FHC    X    Antonio Saliere

 

Há coisa de uns dois anos, cometi uma grande injustiça nesse blog, é tempo de repará-la! Comparei FHC ao invejoso compositor Antonio Salieri, magistralmente interpretado no filme Amadeus, do grande Milos Forman. Ah... sim! Os dois certamente se identificam num ponto: a inveja! A dor cruciante que lhes corroeu a alma ao presenciarem, cada um ao seu tempo, autênticos gênios se sobressaindo, exatamente nos campos que narcisicamente, ambos se admiravam: Saliere na música, FHC na política. Mozart e Lula, na alma desses dois coitados, inexplicavelmente, eram como que "favorecidos por Deus", e, pior, com o endosso do povo! Quanta humilhação, quanta inveja, quanta sensação ruim de fracasso, incompetência, rejeição...


Mas... Há uma diferença essencial entre os dois, e, repito, fui tremendamente injusto com Saliere! Este, reconhecia em Mozart o gênio, enxergava a si mesmo como compositor comum, mediano, e nunca deixou de enxergar todas as realidades externas e as íntimas, as pessoais, sobre sua vida, sua obra, e a do seu (por doença e inveja...) adversário.


FHC não tem ao menos essa grandeza, essa percepção... É menor que Saliere, tem a alma mais enferma, coitado...  Vê-se, ainda, grandioso!  "Eu???!!!" Pergunta-se, estupefato - "Corrompido ou deslumbrado com o poder????"  "Eu, não! Isso é coisa pro Lula" - deve sentir seu coração invejoso.


Não sofre apenas de inveja, esse atormentado Fernando Henrique... Mas de uma aparente doença, ou ingenuidade, enfim, um problema grave, sem solução fácil (a busca às verdades mais íntimas requer grande coragem), que é a sua INCAPACIDADE QUASE TOTAL, de enxergar a si mesmo, e ao "adversário", dentro de uma visão REALISTA.


Não consigo ter a menor raiva, seria indigno tal sentimento. FHC já sofre o bastante, além da conta eu diria, com tudo o que de ruim lhe corrói a alma.

Saliere ainda tinha a dignidade de enxergar a si e a Mozart, suas vidas e obras, com percepção real, e inclusive, histórica.

Perdão, Saliere.

Eduardo Ramos

 

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Comentário de Alexandre Rodrigues Costa em 21 fevereiro 2011 às 14:41

Rsrs.

Bela crônica.

 

Vou deixar uma dúvida aqui: será que FHC, no íntimo do seu silêncio, não reverencia Lula como fez Salieri (à frente das câmeras de Forman)?

O que "captamos" de FHC é apenas o marketing dele, uma entrevista ou outra, de inveja, humilhação como vc bem falou, mas uma coisa produzida, e não o que vem com sinceridade.

 

Isso vale uma paródia do filme Amadeus, com substuição de palavras e personagens!

Taí uma idéia para os editores de vídeo de plantão.

 

Alexandre Costa

Comentário de CLAUDIO DOS SANTOS em 21 fevereiro 2011 às 17:29
fhc é o boca de sovaco, boca de sapo-boi, irmao gemeo do heraclitos sapo boi.....sao boas pessoas para trabalharem em filme de terror de baixo nivel!!!!!!
Comentário de Eduardo Ramos em 22 fevereiro 2011 às 1:15
Alexandre e Cláudio, obrigado pelos comentários! Emendando nessa área de filmes, lembrei-me de um, em que o magistral Al Pacino faz o papel do demo, e exalta a maior fraqueza humana: a vaidade! Ok, todos a temos em algum grau, alguns adoecem por causa dela... Dá frutos ruins então, como a inveja e a amargura, a pessoa se perde de si mesma, vive em função do sucesso do outro, incapaz de perdoar seu próprio fracasso...  Para mim, vejo FHC assim, "perdido de si mesmo", desde a cena grotesca, em que se sentou antes do tempo na cadeira de prefeito de São Paulo, e dias depois, perdeu para o Jânio Quadros. Abraço!
Comentário de Anarquista Lúcida em 22 fevereiro 2011 às 15:25

Belo texto, Eduardo. Assino embaixo, acho que FHC nao tem percepçao nenhuma de si mesmo.

Abs

 

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