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Francisco Mignone e Souza Lima - Dois representantes do Piano Brasileiro

Francisco Mignone e Souza Lima

O compositor, regente, professor e pianista FRANCISCO MIGNONE (1897-1986) é considerado fundamental na música erudita, mas com generosa participação na música popular. Nesta última vertente, quase sempre adotou o pseudônimo de “Chico Bororó

Cursou o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde conheceu Mário de Andrade. Estudou na Itália com o maestro Vicenzo Ferroni que o ajudou na composição da ópera, em três atos - “O contratador de diamantes”. Depois se tornou professor de regência do Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro. Assumiu a direção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi membro da Academia Brasileira de Música e fundador do Conservatório Brasileiro de Música. Em 1967, aposentou-se da cátedra da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em 15 de outubro de 1968 - Francisco Mignone - prestou seu depoimento para o Acervo de Música Erudita Brasileira do Museu da Imagem e do Som (RJ). A mesa de entrevistadores estava composta por Aloísio de Alencar Pinto e Edino Krieger, representando o Conselho de Música Erudita do MIS, pelo escritor Guilherme Figueiredo e por Ricardo Cravo Albin, então diretor do Museu. Esta gravação se juntaria aos arquivos da Universidade de Essex, na Inglaterra. [Tenho este excelente depoimento (impresso) adquirido quando da minha visita ao MIS, em 2010].

 

João de Souza Lima (1898-1982) nascido em São Paulo iniciou, precocemente, os estudos musicais aos quatro anos de idade. Já adolescente (16 anos) executa concertos em São Paulo e no Rio de Janeiro, logrando dois prêmios em concursos de Composição: Música para orquestra e Música para piano.

Residiu em Paris durante onze anos onde teve a oportunidade de convivência com grandes mestres do piano mundial a exemplo de, I. Philipp, Marguerite Long, Busini, Camille Chevillard, Paul Paray e tantos outros. Marcou presença em recitais em várias capitais europeias, no Norte da África, na Argentina, Uruguai e Brasil.

Sua vida foi repleta de imensas realizações onde ressaltamos a organização de vários festivais comemorativos da “Semana de Arte Moderna de 1922”, como também do “Grande Prêmio” destinado à composição de obra sinfônica das comemorações do Sesquicentenário de São Paulo.

O grande leque das obras de Souza Lima abrange: música sinfônica, bailados, ópera, música para piano solo, piano e orquestra, dois pianos, hinos, música para coro, de câmara e inúmeras revisões.

Entre elas destacam-se, e com justiça, os Poemas ‘Das Américas’ (1945) e de ‘São Paulo’ (1978), nos quais o autor imprimiu conscientemente a legitimidade de uma autonomia artístico-musical brasileira, resultado das pesquisas que realizou até às raízes de nossa formação histórica, destacando as constâncias rítmicas e melódicas e a ambiência emocional da sensibilidade brasileira”. (Laura Macedo com informações do “Blog e Partitura”).

 

Tango” (Francisco Mignone) # Souza Lima [solo de piano]. Disco Odeon (X-3180-A) / Matriz (4871). Gravação (junho/1934).

Congada” (Francisco Mignone) # Souza Lima. Disco Odeon (X-3180-B) / Matriz (4872). Gravação (junho/1934).

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Fontes:

- Blog e Partitura (AQUI).

- Dicionário Cravo Albin da MPB / Verbete: Francisco Mignone (AQUI).

- Fotomontagem: Laura Macedo.

- Fotos: IPB (Instituto Piano Brasileiro) / Internet.

- Site YouTube / Canal: “Gilberto Inácio Gonçalves”.

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