Palavras do Papa: “Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo”. Quem quiser, poderá entender, diante dessa afirmativa feita pelo Papa, que aqueles manifestantes “padronizados”, dotados de enorme poder de destruição, que quebram tudo que existe pela frente e atiram coquetéis molotovs na polícia, não são “Os Filhos de Francisco”

Aliás, provavelmente, “Os filhos de Francisco” ainda não ocuparam as ruas, pacificamente e dispostos a reivindicar através do diálogo, melhor distribuição das riquezas brasileiras em favor dos “mais pobres”, talvez até porque não os representem e não seja exatamente isto que desejem.

Palavras do Papa: “Um país cresce, quando dialogam de modo construtivo as suas diversas riquezas culturais: cultura popular, cultura universitária, cultura juvenil, cultura artística e tecnológica, cultura econômica e cultura familiar e cultura da mídia”.

Grandes verdades, principalmente a última: “cultura da mídia”. Isso aqui no Brasil é uma relíquia. É aquela cultura do tudo ou nada: se seus elitistas proprietários estiverem no poder, como sempre estiveram e governaram em benefício próprio, qualquer coisa que aconteça, inclusive nada, servirá como motivo de elogios e aplausos para o governo de plantão, enquanto que, quando o comando do barco escapa de suas mãos, à medida que o povão começa a raciocinar com o “estômago”, aí nada mais presta e a elitista mídia não só condena qualquer ação do governo, principalmente àquelas que beneficiam as classes menos favorecidas, como Luz Para Todos, SAMU, Bolsa-Família, Minha Casa Minha Vida, ENEM, PROUNI, e outras tantas, como passa a torcer e plantar notícias com a finalidade de levar o País ao caos, tentando mostrar que a inflação voltou, que o desemprego cresceu 0,01% no mês anterior, que vai acontecer o “apagão” e é assim que se forma a opinião pública no Brasil, que jamais corresponderá à realidade, porque falta o ingrediente principal, que é a verdade

Palavras do Papa: “O futuro exige de nós uma visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza. Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade: esta é a via a seguir.”

Sábias palavras sem “papa” na língua. Seria a “via a seguir” se não tivéssemos uma sociedade elitista, que começa pelos mais ricos e vai até os mais pobres, que de tão pobres que eram, se envergonhavam dessa condição e votavam em massa nos ricos, até porque se criou a cultura do “pobre não vota em pobre”.

“Que ninguém fique privado do necessário”, porém com uma enorme exceção: os milhões de beneficiários do programa Bolsa-Família. Essa é a idéia da elitista e cristã sociedade brasileira. Essa é a idéia de suas religiões cristãs, embora divididas, mas que chegaram a fazer panfletagem em prol de candidaturas elitistas nas eleições de 2010. Que acusaram violentamente uma candidatura de “assassinar criancinhas” até o momento que vazou, através da internet, a notícia de que a outra candidatura apelou para essa prática no passado.

Se à maioria dos brasileiros não se deu conta da realidade do País, benefícios sociais que receberam os mais pobres nos últimos anos e que acabaram beneficiando a todos, inclusive os mais ricos, não dá para imaginar que Sua Santidade tenha uma visão mais realista do Brasil de hoje, justamente a partir de informações que lhe foram repassadas pela “elite” política, econômica e religiosa, que confunde a própria mente do Pontífice a ponto de dizer que “o Governo vende lá fora a sexta economia do mundo e o povo passa necessidades aqui dentro”. Na verdade o Brasil é um Gigante e por isso alcançou essa posição de destaque no cenário internacional, mesmo com seu povo ainda passando por privações injustificáveis nessas privilegiadas condições

A elitista sociedade brasileira precisa aprender com as lições do Papa que, diante de Deus, não existe aquele “confortável ponto de corte”, abaixo do qual os mais pobres simplesmente somem do radar e que a verdadeira “sociedade” começa a partir da classe média para cima, porque o Imposto de Renda vem descontado no contra-cheque, que faz parte dos passageiros e ilusórios bens materiais aqui na Terra.

Assim como não deu para Sua Santidade ignorar a política no País que visitou, já que as ações na área social assim como em todas as outras, a ela estão atreladas, num “estado democrático de direito”, onde os governantes são eleitos pelo voto popular, também não há como esconder que a visita do Pontífice teve como principal finalidade a propagação da Fé em Deus, sob a condução do seu Filho Jesus Cristo.

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Comentário de Nena Noschese em 29 julho 2013 às 0:02

Boa análise, gostei

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