 3 de maio de 2013, 50 anos depois: “Nas garras do leão. País tem novo recorde de declarações de Imposto de Renda. Tabela corrigida abaixo da inflação e ganho salarial fazem mais 800 mil prestar contas. Até o dia 30 de abril, 26 milhões apresentaram o imposto de renda de pessoas físicas. Volume de arrecadação aos cofres públicos vem crescendo ano a ano”. E mais: “Caso intercontinental: MP contra liminar de Siro Darlan. Procuradores querem derrubar liminar do desembargador Siro Darlan que libertou quadrilha que invadiu o Hotel Intercontinental. Na Rocinha, de onde são os bandidos, voltou a lei do silêncio”.

Bytes: Diante de um mês com mais dias úteis e sem a ameaça de aumento do IPI, as montadoras registraram um avanço de 30,7% na produção de veículos em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. As unidades fabricadas no mês representam o maior volume já registrado pelas montadoras, batendo o recorde de produção no país. Em relação a março, a alta foi de 6,8%.

Aparecida: Por falar em alta, a Bolsa de Nova York fechou hoje com seus índices de ações registrando vários recordes. O Dow Jones fechou acima de 15 mil pontos pela primeira vez na história (acima) e o S&P 500 renovou sua máxima de fechamento pelo quarto pregão consecutivo. Nove dos dez setores registraram alta. O papel do banco JPMorgan, que subiu 2%, para US$ 49,14, liderou os ganhos do índice. O otimismo em Wall Street foi ampliado em parte porque hoje cedo a maior economia da Europa, a Alemanha, anunciou alta de 2,2% nas encomendas à indústria em março, a expectativa era de queda de 0,5%. "Os mercados não estavam esperando uma recuperação no euro. Tem havido tão pouco otimismo", disse o estrategista global de investimentos do Wells Fargo Private Bank, Sean Lynch.

Bytes: Por falar em otimismo, embaixador brasileiro Roberto Azevedo foi eleito hoje presidente da Organização Mundial do Comércio. Para o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, a eleição demonstra uma "ordem internacional em transformação"."É um resultado importante. Os países emergentes demonstram capacidade de liderança. Uma liderança que tem apoio no mundo em desenvolvimento, mas com reconhecimento no mundo desenvolvido", afirmou. O colega gaiato lá da facû brincou com a "eterna rivalidade": “O melhor jogador de futebol é argentino, o papa é argentino, a rainha da Holanda é argentina, mas a OMC é nossa”. 

Aparecida: Por falar em liderança, o que você acha do Eike Batista? A revista “Época” publicou reportagem sobre como o bilionário perdeu parte da fortuna e, agora, com a credibilidade abalada, tenta se reerguer com a ajuda de bancos e empresas estatais. Segundo a revista, o empresário "abriu demais o leque", já que seus investimentos vão de petróleo até o vôlei, por exemplo.

Bytes: O que podemos afirmar é caso ele continue ou não nos seus investimentos, os negócios valem “ouro” porque ainda estão na fase de pré-produção que é mais cara. Depois, alivia, como em todo processo de produção. Quem não compra hoje uma TV de 35 polegadas.

Aparecida: O seu Carlos disse, exaltado: “O Brasil explora o pré-sal que é caro, enquanto os Estados Unidos produz gás com o xisto que é mais barato e está dando competitividade à economia estadunidense. Agora o governo quer explorar o pré-sal em áreas ecológicas. Você não lê jornal?”

Bytes: Por falar na retomada dos leilões de áreas de petróleo, após um intervalo de cinco anos, a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, disse que gostaria de ver "mais Eikes" no processo. "A OGX já furou mais de cem poços. Não é empresa ruim, ela investe mais do que as outras, até mais do que devia, e faz as coisas mais rápido que as outras. Na última reunião de diretoria, vimos os planos de avaliação da Petrobras, que são longos, enquanto os da OGX levam 5, 8 meses. Gostaria de ter mais 'Eikes' nos leilões, ele pelo menos entrega produção", disse a chefe da Agência Nacional do Petróleo.

Aparecida: O seu Carlos disse, exaltado: “O Newton Monteiro, que foi diretor da ANP, está na OGX, a petroleira do Eike Batista. O governo quer proteger empresas ineficientes por causa da ideologia de privilegiar as empresas nacionais. A ANP cancelou uma multa contra a empresa dele, alegando que o funcionário responsável pela autuação não tinha competência para o ato. A situação está caótica”. O que você acha?

Bytes: A revista “Exame” publicou reportagem de capa com foto do Eike com o seguinte título: “O sonho acabou?” O texto dizia que o bilionário deve estar agora mais humilde do que quando afirmou que seu sonho era se tornar o “homem mais rico do mundo”.

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 4 de maio de 1963, cuja manchete foi “Pavoroso desastre de aviação em Congonhas com 32 mortos”: “Logo após decolar ontem, às 19h40m, do Aeroporto de Congonhas, com destino ao Rio de Janeiro, o avião “Convair” 340 da Cruzeiro do Sul, de prefixo PP-CDW, sofrendo pane, seguida de incêndio em um dos motores, caiu na Avenida Pissanguaba, no planalto paulista. O aparelho transportava 44 passageiros e 5 tripulantes (lotação completa) e procedia do Rio Grande do Sul, tendo escalado em Florianópolis e Curitiba, antes de se integrar na ponte área de São Paulo. Desconhece-se ainda as causas do desastre, que matou, a princípio, 32 pessoas”. E mais: “O Primeiro-Ministro Fidel Castro e seu colega soviético, Nikita Khruchtchev, começaram ontem uma caçada de fim de semana, antes de iniciar uma excursão pelo território da União Soviética. Os dois líderes transferiram-se para uma região às margens de Volga, cujo nome não foi revelado, onde se dedicarão à caça dos patos”. E mais: “Das últimas observações de muitos líderes partidários ganha corpo a previsão de que dificilmente o Congresso aprovará qualquer emenda constitucional relativa à reforma agrária. Essa é opinião, inclusive, de alguns elementos do próprio Govêrno, céticos, mas, ao mesmo tempo, realistas em suas conclusões”.

Aparecida: Deu no jornal “O Globo” de 4 de maio de 2013, 50 anos depois: “Além da maioridade. Punição de menor por crime dura menos tempo no Brasil. Entre 17 nações da Europa e das Américas, país impõe o castigo mais brando. Enquanto o brasileiro com até 18 anos que mata ou estupra fica, no máximo, três anos internado, em países como a Inglaterra e os Estados Unidos a Justiça prioriza a gravidade do crime e pode tratar o menor como adulto”. E mais: “Sob o comando de Alá. Muçulmanos querem a lei islâmica. Pesquisa em 39 países do mundo muçulmano indicou que a maioria dos entrevistados quer viver sob os ditames da sharia, a lei islâmica: 90% condenam homossexualismo, 85% acreditam que as mulheres devem obedecer aos maridos, e 25% apoiam a praticam de atentados suicidas”. E mais: “Liberdade de imprensa. Brasil cai em ranking mundial. Cinco assassinatos de jornalistas em 2012 levaram o Brasil a cair nove posições em ranking de liberdade de imprensa, divulgado ontem pela ONG Repórteres Sem Fronteiras. Entre 179 países, o Brasil é o 108º colocado”.

Bytes: Por falar em islã, a polícia e manifestantes radicais se enfrentaram nas ruas de Daca, capital do Bangladesh, pedindo punição mais rígida contra “blogueiros ateus”. Na véspera, o governo pediu que a União Europeia não adote duras restrições econômicas contra sua indústria têxtil como punição pelo desabamento de um edifício que matou 550 pessoas, no último dia 24. A tragédia aconteceu em um prédio que abrigava confecções que vendiam para empresas europeias e foi o pior acidente industrial da história do país. As equipes de resgate ainda buscam mais corpos nos escombros, o que deve aumentar o número de mortos. "Se a União Europeia ou outros compradores impuserem condições de comércio rígidas sobre Bangladesh, a economia do país será prejudicada, e milhões de trabalhadores perderão seus empregos", afirmou Mahbub Ahmed, do Ministério do Comércio. O país exporta cerca de US$ 19 bilhões em roupas e calçados, 60% deles destinados ao mercado europeu. Após a tragédia, empresas europeias e estadunidenses que compravam roupas de confecções do prédio decidiram rever os contratos e ajudar as vítimas da tragédia.

Aparecida: Por falar em tragédia, a Grande Mesquita de Taroudant, a principal mesquita da dinastia saadiana, classificada como monumento histórico do Marrocos, foi destruída por um incêndio de origem acidental. O fogo começou num tapete provocado por um curto-circuito. Não houve vítimas, mas o edifício acabou totalmente destruído pelas chamas. Com capacidade para mais de 4 mil pessoas, ficou famosa por seu minarete de 27 metros de altura, cuja forma quadrada foi inspirada na Kaaba em Meca.

Bytes: Por falar em fogo, o mistério sobre o fogo sagrado na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém foi transportado para vários países ortodoxos, inclusive a Rússia. No último domingo, durante a Páscoa ortodoxa, o patriarca de Moscou e de Toda a Rússia, Kirill, celebrou na Catedral do Cristo Salvador o Domingo da Ressurreição. Na liturgia, ele advertiu aos fiéis, entre eles o presidente Vladimir Putin e o primeiro-ministro Dimitry Medvedev, sobre os perigos da permissividade, e os exortou a dar mais valor às coisas do espírito do que às materiais. “A Ressurreição do Salvador simboliza a vitória sobre o pecado e a morte e o nascimento de um novo mundo redimido pela Paixão de Cristo”, disse o patriarca. Os fiéis seguiram a tradição, saudando os irmãos com a expressão: “Cristo ressuscitou!”, e com a resposta “Em verdade, ressuscitou!”, seguida por três beijos. Em Roma, o papa Francisco repetiu a expressão em sua saudação pela Páscoa ortodoxa: “Quero dirigir felicitações aos irmãos, unindo-me a eles de todo o coração e exclamando com alegria: Cristo ressuscitou!”.

Aparecida: Por falar em Roma, o que você achou do novo governo italiano?

Bytes: Segundo pesquisa de opinião mais de 60% dos italianos confiam no novo primeiro-ministro, mas apenas 7% creem que o governo vai até o fim. O novo premiê, logo depois de assumir o cargo, embarcou em uma turnê por capitais europeias para pressionar por uma mudança no foco nas políticas de austeridade na região a fim de incentivar o crescimento e o emprego.

Aparecida: Enrico Letta afastou no sábado a subsecretária do Ministério de Igualdade de Oportunidades, Michaela Biancofiore, por fazer críticas aos homossexuais em entrevista ao jornal italiano "La Repubblica". Parlamentar do partido Povo da Liberdade, do ex-premiê Silvio Berlusconi, Biancofiore foi transferida para o Ministério de Serviços Gerais. Ela foi alvo de críticas de entidades de defesa dos homossexuais por sua posição contrária ao casamento gay no Legislativo italiano. "Não me preocupam suas opiniões, não me aterrorizam. Por pelo menos uma vez, eu gostaria de ver as associações de gays, em vez de se juntarem em panelas, dizerem algo para condenar a recente morte de mulheres. Tudo o que fazem é defender apenas os seus interesses".

Bytes: Por falar em mulheres, nova ministra da Integração da Itália, Cecile Kyenge, recebeu uma série de insultos de militantes de direita por ser mulher e negra. Em resposta, disse não acreditar que a Itália seja um país racista e que tem orgulho de ser negra. Ela é a primeira mulher negra a ocupar um cargo de primeiro escalão na Itália. Mario Borghezio, membro da Liga do Norte no Parlamento Europeu, chamou a coalizão de Letta de um "governo bonga bonga", uma brincadeira com o termo "bunga, bunga" atribuído a Berlusconi, e disse que Cecile parecia ser "uma boa dona de casa, mas não uma ministra".

Aparecida: Qual é o maior problema dos socialistas?

Bytes: Eles não sabem a sua história, preferindo massificar a sua “lógica”: “A culpa é do outro!”

Aparecida: Ah, entendi! Revelou Nosso Senhor Jesus Cristo ao apóstolo Pedro, crucificado em Roma, a “cabeça do mundo”, de cabeça para baixo: “Perguntou Jesus por três vezes: Simão Pedro, filho de Jonas, tu me amas? Respondeu Pedro: “È claro que te amo, pois sabe mais do meu coração do que eu”. Disse Jesus: “Então, apascenta as minhas ovelhas. Quando tu eras jovens, tu mesmo te cingias, mas quando fores velho, outro te cingirás”. Foi quando Pedro viu ao lado mestre o discípulo que ele mais amava. E perguntou: “E o que acontecerá com ele?” Respondeu Nosso Senhor: “Se eu quero que ele viva até que eu venha, o que importa a ti Pedro o que irá acontecer com ele? Segue-me tu!” 

A imprensa francesa destacou hoje (7) o plano de investimentos lançado pelo governo socialista de François Hollande para os próximos dez anos, que prevê a venda de ativos em diversas empresas onde o Estado tem forte participação. Segundo o jornal “Libération”, a estratégia do governo é vender parte de seus ativos e usar o dinheiro para investir em pequenas e médias empresas e também em setores promissores. O comunista “L'Humanité” ironizou a decisão do governo com uma charge ilustrando o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault pregando um cartaz de que o Estado francês está à venda. O jornal também adota a expressão de que as joias da famílias estão sendo vendidas para o governo aumentar seu capital. “São privatizações camufladas para financiar algumas prioridades de um governo que não cede à sua política de austeridade”, criticou o jornal. Ontem, em visita a Berlim, o ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici, afirmou que a França não irá desacelerar suas reformas econômicas depois da decisão da Comissão Europeia de dar ao país mais tempo para alcançar suas metas orçamentárias. "A flexibilidade definida para nós não é tratada por nós...como um incentivo para relaxar o ritmo (de consolidação fiscal). Continuaremos com nossos esforços para enfrentar o déficit estrutural", disse ele. "A França é um país sério que conduz uma política de credibilidade, não renunciamos a isso (responsabilidade fiscal)", acrescentou. No mesmo dia da visita de Moscovici a Berlim, Hollande era lembrado pela sua vitória nas urnas no ano passado, num momento em que sua popularidade é a mais baixa da história: menos de 30%. O jornal “Le Monde” destacou que o socialista teve em março um mês particularmente ruim quando foram conhecidos os dados atualizados sobre o desemprego, que superou pela primeira vez a marca simbólica de cinco milhões de desocupados. O jornal britânico “Financial Times” publicou na primeira página sob o título: ‘Monsieur impopular’. Na página de dentro, ‘Fim de caso’. Esquerda, direita, centro, extrema direita: todos os partidos criticam o governo, e a maioria socialista também tem queixas. Na véspera, manifestantes de esquerda reunidos na praça da Bastilha pediram o fim das políticas de austeridade. Grande parte dos manifestantes era de pequenos proprietários e comerciantes que não conseguem tocar seus negócios. No sábado (4), cartazes foram erguidos em Paris, patrocinados pela oposicionista UMP, partido de Nicolas Sarkozy, com a inscrição “Fracasso” (acima). Se as eleições fossem hoje Hollande não seria eleito, perdendo a vaga para Sarkozy e a líder da Frente Nacional, Marine Le Pen.  François Hollande é atacado por todos os lados - pela esquerda, pela direita, pelos sindicados e, até, por muitos dirigentes socialistas, entre eles o presidente da Assembleia Nacional (AN), Claude Bartolone. O político, que pretenderá ser nomeado chefe do Governo numa possível remodelação nos próximos meses, defende uma virada à esquerda na política do Governo e "um confronto" da França com a Alemanha sobre a política de austeridade na União Europeia. No próprio PS, a contestação às orientações de François Hollande ganha adeptos. O partido do chefe do Estado emitiu há dias um comunicado muito crítico em relação à chanceler Ângela Merkel que provocou tensão entre os dois países. Devido a pressões do presidente e do chefe do Governo, o comunicado foi corrigido às pressas, mas alguns socialistas transmitiram-no na sua versão inicial à imprensa, provocando enorme polêmica em França e muito desconforto no governo.  Quem está pegando carona na impopularidade de Hollande o líder da Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon. "Não queremos as finanças no poder. Não aceitamos as políticas de austeridade", declarou o líder de esquerda. Nos últimos meses, com a degradação da situação econômica e o fechamento de fábricas na França, Mélenchon passou a atacar o governo socialista a tal ponto que o Hollande deixou de considerar o seu partido como aliado. No domingo, Mélenchon acusou o presidente francês de ser "uma das causas da crise, como (Angela) Merkel e outros líderes europeus, que fizeram a escolha pela austeridade". "Se vocês não sabem como agir, nós sabemos", declarou o ex-candidato à presidência em 2012. Ele repetiu que está disposto a ser primeiro-ministro em uma "coabitação de esquerda" com um "presidente que diz que já não é socialista e um primeiro-ministro que confirma que é de esquerda". 

Tico: No dia de hoje a Alemanha nazista se rendeu em Reims, na França, marcando o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. O documento de rendição foi foi assinado pelo general também alemão Alfred Jodl, chefe do Estado-Maior da Wehrmacht , no quartel-general estadunidense na cidade do leste francês. Do lado dos vencedores, a ata foi rubricada pelo general Walter Bodell-Smith, chefe do Estado-Maior do general Dwight Eisenhower, comandante supremo das Forças Aliadas; pelo general soviético Ivan Susloparov e pelo general francês François Sevez, chefe do Estado-Maior do general Charles de Gaulle, que assinou na qualidade de simples testemunha. O comunicado ao povo alemão foi feito no dia seguinte pelo almirante Karl Dönitz, com assinatura simbólica em Karlshorstla, na periferia de Berlim, na Escola de Engenharia Militar da Wehrmacht, onde tinha sido instalado o QG das forças soviéticas. A cerimônia, exigida pelo líder soviético Joseph Stalin e presidida pelo marechal Georgi Yukov, começou em 8 de maio quase à meia-noite, mas terminou aos 45 minutos de 9 de maio. O documento definitivo da capitulação da Alemanha nazista foi assinado pelo marechal Yukov, pelo o marechal britânico Arthur William Tedder, em nome do comandante supremo do Corpo Expedicionário Aliado na Europa, e, como testemunhas, pelo general francês De Lattre de Tassigny e pelo general norte-americano Carl Spaatz. O texto, bastante similar ao documento firmado em Reims, indicava que a Alemanha seria "completamente desarmada", que os navios e equipamentos militares não deviam ser destruídos e, finalmente, precisava que a ata tinha sido redigida em inglês, russo e alemão, mas que apenas os textos em inglês e russo deveriam ser considerados autênticos. O fim da Segunda Guerra Mundial na Europa é comemorado em diferentes datas. Os europeus celebraram o Dia da Vitória no dia 8 de maio e os russos festejam o Dia da Grande Guerra Patriótica no dia 9 de maio. A rendição da Alemanha nazista ocorreu há 68 anos.

Teco: No dia de hoje o transatlântico britânico RMS Lusitânia foi bombardeado pela Marinha alemã, o primeiro passo para os Estados Unidos decidirem entrar na Primeira Guerra Mundial. A embarcação recebeu este nome em homenagem à província romana da Lusitânia, que hoje é parte do território de Portugal. O afundamento do transatlântico, que carregava armamentos, deixou mais de 2 mil mortos, gerando grande comoção junto à opinião pública estadunidense já que muitos tripulantes eram passageiros estadunidenses. O presidente democrata Woodrow Wilson, que se mostrava intransigente em entrar no conflito, afirmando se tratar de um problema europeu, não conseguiu evitar a entrada do país na Última Guerra Feudal. Quase dois anos depois foi divulgado pela imprensa o Telegrama Zimmermann. O documento, decodificado por especialistas britânicos, era uma mensagem cifrada do ministro do exterior do Império Alemão, Arthur Zimmermann, em 16 de janeiro de 1917, para o embaixador alemão no México, Heinrich von Eckardt. Ele instruía o diplomata para se aproximar do governo mexicano com uma proposta para formar uma aliança militar contra os Estados Unidos. Segundo os decodificadores, a proposta prometia ao México terras estadunidenses caso o país latino-americano aceitasse o acordo. A divulgação do teor do telegrama gerou indignação na sociedade estadunidense que aceitou a participação do país no conflito. A convocação dos jovens para a guerra foi resumida na imagem dos cartazes com o Tio Sam: “I want you”, que em tradução literal para o português é “Eu quero você”. O afundamento do transatlântico RMS Lusitânia ocorreu há 98 anos.

Bytes: No dia de hoje o compositor alemão Ludwig van Beethoven compôs a 9ª Sinfonia. É um ícone por ser predecessora da música romântica, principalmente o último movimento, chamado informalmente de "Ode à Alegria". A música foi rearranjada por Herbert von Karajan para se tornar o Hino da União Europeia.

Aparecida: No dia de hoje terminou a Batalha de Dien Bien Phu, o último conflito da Guerra da Indochina. Após 8 semanas de duros combates, soldados norte-vietnamitas venceram as tropas da União Francesa. Depois dos acordos de Genebra, que instauraram uma divisão do país ao longo do paralelo 17, a França abandonou o Vietnã do Norte. Há 59 anos.

Bytes: No dia de hoje foi realizada a primeira sessão do Parlamento do Mercosul. Localizada em Montevidéu, no Uruguai, a câmara legislativa é integrada por 90 deputados, 18 de cada país-membro. Fazem parte do Legislativo latino-americano do Sul o Brasil, a Argentina, o Uruguai, o Paraguai, enquanto a Venezuela se encontra em processo de adesão. O Protocolo Constitutivo do Parlamento do Mercosul, assinado em dezembro de 2005 pelos quatro países, determina que os Parlamentares do Mercosul serão eleitos por sufrágio universal, em eleições gerais a serem promovidas por cada um dos Estados que integram o bloco. Quando promoverem eleições diretas, o Brasil passará a ter 74 representantes, e a Argentina, 43. Paraguai e Uruguai permanecerão com 18 representantes. O Parlasul sucedeu a Comissão Parlamentar Conjunta, que era o órgão autônomo representativo do Mercosul, mas sem capacidade decisória própria. A liderança brasileira é exercida pelo senador Roberto Requião, do PMDB paranaense. A primeira sessão do Parlasul ocorreu há 6 anos.

Aparecida: No dia de hoje nascia, há 94 anos, a primeira dama argentina Eva Perón, a "mãe dos descamisados". Em janeiro de 1935, com apenas 15 anos de idade e acompanhada de Agustín Magaldi, cantor de tangos e amigo da família, considerado o Gardel do interior argentino, ela partiu para a capital com uma mala contendo poucas roupas. No ano seguinte seguiu carreira artística em Buenos Aires. Aos 18 anos estreou no cinema no filme “Segundos Afuera” e, em seguida, foi contratada para fazer radionovelas. Em 1944, conheceu Juan Domingo Perón, então vice-presidente da Argentina e ministro do Trabalho e da Guerra. No ano seguinte, Perón foi preso por militares descontentes com sua política, voltada para a obtenção de benefícios para os trabalhadores. Evita, então apenas a atriz Eva Duarte, organizou comícios populares que forçaram as autoridades a libertá-lo. Pouco depois se casou com Perón, que se elegeu presidente em 1946. Famosa por sua elegância e seu carisma, Evita conquista o apoio da população pobre, na maioria migrantes de origem rural a quem ela chamava de "descamisados". O seu prestígio junto às massas foi a grande força do peronismo. Em outubro de 1951, ela foi apresentada a uma multidão peronista como “Nossa Senhora da Esperança” e o próprio Perón proclamou um novo feriado: o “Dia de Santa Evita”. A máquina de propaganda peronista a “divinizou” junto com o marido: ‘Só há um Perón...Ele é um Deus para nós...Nosso sol, nosso ar, nossa vida”. Depois da morte de Evita, um porta-voz peronista, falando da sacada do palácio do governo, dirigiu-se a ela como “mãe nossa que estais no céu”. Meu filho assistiu ontem ao filme “Evita” com a cantora Madonna. A cena que reproduz a declaração da primeira-dama de que o peronismo destruiria os ricos para distribuir entre os pobres é muito interessante.

Bytes: No dia de hoje morreu, há 133 anos, o militar Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Comandante brasileiro da Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai, Caxias é chamado ao mesmo tempo de “O pacificador” e “Marechal de Ferro”. Sua liderança em conflitos começou quando suas tropas lutaram na Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul. Dominou também os movimentos revoltosos dos liberais em Minas Gerais e São Paulo. No plano externo, participou de todas as campanhas platinas do Brasil independente, como a campanha da Cisplatina contra as Províncias Unidas do Rio da Prata.  Comandante-chefe do Exército do Sul, dirigiu as campanhas vitoriosas na guerra civil uruguaia e também para derrubar o presidente argentino Juan Manuel de Rosas. Como comandante brasileiro na Guerra da Tríplice Aliança, conseguiu que as tropas brasileiras ocupassem Assunção, capital paraguaia.

Aparecida: No dia de hoje nascia, há 69 anos, a guerrilheira Iara Iavelberg. De família judia, ela largou a burguesia para entrar na luta armada durante a ditadura militar. Na organização clandestina Movimento Revolucionário 8 de Outubro, o MR-8, Iara conheceu o guerrilheiro Carlos Lamarca, desertor do exército, com quem viveu um romance e atuou clandestinamente até ser morta num cerco de agentes de segurança em Salvador, Bahia, em agosto de 1971. A versão dos militares foi de que ela cometeu suicídio, o que foi desmentido posteriormente. O romance entre os dois guerrilheiros foi testemunhado pela atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff, na época apenas a guerrilheira “Vanda” da Vanguarda Popular Revolucionária. Ela foi retratada no filme “Lamarca”, de Sérgio Rezende. Uma das cenas mais importantes é quando o desertor explica ao pai a razão de preferir lutar contra os imperialistas após a experiência traumática vivida na missão da ONU na Guerra do Suez. Já a dúvida sobre a morte da guerrilheira está no filme "Em busca de Iara".

Bytes: Ontem eu fui assistir ao filme “Oblivion”, Joseph Kosinski (acima). Em tradução literal para o português o título é “Esquecimento”. Ficção científica, a obra se baseia no seguinte enredo: “Ganhamos a guerra, mas destruímos o planeta”. Ficaram os drones, aviões não tripulados que podem ter um caráter devastador. O protagonista, um homem confrontado com o passado que embarca numa viagem de redenção e descoberta enquanto luta por salvar a humanidade, é envolvido numa trama no qual o esquecimento demonstra a ignorância do homem em relação à história através da manipulação do poder. O espectador não entende muito a mensagem de Cruise até porque há referência em demasia à cientologia, religião do astro estadunidense. Há a noção de "Thetan", o “ser eterno”, base da tese de Ron Hubbard, fundador da cientologia, que nos anos 50 formulou a possibilidade de que "a coisa que é a pessoa, a personalidade, pode ser separada do corpo e da mente, voluntariamente, e sem causar a morte do corpo ou distúrbio mental". O resultado está em diálogos como: "É possível perder um lugar que você nunca esteve? Para lamentar uma vez que você nunca viveu?" Ou então o que cita o filósofo romano Horácio, que salvou Roma de um exército invasor: “Como poderia um homem morrer/melhor do que enfrentando um destino terrível/pelas cinzas de seus pais/e os templos de seus deuses?” Instigante, mas incompreensível.

Aparecida: Hoje o jornalista Arnaldo Jabor escreveu o artigo “O feio e o belo na arte tecnológica”no jornal “O Globo”. Segundo ele, a nova dramaturgia de Hollywood é a estética do videogame, onde a personagem principal somos nós mesmos, com o joystick na mão e nenhuma ideia na cabeça. “Fui ver Iron Man 3 e viajei para um outro mundo reconstruído por efeitos especiais e tive o consolo do esquecimento de minha vida realista e mixuruca. Quando saio do cinema depois desses filmes, caio num grande vazio; as ruas barulhentas e feias é que parecem irreais. E os novos heróis não são políticos nem caubóis. Os novos heróis são semideuses com absoluta competência mecânica, percorrendo odisseias tecnológicas. Os roteiros são feitos em computador, de modo a não deixar respiros para o espectador. É preciso encher cada buraco, para que nada se infiltre na atenção absoluta. Mais importantes que as personagens são as coisas em volta. Sim, as coisas. Personagem é só um pretexto para mostrar o décor. E o décor é um grande showroom dos produtos americanos, que são as personagens: maravilhosos aviões, os supercomputadores, a genialidade técnica lutando por algum bem ininteligível. Neste neocinema século XXI, as personagens não fogem de um conflito — fogem dos produtos. Não importa nem o enredo, nem o roteiro; só o gozo da cena. Esses filmes buscam na violência e nos desastres a mesma visibilidade total do filme pornô”.

Bytes: Em artigo no “JB Online” o teólogo Leonardo Boff escreveu o artigo “Teatralização do atentado de Boston: fazer esquecer o eventual fim.... “Precisaria ser inumano e sem sentido de solidariedade e de compaixão não se indignar e não condenar o atentado perpetrado em Boston, com dois mortos e centenas de feridos. Mas isso não nos dispensa de sermos críticos. Houve uma teatralização mundial do atentado com objetivos ocultos que devem ser desvendados. Atentados ocorrem muitos no mundo, especialmente no Afeganistão e no Iraque, na presença das tropas norte-americanas e dos aliados. Sempre com muitos mortos e centenas de feridos. Quase ninguém dá importância ao fato, já naturalizado e banalizado. Muitos pensam: trata-se de gente terrorista ou próxima a eles, incômodos à ocupação ocidental. Que se matem. Convenhamos: são seres humanos como aqueles de Boston. Mas as medidas de avaliação são diferentes. Sabemos o porquê”.

Aparecida: O evento “1964” cairá no esquecimento no Brasil como “movimento dos contrários?”

Bytes: O “sangue derramado” atingiu tanto a direta quanto a esquerda. Viva!

Aparecida: Ah, entendi! Escreveu Paulo, “apóstolo dos gentios”, em carta aos gregos: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá. Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos, mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”.

 

Tico: Qual é a expressão que incomodará os socialistas?

Teco: “Tempo real” por causa da pouca fé em entender a ciência contemporânea: o espaço-tempo que cria a matéria. Elementar, meu caro Watson.

Aparecida: O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, ironizou na TV o cantor brasileiro Roberto Carlos, cuja assessoria jurídica pretende pedir indenização pelo uso não autorizado das suas músicas em propaganda do governo venezuelano. "Agora há que ter cuidado com o que cantamos, porque estão me processando por ter cantado uma canção no mundo", disse Maduro, no último sábado. "Agora há que ter cuidado. Temos de pedir direitos autorais para poder cantar", acrescentou, provocando risadas. O que você achou?

Bytes: Para o socialista, a música não é “propriedade privada”. Já o cantor brasileiro não quer ver a sua letra associada à campanha de qualquer candidato porque parece que ele está apoiando. No caso, sugere-se que entre com um pedido de dispensa dos direitos autorais.

Aparecida: O que você acha do governo da presidente Dilma?

Bytes: Entre o discurso e a prática podemos afirmar que é uma “cristã nova”. No espaço-tempo podemos ter várias interpretações e maquiagem. Basta ver os vídeos em que ela dedicou a sua candidatura a companheiros que “tombaram” na luta armada, como a guerrilheira Iara. Ou sua defesa no Senado, quando não era presidente, reafirmando a diferença entre democracia brasileira e a ditadura. Podemos pegar também a sua expressão na criação da Comissão da Verdade. Na facû, especularam que a imagem em 2014 será repaginada, mas que ela estará “obesa”. Basta estar vivo para passar pelas críticas. O importante é que o Brasil não seguirá o caminho do nacional-socialismo europeu, mas o do “iluminismo americano”. A construção da “verdadeira comunidade”.

Aparecida: O que você acha da eleição de 2014?

Bytes: A imagem da presidente Dilma está associada a uma guerreira que, entre erros e acertos, demonstra ter interesse em acertar. Este é o seu capital. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: E a oposição?

Bytes: O mais fraco é o Aécio porque vive de bandeiras. O tempo já passou. O Joaquim Barbosa leva os votos da direita que querem um novo Jânio passando a vassoura. O Eduardo Campos surpreendeu. O detalhe interessante é que todos saíram das bases do governo. Será que vão se unir no segundo turno?

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 6 de maio de 1963, cuja manchete foi “Repercutem favoràvelmente em todo o país as declarações de Dom Jaime”: “Os que leram o Manifesto dos Bispos com a devida atenção não podem concluir que seus signatários são a favor da agitação e da subversão da ordem, afirmou o governador Carlos Lacerda à imprensa, no Museu de Arte Moderna. Os bispos brasileiros declararam que não cabe a êles dizer como fazer a reforma agrária, mas que deve ela ser feita. São apenas favoráveis à reforma. São os bispos favoráveis à reforma e a que o pagamento das indenizações não seja sòmente em dinheiro. Mas reiteraram o dinheiro de propriedade”. E mais: “O Diretório Regional do PR, que se reuniu, ontem, em Belo Horizonte, manifestou-se favorável à reforma agrária, mas contra qualquer modificação da Constituição. Esta posição é considerada questão fechada para os representantes do PR mineiro, quer no Congresso Nacional quer na Assembléia Legislativa Estadual”. E mais: “A república Dominicana prepara-se hoje ostensivamente para dar cumprimento à sua ameaça de invadir o Haiti. O presidente Juan Bosch advertiu que ordenará a invasão se o govêrno haitiano não conceder os salvo-condutos aos 22 asilados políticos na embaixada dominicana em Pôrto Príncipe”.

Aparecida: Deu no jornal “O Globo” de 6 de maio de 2013, 50 anos depois: “Balança comercial. Rombo da indústria chega a US$ 100 bilhões. Diferença entre importações e exportações é maior em eletrônicos, químicos e carros. Setor, que chegou a ter superávit de US$ 5,2 bilhões em 2006, sofre com baixa produtividade, custo elevados de produção e câmbio desfavorável”. E mais: “Síria: Ofensiva de Israel é declaração de guerra”. E mais: “Bolsa família: repasse alto não elimina miséria. Famílias com muitos filhos e consideradas miseráveis recebem do Bolsa Família benefícios muito acima da média do programa. O repasse mais alto é de R$ 1.262. Transferências elevadas, contudo, não bastam para transformar condições precárias de vida. Faltam empregos”.

Bytes: O colega gaiato lá da facû comentou: “A imprensa bate, bate e os oposicionistas se escandalizam com as pesquisas de opinião”.

Aparecida: O papa Francisco disse hoje que um cristão "não pode se lamentar continuamente" e que a paciência é um "caminho" defendido por Jesus. "Um cristão que se lamenta continuamente deixa de ser um bom cristão", afirmou o papa durante uma missa na Casa de Santa Marta, no Vaticano. Segundo ele, suportar as dores com alegria deixa as pessoas mais jovens. "A paciência é o caminho que Jesus também ensina a nós cristãos. Isto que dizer suportar, carregar nas costas o peso das dificuldades, o peso das contradições, o peso das turbulências", afirmou. O papa considerou que é um "processo de amadurecimento cristão o caminho da paciência. Um processo de tempo, que não se faz de um dia pra outro, se faz durante toda a vida". O que você acha?

Bytes: O importante é reconhecer o tempo real. Os profetas de Israel escreveram o que os outros sentiram no cativeiro e não havia leis trabalhistas que impediram a escravidão. A partir do sofrimento, começaram a escutar o que eles disseram, algo que seus pais que dormiram bloquearam. É a ilusão dos 5 sentidos que gera a morte. Como cariocas, entendemos a mensagem do papa porque suportamos o espaço-tempo do mundo com alegria.

Aparecida: O que você achou da agenda divulgada hoje pelo Vaticano para a Jornada Mundial da Juventude?

Bytes: O papa virá ao Rio e não conhecerá o Cristo Redentor, mas andará e pé pelas favelas cariocas. O importante é sentir o espírito.

Aparecida: Por falar em espírito, a Alemanha começou ontem a julgar a única sobrevivente do grupo neonazista Clandestinidade Nacional-Socialista que é acusado de várias mortes de imigrantes. Ela preferiu ficar em “silêncio” e o julgamento foi adiado para meados de maio. O que mais intriga os especialistas é que a polícia achava que as mortes estavam ligadas à “máfia turca”.

Bytes: Por falar em Turquia, os guerrilheiros curdos do movimento marxista PKK afirmaram que deixarão a Turquia em direção ao Iraque, mas advertiram que qualquer ameaça rasgarão o “acordo de paz”.

Aparecida: O que você acha da falta de paz?

Bytes: O colega neonazista lá da facû estava esbravejando outro dia: “A máfia do Money Trust dividiu o Partido Republicano no início do século passado para dar vitória ao democrata Woodrow Wilson, mais fraco politicamente. Assim aprovaram a criação do Federal Reserve e entregaram o dólar nas mãos dos judeus. Eles impediram que a imprensa estadunidense publicasse o alerta de que bombardeariam o navio Lusitânia se ele passasse pela linha de guerra. Apenas o jornal Des Moines Register, de Iowa, publicou a mensagem da Embaixada da Alemanha, regiamente controlada pelo banqueiro JP Morgan. Woodrow Wilson, alertado da gravidade desse fato, na prática uma sentença de morte contra inocentes compatriotas e aliados, nada fez para impedi-lo. Lavou as mãos. Dizem que ele não conseguiu dormir. Mas e daí? Foram mortos centenas de estadunidenses. E Washington entrou na guerra para deleite do chefe da Marinha britânica, Winston Churchill”. E apontou o efeito: “A falta de paz tem uma causa: os sionistas”. Eu disse: “Menos pastor Feliciano, menos”. Ele respondeu: “Hitler faz falta porque falava a verdade: Eu estou convencido de que se não exterminar agora com os judeus, eles destruirão o mundo”.

Aparecida: Por falar em antissemitismo, o partido húngaro de extrema direita Jobbik reuniu centenas de pessoas em uma manifestação contra a realização, em Budapeste, do Congresso Mundial Judaico. "Os conquistadores israelitas, esses investidores, devem procurar outro país do mundo, porque a Hungria não está à venda", disse o presidente do partido, Gabor Vona. No ano passado, Gyongyosi provocou indignação ao defender que todos os funcionários do governo de origem judaica deveriam ser identificados porque poderiam representar um "risco para a segurança nacional". Alguns dos presentes na manifestação deste sábado usavam o uniforme preto do Guarda Húngara, o banido grupo paramilitar do Jobbik, acusado de atacar comunidades ciganas. O primeiro-ministro Viktor Orban havia ordenado que a polícia proibisse a manifestação, mas um tribunal de Budapeste anulou a proibição, alegando que ela teria por base "presunções infundadas". O que você acha?

Bytes: Como democratas, não é concebível impedir qualquer pessoa de expressar os seus sentimentos como “observador”. Exigimos a contrapartida para que a criação mental não ultrapasse suas fronteiras.

Aparecida: No Congresso Mundial Judaico, polêmico primeiro-ministro húngaro, o conservador nacionalista Viktor Orban, criticado por sua passividade diante do crescente antijudaísmo em seu país, pediu aos 500 delegados do CJM que ajudem "com sua experiência na luta contra o antissemitismo". O primeiro-ministro disse que “O antissemitismo é inaceitável e intolerável”, disse Orban, reconhecendo que muitos húngaros "cometeram graves delitos". “A Hungria não tolerará nenhum tipo de antissemitismo, que está cada vez mais presente na Europa”, acrescentou.

Bytes: Na Alemanha, um suposto ex-guarda do campo de concentração de Auschwitz foi preso ontem. “As forças da polícia criminal de Baden Wurtemberg, cumprindo uma ordem da promotoria de Stuttgart, prenderam em sua residência um ex-funcionário do campo de concentração de Auschwitz, 93 anos, que fazia parte do serviço de guardas desde 1941 até seu fechamento, em 1945, e que é suspeito de cumplicidade em assassinatos", afirmou a promotoria da cidade de Stuttgart num comunicado à imprensa. A identidade do suspeito não foi fornecida, mas, segundo a imprensa alemã, trata-se de um homem chamado Hans Lipschis, nascido na Lituânia, e que vive em Aalen, sudoeste da Alemanha.

Aparecida: Com o auxílio do Itamaraty, a Justiça alemã iniciou uma busca por imigrantes que desembarcaram no Brasil após 1944, a fim de encontrar guardas dos campos de concentração nazistas que serviram durante a Segunda Guerra Mundial. O rastreamento de imigrantes faz parte de uma ofensiva lançada pelo Escritório Central para a Investigação dos Crimes do Nazismo alemão para investigar 50 guardas que trabalhavam nos campos de Auschwitz e Birkenau. A busca também é estendida para os demais países do Cone Sul. Nenhum ex-guarda nazista foi encontrado até o momento.

Bytes: No último domingo foi inaugurado um novo complexo de museus no antigo campo de concentração nazista de Mauthausen, no estado federado da Alta Áustria. A cerimônia teve a presença de sobreviventes do Holocausto. A instituição, subvencionada com 1,7 milhão de euros pelo Estado austríaco, expõe os horrores vividos pelas cerca de 200 mil pessoas que viveram no local entre 1938 e 1945. Mais de 90 mil destes indivíduos morreram após serem presos em Mauthausen ou em um de seus 52 campos satélites por sua origem judaica ou por seus ideais políticos e sociais. As vítimas procediam de dezenas de países, entre elas cerca de 7 mil republicanos espanhóis, que morreram nas câmaras de gás ou pelos maus-tratos sofridos nas mãos dos nazistas. A inauguração do novo museu foi liderada pelo presidente da Áustria, Heinz Fischer, que estava acompanhado da cúpula do governo austríaco. Além disso, participaram da cerimônia os presidentes da Polônia, Hungria e Sérvia, assim como a ministra da Justiça de Israel, Tzipi Livni, que esteve acompanhado de seu sogro, um sobrevivente de Mauthausen.

Aparecida: Como podemos entender a voz da consciência?

Bytes: Pelo “entendimento” como observador. Assim sabe a “alma cristã”.

Aparecida: Ah, entendi! Escreveu o apóstolo João, o “discípulo amado”, sobre a “Boa Notícia: “E Jesus andava passeando no templo, no alpendre de Salomão. Rodearam-no, pois, os judeus, e disseram-lhe: Até quando terás a nossa alma suspensa? Se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente. Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço, em nome de meu Pai, essas testificam de mim. Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem. E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um. Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar”.

 

AO DIA DO SILÊNCIO

Rio de Janeiro, 7 de maio de 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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