Felipe Scolari, o “Boca Mole” (técnico ofende gratuitamente trabalhadores do Banco do Brasil)

A fama de implicante, ranzinza e intolerante do técnico Felipe Scolari é fruto de seu amplo histórico de bate-boca com a imprensa, torcedores, jogadores, diretores e todo e qualquer um que o desagrade, a despeito de suas qualidades de técnico profissional de futebol.

Mas sua ‘boca-mole’ chegou ao limite da ofensa gratuita e desmotivada, provocando a antipatia do movimento sindical bancário depois de entrevista coletiva concedida na manhã de hoje, no Rio de Janeiro, logo após ser confirmado no cargo pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ao responder se a pressão popular sobre os jogadores poderia influir negativamente no desempenho do time, Felipão fez um comparativo sugerindo que quem não quiser pressão “vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada“.

Futebol, como já diz o dito, talvez seja a coisa mais importante das coisas sem importância, mas que fez a fortuna do senhor Felipe Scolari, com seus  salários milionários que são depositados em bancos e, enquanto ali, administrados exatamente por … bancários.

Não Felipão, eles, os bancários, ‘não fazem nada’, a não ser se preocupar com sua fortuna, nascida do supérfluo… E ai deles, se alguma coisa sair errada! Sem pressão!

CONTRAF-CUT

Imediatamente, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) emitiu nota de repúdio às declarações do treinador. A nota diz ainda que Felipão “começou mal” e que suas declarações “desrespeitam os trabalhadores bancários”. Até a tarde de hoje, Felipão ainda não havia emitido nenhum pedido formal de desculpas à categoria bancária e aos funcionários do Banco do Brasil.

Lamentável e desrespeitoso.

Leia a nota:

”A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) repudia a declaração do técnico Luiz Felipe Scolari sobre o trabalho dos bancários do Banco do Brasil, feita na entrevista coletiva desta quinta-feira 29, no Rio de Janeiro, ao reassumir o posto de treinador da Seleção Brasileira. Ao afirmar que, “se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada”, Felipão não apenas desrespeita os trabalhadores bancários, como demonstra total desconhecimento sobre a realidade do trabalho no sistema financeiro nacional. Cerca de 1.200 bancários são afastados do trabalho mensalmente, por razões de saúde, vítimas do assédio moral e da pressão violenta para que cumpram as metas abusivas de produção e vendas impostas pelas instituições financeiras, inclusive o Banco do Brasil. Luiz Felipe Scolari começou mal como novo técnico da Seleção Brasileira. Esperamos que ele não esteja tão desatualizado sobre futebol quanto está sobre as relações de trabalho nos bancos.” Carlos Cordeiro Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)“

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