FERNANDO HADDAD: "Sou filho de um libanês que nunca pisou na escola ...

 

Fernando Haddad:

“Sou filho de um libanês que nunca pisou na escola, entendo bem a abordagem do livro”,

"Críticos são injustos e não leram livro"


do PODER ONLINE


O ministro da Educação, Fernando Haddad, defende neste momento na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado a utilização do livro didático de português Por uma vida melhor, da coleção Viver, Aprender, que não vê nenhum problema no uso da linguagem popular.

Conforme revelou Poder Online,o livro admite frases como “nós pega o peixe” e “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”.
– Sou filho de um libanês que nunca pisou na escola, e eu entendo perfeitamente bem a abordagem pedagógica da autora de Educação de Jovens e Adultos. Quando o adulto volta para a escola, ele volta com os vícios naturais da linguagem popular — argumentou o ministro.

 

 


do CONGRESSO EM FOCO
Críticos são injustos e não leram livro, diz Haddad
Edson Sardinha

O ministro da Educação, Fernando Haddad, refutou hoje (31) as críticas feitas a um livro aprovado pelo MEC que admite o uso de expressões não aceitas gramaticalmente. Para o ministro, os críticos não leram a obra e se baseiam em frases “pinçadas” e “descontextualizadas” para atacar o livro Por uma vida melhor, adotado pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos. Na avaliação dele, os ataques ao livro e ao ministério são injustos.

"Acompanhei com muita atenção o debate em torno dessa questão na imprensa, saúdo o debate que foi feito, mas confesso que me assustei um pouco no início da discussão. E me assustei por uma razão muito simples: a maioria das pessoas que se manifestaram inicialmente declararam, posteriormente, que não haviam lido o livro objeto da polêmica”, declarou Haddad em audiência pública realizada na Comissão de Educação e Cultura, do Senado.

O ministro afirmou que, ao contrário do que pregam os críticos, o livro não estimula erros de concordância gramatical, mas tenta trazer para a sala de aula o universo dos adultos que voltam à escola. “O livro parte de uma realidade comum aos adultos que voltam à escola e traz o adulto para a norma culta por meio de exercícios que pede ao estudante que faça a tradução da linguagem popular para a norma culta”, disse. “O livro precisa ser lido para ser compreendido e eventualmente criticado”, acrescentou.

O Ministério da Educação distribuiu exemplares de Por uma vida melhor a 484.195 alunos de 4.236 escolas. O livro admite a troca dos conceitos de "certo e errado" por "adequado ou inadequado", ao considerar o emprego, em determinados casos, de termos não aceitos gramaticalmente. Entre os exemplos citados pelo livro estão: "nós pega o peixe" e "os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”. “Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar os livro?’. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico”, diz a obra.

Homofobia

Ainda durante a audiência, Fernando Haddad confirmou que o ministério cumprirá na totalidade o cumprimento do convênio para a elaboração do kit contra a homofobia. A produção do material foi suspensa na semana passada por determinação da presidenta Dilma Rousseff, após parlamentares das bancadas religiosas no Congresso ameaçarem apoiar a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. A oposição quer saber como o ministro multiplicou por 20 vezes seu patrimônio nos quatro anos em que esteve na Câmara e que tipo de consultoria prestou no período.

O ministro da Educação disse, ainda, que vai submeter à presidenta Dilma a sugestão da Frente Parlamentar da Família, composta basicamente por deputados e senadores evangélicos, de que as campanhas do ministério contra o preconceito repudiem todas as formas de intolerância, inclusive a religiosa

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