Por Miriam Pacheco

Por Miriam Pacheco

Certo dia acordei do sono profundo,
parecia estar em coma,
achei que meu mundo estava acabado.
Mentira do tempo.
Abri os olhos:
vi um mundo novo.
O tempo mesmo é que estava nublado.
Me enche de esperança.
Agora dormirei de novo,
pois tenho na vida esperança,
e isso ninguém pode tirar.
Tira-me tudo, ô tempo,
leva tudo de forma cruel,
só não levará de meu coração:
amigos,
parentes,
amores e afetos,
irmãos e companheiros.
Em coma agora,
só se eu me induza.
Jamais obedeço as regras,
elas também são crueldade.
Cumpro apenas,
aquilo que meu coração quer.
Quem tem medo da verdade,
que fuja,
quem dela gosta,
que faça valer a pena.
A todos que comigo lutam por justiça,
serão sempre lembrados e,
sempre mui amados.
Mas se alguém que vem de má fé,
me condenar,
me criticar,
ou me copiar,
sabia apenas,
se trata de alma pequena.
Sou gaivota na praia,
sou caranguejo na lama,
sou fênix nascida das cinzas.
No coração de alguém.

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