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Saneamento

Estudo aborda impactos do déficit de saneamento

LILIAN MILENA
Da Redação - ADV


O saneamento como percursos do desenvolvimento é tema de estudo que remonta o ciclo da falta de água potável, esgotamento, e manutenção da pobreza.

Ciclo


A falta ou precariedade do acesso à água favorece o aumento do contágio de doenças. Segundo o relatório “Saúde no Mundo”, divulgado, em 2004, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 85 de 102 casos de doenças foram atribuídos ao saneamento deficiente. Estima-se que 24% das enfermidades e 23% das mortes prematuras, que ocorrem mundialmente, estão relacionadas a deficiências sanitárias. Dados da OMS produzidos em parceria com a Fundação das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revelam, ainda, que 90,9% das mortes por diarréia que ocorrem nos países em desenvolvimento atingem população menor de 15 anos de idade.

No Brasil, segundo dados do Banco de Dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), as doenças relacionadas a deficiências no saneamento ambiental resultaram em 3,4 milhões de internações no país, no período de 1995 a 1999.

O trabalho, publicado em 2008, pelas pesquisadoras do Departamento de Saúde Ambiental da USP, Maria Tereza Razzolini e Maria Günther, intitulado “Impactos na Saúde das Deficiências de Acesso a Água", também aponta que próximo de 80% dos casos de febre tifóide e paratifóide, 60% a 70% dos casos de tracoma e esquistossomose, além de 40% a 50% das doenças diarréicas e outras parasitoses, poderiam ser evitadas com a implantação adequada de saneamento ambiental no Brasil.

As pesquisadoras destacam que a mudança desse cenário depende da implementação de políticas públicas de gestão que integrem todos os atores – poder público, privado e comunidade. Historicamente a expansão urbana no Brasil ocorreu de forma desordenada beneficiando a concentração de renda e falta de planejamento urbano-habitacional. O resultado são áreas centrais dotadas de infra-estrutura de serviços urbanas destinadas à população de alta renda, e áreas periféricas distantes dos centros e desprovidas de serviços básicos povoada pela população mais pobre.

Nível de acesso à água versus necessidades atendidas e grau de efeitos à saúde


Para acessar a pesquisa na íntegra, clique aqui.

Tags: estudo, pesquisa, pobreza, saneamento, saúde, água

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Rogério Maestri Comentário de Rogério Maestri em 28 outubro 2009 às 19:45
Não consegui acessar o texto!
Rogério Maestri Comentário de Rogério Maestri em 29 outubro 2009 às 17:05
Agora consegui.

Falta no texto uma quantificação numérica do impacto em termos de menores gastos de saúde pública, melhoria na produtividade e outros itens econômicos.

Por que falta? Falta porque os a relação benefício/custo do saneamento básico é extremamente positiva e devemos mostrar a todos quanto perdemos em dinheiro não investindo na felicidade e saúde dos menos favorecidos. Sem isto parece um custo e na realidade é um lucro.

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