Estudo avalia indústria petroquímica

DAYANA AQUINO
Da Redação - ADV

As ações de investimentos, fusões e aquisições na indústria petroquímica, como em qualquer outra indústria, estão associadas às estratégias empresariais. Estas estratégias foram analisadas em estudo intitulado “Decisões de investimento e movimentos de reestruturação: um modelo de análise da indústria petroquímica”, que identificou as principais variáveis que induzem e motivam a reestruturação do setor.

A decisão de investir na indústria petroquímica está ligada a um conjunto de aspectos de natureza econômica e tecnológica, políticas públicas, e as estratégias de grupos empresarias com ativos no setor. Esses fatores, diz o documento, sofre constantes alterações, onde ocorre, em determinadas circunstâncias, os movimentos de fusões e aquisições e ampliação da produtividade. Embora tenham impacto na estrutura do setor, há pouca teoria disponível para compreender esses movimentos. Com base no modelo aplicado, o estudo apontou que as estratégias são condicionadas por forças de mudança que podem ser, basicamente, de integração vertical e focalização em seu principal negócio, o core business.

O estudo concluiu que, na indústria petroquímica, as decisões de investimentos e, consequentemente, a estrutura industrial que resulta dos efeitos dessas decisões são impulsionadas, principalmente, pelas estratégias empresariais e pela localização dos investimentos. Já a localização geográfica dos novos investimentos é orientada, principalmente, pelo acesso a matérias-primas e a mercados com elevados potenciais de crescimento.

Sobre as estratégias empresariais, a pesquisa indica a predominância da combinação de concentração e integração, já que tanto as empresas petroleiras se movimentam na exploração, como as químicas no refino e processamento, via fusões, aquisições e parcerias com empresas detentoras de reservas de petróleo e capacidade de refino, principalmente dos países do Oriente Médio e na China.

“Isso não quer dizer, contudo, que a estratégia de focalização em core business seja irrelevante. Porém, aquelas que adotam essa estratégia tendem, em geral, a se tornar empresas de especialidades, reduzindo, cada vez mais, seus ativos petroquímicos propriamente ditos. Em outras palavras, a adoção dessa estratégia leva a empresa a se posicionar em outro tipo de negócio, diferente do petroquímico. Já no que diz respeito à localização, pôde-se verificar a coexistência de movimentos de descentralização da indústria em relação às tradicionais regiões produtoras dos países ricos e centralização no Oriente Médio e na Ásia”, ressalta o documento.

Mesclando as duas estratégias que podem resultar em maiores forças de mudança, o estudo aponta para uma estrutura na qual convive um oligopólio verticalmente integrado e geograficamente concentrado em tradicionais regiões produtoras (condensado) e um oligopólio verticalmente integrado, porém marcado pela descentralização das tradicionais regiões produtoras dos países avançados em direção ao Oriente Médio e à Ásia (descentralizado).

No entanto vislumbrando os padrões dos últimos anos, o documento aponta deve se tornar predominante um oligopólio descentralizado. Já no que diz respeito às especialidades, predominam as forças que levam a um oligopólio desintegrado, com foco em core business geograficamente concentrado.

Leia aqui a íntegra do estudo

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Comentário de Antonio Cavalcanti em 1 abril 2010 às 16:37
Aqui, no Brasil, se caminha num trajeto inverso: a Braskem (Odebrecht) vai ser tornando um monopólio, o que é um perigo. Abraços. Antonio Cavalcanti

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