Estado do Piauí aposta na agroenergia como alternativa

VIVIANE MAIA
Da Redação - ADV


Nas últimas duas décadas do século XX a agroenergia começou a ganhar força por conta dos biocombustíveis como alternativa energética. Porém, ainda existem muitas dúvidas sobre como o padrão baseado em energia não renovável será suplantado por esse tipo de energia, é o que discute o estudo “Identificação e Análise dos Impactos Locais e Regionais da Introdução da Produção de Biodiesel no Estado do Piauí”, produzido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

De acordo com o estudo, a partir da introdução da produção de biodiesel no estado do Piauí a produção de soja e de mamona tiveram um crescimento mais que proporcional a outras atividades do estado. “Esse aumento da produção apresentou no conjunto da economia efeitos positivos como os que se pôde ver nas matrizes e nos efeitos e variações da produção agrícola do estado”, destaca o autor do estudo Omar Inácio Benedetti Santos.

“A mamona tem seu mercado externo em fase de queda de preços, que embora altos se comparados ao da soja, tem desestimulado outros países produtores, a exceção da China e Índia, maiores produtores mundiais dessa oleaginosa”, afirma Omar.

Segundo o estudo, é preciso considerar que a dualidade presente na produção de combustíveis provavelmente continuará, e isso se revela na necessidade de matéria-prima para a indústria, considerando que a soja ainda permanece como a oleaginosa que apresenta um volume de produção capaz de atender a demanda da indústria.

Pode se afirmar que uma nova trajetória produtiva vem aumentando a participação do estado na economia nacional e os reflexos dessas iniciativas já podem ser percebidas pelos setores de comércio e construção civil e pelo aumento nos gastos em educação, saúde e habitação nos municípios em que a produção de soja e mamona vem sendo instalada. Com isso, o estado do Piauí vem aumentando sua participação no valor agregado bruto e no Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes.

“Dado o volume produzido de biodiesel no estado, os impactos são maiores na produção agrícola. Se fosse analisada apenas a produção industrial talvez essa nova dinâmica ainda não mostrasse seus efeitos. Entretanto o biodiesel atua como um vetor estimulando as atividades correlacionadas”, conclui o autor.

Para acessar o estudo na íntegra, clique aqui.

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