O Estado Islâmico (ISIS, na Europa) é o assunto do momento no mundo todo. Foi gestado pelos Estados Unidos e agora comete barbáries como a que vimos há dias em Paris. Alguns dados, que em nada minimiza o ataque cruel:

- o EI detém 60% da produção de petróleo da Síria e controla campos no Iraque. Só faz negócios a dinheiro. Assim, não dá pra rastrear nem bloquear contas, como foi feito com a Al Qaeda.

- Em seus domínios, cristãos pagam a jyzia, taxa para não serem mortos por não serem muçulmanos.

- Cobra impostos nas cidades sob seu domínio.

-  Para eles, morrer lutando contra os infiéis é caminho certo para o paraíso. Lá poderão fazer coisas proibidas na terra, como fartar-se de carne e deliciar-se com virgens e mancebos eternamente jovens. A virgindade se renova a cada ato sexual e o pênis nunca esmorece.

- Os “soldados” do EI são jovens. Eles atacam nos ocidentais aquilo que mais os atrai. Odeiam querer ser fúteis e hedonistas. Matam nos outros aquilo que querem matar dentro de si (isso também acontece com essas pessoas que agridem e discursam contra homossexuais: nada mais do que matar nos outros o que não matam em si). A falta de perspectivas para os jovens, geralmente pobres e discriminados pela sociedade, leva-os ao EI.   Uma forma de dar sentido à vida é a imolação. Ainda mais com as promessas do paraíso. O tomar um chopinho na mesa de um bar na calçada, rir, ouvir uma banda de rock legal, uns amassos no escurinho provocam desejo reprimido... e morte.

Houve uma foto ridícula, logo depois do ataque ao Charlie Hebdo, de 40 líderes mundiais marchando de braços dados por Paris e prometendo prioridade para derrotar o ISIS. Entre os 40, vários terroristas, como o presidente dos Estados Unidos, o maior grupo terrorista do mundo. A promessa morreu assim que desataram os braços.

Homem-bomba pode aparecer em qualquer lugar, em qualquer momento. Em Nova Iorque, Paris, São Paulo, Curitiba... Não há o que fazer pra se defender. O EI tem os homens-bomba, os EUA têm os drones matando inocentes no Paquistão, na Somália, no Yemen... Milhares assassinados. Os drones podem ir para o Brasil se o Serra não conseguir cumprir a velha promessa de passar o Pré-sal para domínio dos EUA (a promessa está documentada no Wikileaks) e se o Aquífero Guarani não for privatizado.

A imprensa pouco ou nada fala de um grupo, o Boko Haram. Esse grupo mata mais do que o EI. Para o Boko, os culpados dos males do mundo são os cristãos. Seus “soldados” matam populações inteiras. Meninas de 7 a 15 anos são levadas e liberadas para a população estuprá-las até resolverem virar muçulmanas. Os “soldados” entram nas casas e vão degolando as pessoas. Mas só atacam na Nigéria e matam negros. Então, nada se fala. Nada de indignação.  Se o Boko Harum for pra França, vira um deus-nos-acuda.

Esses dois grupos, e mais outros de menor expressão, trabalham a RELIGIOSIDADE das pessoas. Como os bispos milionários fazem no Brasil. Como os religiosos pedófilos. Como o pastor que dizia para as fiéis que tinha o pênis abençoado. Como essas pessoas que postam acusações sem verificar a veracidade, ofendem, depois vão à igreja rezar, ou se olhar no espelho em casa, e se sentem os melhores do mundo. Religiosidade é fácil. E fácil de manipular. Difícil é a ESPIRITUALIDADE, que poucos têm. Procuro o caminho dela há anos e não achei ainda. A propósito, os bispos evangélicos estão entre os mais ricos do País. De onde vem o dinheiro? Afinal, os fiéis doam para a igreja, não para a pessoa física do pastor.

Aqui na Espanha, o Presidente do Governo aparece a cada pouco na televisão mostrando os cuidados que está tendo com possíveis ataques terroristas, ao mesmo tempo em que provoca dizendo que vai apoiar os ataques a eles. O país está no nível 4 de alerta (num um máximo de 5). A cada ano com menos eleitores, agora tem a chance de recuperar votos para o seu partido nas eleições do mês que vem. Graças ao medo. O bipartidarismo de muitos anos (PP e PSOE) está, ou estava, acabando.

Pois bem. Estamos a um passo de termos equivalentes ao Estado Islâmico no Brasil. Os jovens quebrando vitrines, batendo em homossexuais, manifestantes em frente o Palácio do Planalto armados e anunciando derramamento de sangue (um atirou pra assustar mulheres negras que passavam fazendo manifestação), as agressões gratuitas nas redes sociais, os compartilhamentos de notícias falsas  (isso também é pecado, senhores religiosos!), os assassinatos e agressões físicas feitos por policiais, os movimentos contra o governo liderados por jovens descocados, sem a mínima consistência, os pastores pregando a intolerância, metidos em corrupção, a religiosidade exacerbada, a podridão nos três poderes (a pior, no Judiciário), isso tudo está nos levando a um caminho de terror.

Dias atrás, Suplicy e Haddad foram agredidos gratuitamente na Livraria Cultura. Haddad é novo na política, sem máculas. Suplicy tem uma carreira de quase 40 anos na política, sempre íntegro, honesto. Até pessoas do nível de Aécio, Richa, Ratinho, Maluf et caterva admitem que não há nada que manche a integridade do ex-Senador. É ódio produzido e distribuído gratuitamente para inocentes úteis.

Como se chamará no Brasil o irmão do Estado Islâmico?

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