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Falha e Folha de S. Paulo - Entrevista curta e direta sobre o caso

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Assista acima a edição da entrevista para os estudantes do curso de Jornalismo da PUC-SP, editada pelos mesmos. Só um comentário: quando digo que “não houve apoio público”, estava me referindo aos jornalistas da Folha e ao restante dos profissionais da dita grande imprensa, que têm nos apoiado de forma privada mas, por motivos óbvios, não podem se manifestar publicamente. Mas tivemos muitos outros apoios públicos (Gil, Tas, Caudio Manoel e centenas de blogueiros). E somos, eu e meu irmão, imensamente gratos a todos eles. Esse reparo em nada desmerece o bom trabalho da rapaziada da PUC. Espero que o Aldo Quiroga dê nota alta. Valeu, pessoal.

http://desculpeanossafalha.com.br/entrevista-curta-e-bem-editada-so...

guizcaldeira | 3 de dezembro de 2010 | pessoas gostam, 0 pessoas não gostam

ATENÇÃO: isto não é um jornal e este vídeo não possui ligação alguma a qualquer órgão ao qual faça referência. Qualquer semelhança, embora realmente não seja mera coincidência, não diz respeito ao mesmo contexto com o qual dialoga.

Este vídeo é uma entrevista, feita à disciplina de Videojornalismo II, na graduação em jornalismo da PUC-SP, para um fim acadêmico e que, como tal, não pode restringir-se aos limites da universidade; portanto deve ser publicizado.

Lino Bocchini, editor e criador do censurado blog "Falha de S. Paulo, fala à reportagem a respeito de sua idéia, da repercussão e da atitude de parodiar um dos maiores jornais do país que tomou junto a seu irmão, Mario Bocchini.

Executada pelos estudantes André Bontempo, Guilherme Zocchio e Pedro Moutropoulos, a matéria tem o fim de ocupar o espaço público com discussão de altíssima importância - liberdade de expressão e censura, na internet atualmente.

Esperamos não ser censurados ou processados. Trata-se puramente de um trabalho.


http://www.youtube.com/watch?v=Qf198bS9sdg


Ex-jornalista da Folha denuncia censura e perseguição do jornal

O jornal Folha de S. Paulo gosta de defender a liberdade de expressão, mas apenas a sua, para a dos outros o remédio é censura, como mostra a entrevista, realizada pelos estudantes de jornalismo da PUC-SP, com Lino Bocchini, ex-jornalista da Folha, editor e criador do censurado blog Falha de S. Paulo. Conheça os fatos e descubra quem promove censura: se a regulamentação da Agência Nacional de Notícias ou a atitude da Folha para com o blog de Bocchini.


AJUDE NOSSA CAMPANHA INTERNACIONAL PARA DENUNCIAR O ATENTADO DA FOL...


Um processo inédito na história da Internet e do jornalismo brasileiro // Um blog de paródia censurado pela primeira vez na história do país, abrindo precendente para agressões de outras empresas // O maior jornal do país querendo arrancar dinheiro de dois irmãos como “indenização por danos morais”, mostrando total incompreensão sobre o que é internet e democracia // Apoio de Gilberto Gil, Marcelo Tas e centenas de blogueiros // Comentários e discussões em todas as redações, da Folha inclusive.


A gente podia tá roubando, podia tá matando, mas tamo aqui pedindo: por favor escreva para uns gringos!

Mesmo assim, nenhum veículo chamada grande imprensa (ou “velha imprensa”, ou “mídia tradicional”) noticiou o caso. Até a ombudsman da Folha, que já afirmou várias vezes que o jornal tem que “ser corajoso para noticiar as críticas que recebe”, ignorou nossos apelos.

Por isso lançamos hoje uma campanha internacional de denúncia da censura da Folha, que na verdade é um atentado grotesco contra toda a internet brasileira. No topo da página há links para textos em inglês, espanhol, francêse italiano. Foram escritos pensando no público estrangeiro, contextualizando a criação do blog na realidade do país e explicando, de forma didática, porque é mais do que um simples processo e porque “não é notícia” aos olhos da tradicional imprensa brasileira.

Ao longo da semana, vamos subir os vídeo de Gil legendado para inglês e francês e também o mesmo texto-denúncia em alemão. O original, em português, está disponível no botão “divulgue” acima, e é bom para ser repassado a jornalistas de Portugal e outros países lusófonos.

É A SUA GRANDE CHANCE DE AJUDAR! Por favor escreva para TODOS os contatos que tiver no exterior, jornalistas ou não, repassando os links. Se você é jornalista, por gentileza repasse para os colegas da mídia estrangeira. Se você não tem contatos, nos ajude buscando na internet emails de jornais, rádios, sites, TVs ou revistas para os quais você possa enviar os textos.

POR FAVOR PERCA UNS MINUTOS HOJE MESMO NOS AJUDANDO A DENUNCIAR ESSA PALHAÇADA QUE AMEAÇA TODA A INTERNET BRASILEIRA!

MUITO OBRIGADO MESMO!

http://desculpeanossafalha.com.br/ajude-nossa-campanha-internaciona...




Quer debochar da Folha? Conheça o "gerador de manchetes"

Satirizar o jornal Folha de S.Paulo por meio de um site rendeu aos irmãos Mário e Lino Bochini um processo que pode lhes custar alguns milhares de reais por danos contra a imagem da publicação. A censura, no entanto, não impediu que outros simpatizantes da elogiável causa dos Bochini continuassem a ironizar a Folha.

Falha de S.Paulo

Nova página permite ironias à Folha

Um internauta criou um gerador de manchetes com o título Falha de S.Paulo e layout parecido ao do site homônimo, retirado do ar por ordem judicial. O comando é bem simples. Você clica na barra abaixo do logotipo do “jornal da ditabranda” e escreve o que bem entender. Salva a primeira página de sua autoria e envia o endereço para quem quiser.

O mecanismo, desta vez, não tem o aval dos irmãos, apesar de a brincadeira ser lisonjeira, na opinião de Lino Bochini. "A gente acha divertido. Só ficamos com receio de que achem que fomos nós. E nós não podemos responder pelo conjunto da internet. Isso seria ridículo e insano", afirma.

Caso a publicação ganhe o processo por danos morais e uso indevido da marca, haverá uma jurisprudência "perigosa", segundo o jornalista — que já trabalhou na Folha. "A preocupação geral das pessoas é o precedente que se abre no caso de vitória [da Folha]. Quando isso acontece, você passa a mensagem 'pode alegar uso indevido de marca'", disse Lino.

Ele considera a hipótese de que protestos contra empresas e corporações podem ser drasticamente comprometidos. Depois das ações movidas pela Folha, os irmãos Bochini mantêm o blog Desculpe a Nossa Falha, para informar a respeito dos processos e sobre a repercussão do caso.

Da Redação, com informações do Portal Imprensa


A história da "cabeleireira" da equipe de transição

No último dia 10 de novembro, a advogada gaúcha Márcia Westphalen teve sua nomeação para o cargo Especial de Transição Governamental publicada no Diário Oficial da União. Na tarde daquele mesmo dia, Márcia recebe telefonema do repórter Breno Costa, da Folha de S.Paulo. “Ele queria saber se eu havia trabalhado como cabeleireira, pois havia feito uma busca no Google, com meu nome, e encontrou essa informação”. O jornalista quis saber, também, como ela havia sido nomeada e qual seria o seu cargo.

Eis o relato de Márcia Westphalen: “Pacientemente, expliquei que havia trabalhado em um salão durante um período curto, que não chegava a cinco meses, em uma época de crise financeira, mas que aquela nunca foi minha atividade principal. Disse que era formada em Direito pela PUC-RS, que tinha inscrição na OAB, que falava quatro idiomas, e que no período em que trabalhei no salão eu me ocupava mais com produção para desfiles, marcas e modelos do que com atendimento direto a pessoas físicas.

Falei que havia trabalhado em diversas empresas, sempre com cargos que envolviam confiança, e que qualquer dos meu ex-empregadores poderia atestar. Contei ainda que havia morado na Inglaterra e na Argentina, sempre trabalhando.

Disse que ele estava mal informado, pois no Governo de Transição não havia cargos, somente uma escala de nomeação que vai do número I ao V ou VI, não sabia bem, conforme ele poderia verificar no Diário Oficial, e que trabalharia na função de secretária executiva”.

Márcia Westphalen informou ainda que já havia trabalhado na coordenação de campanha de Dilma Rousseff, no escritório político, e que lá exercia a função de secretária/assistente do coordenador administrativo, e que, por isso, havia sido selecionada para o Governo de Transição.

“Ele perguntou como eu havia entrado lá. Contei que foi por análise de currículo. Fui, pedi, fiz entrevista e fui contratada. Assim. Ele falou que só estava verificando, que eu não me preocupasse. Mas eu já tinha sentido a maldade...

Segue o relato: “Logo depois, começo a telefonar para meus contatos, pois me ocorrera o seguinte: como ele tinha o número do meu celular de Porto Alegre, sendo que eu trabalhava aqui na Transição, que tem Assessoria de Imprensa e tudo?

Descubro que ele havia ligado para o X, meu último empregador antes da campanha, uma produtora, fazendo-se passar por amigo meu, dizendo que sentia saudades de mim e pedindo o meu celular. O pessoal de lá, sempre ocupado, diz que não tem em mãos o meu número, mas que passaria o telefone da Y, que era minha amiga e que o teria, com certeza. Descubro que ele havia telefonado para ela da mesma forma baixa e anônima. E que ele mentira novamente. Falou que morria de saudades de mim, que queria saber como andava minha vida, como eu estava aqui em Brasília, se ainda cortava cabelos...

A Y, pessoa de boa-fé, disse que eu estava bem, que não trabalhava mais com cabelos, que estava superfeliz aqui etc. Não sei o que mais ela falou, mas sei que caiu na lábia dele, porque até achou que era algum ex-namorado meu... Quando eu falei para ela que aquele sujeito era um jornalista da Folha de S.Paulo, e que senti a maldade dele, ela queria morrer...”

No dia seguinte, uma nova versão da vida de Márcia Westphalen aparece estampada na Folha de S.Paulo, assinada por…Breno Costa.

Em poucas horas, como um rastilho de pólvora, a "notícia" abaixo já está alastrada em emissoras de rádio, portais de internet e blogs limpinhos.

O governo vai pagar mais de R$ 6.800 para uma cabeleireira gaúcha trabalhar como secretária na equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff. Márcia Westphalen é uma das 13 pessoas nomeadas ontem para compor o governo de transição de Dilma Rousseff, até a posse da nova presidente.Até 2009, ela trabalhava como cabeleireira num salão de beleza em Porto Alegre. Manteve até ontem à tarde no ar um blog sobre "cabelos, tendências e dicas de visual". O blog saiu do ar após a Folha entrar em contato com o governo de transição.

No blog, se apresentava dizendo já ter morado em "vários países" e trabalhado "em salões de diversos estilos". Afirmava ainda que, "por ideologia, não faço alisamento, escovas progressivas ou qualquer outro processo agressivo".

Segundo o governo de transição, Westphalen é formada em direito e foi selecionada por análise de currículo pela campanha de Dilma, quando passou a atuar, de acordo com a assessoria, como secretária trilíngue.

À Folha Westphalen informou outra função. Também disse que foi selecionada por análise de currículo, mas que trabalhou na área de "apoio de produção", auxiliando na organização de eventos da campanha de Dilma.Sobre seu papel no governo de transição, disse que ainda não sabia qual seria sua função, mas negou que fosse trabalhar como cabeleireira.
Fonte: Blog do Nassif





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