No domingo passado o jogador Obima do Palmeiras marcou três gols contra o chamado "Timão" da zona leste de São Paulo. Na segunda, manchetes dos jornais de apelo popular e de esportes, colocam Obima como sendo o "cara". A mídia criou um novo herói. A torcida do Palmeiras tinha um novo ídolo.

O que chama a atenção é como a mídia constrói e destrói pessoas. Obima gastou a bola. Mas se nas próximas partidas deixar de fazer gols, certamente haverá comentaristas esportivos desejando a sua cabeça numa bandeja de prata.

Figura curiosa os comentaristas de futebol. Sejam eles ex-jogadores ou jornalistas que se especializam no assunto, colocam-se como donos de uma verdade. Nunca erram, apenas comentem pequenos enganos, apelando para o velho chavão: "o futebol é uma caixa de supresa" para justifica-los.

Mas uma coisa que acho curiosa ocorre no mundo da Tv esportiva. Faço uma divisão: TV aberta e TV por assinatura.

Na primeira, os jornalistas falam numa linguagem que os aproxima mais do torcedor. A emoção toma conta de seus comentários. Antes de algumas partidas, jogam gasolina na fogueira. E quando a violência estimulada pelos seus comentários torna-se real, xingam os torcedores e exigem mais violência da polícia para contralar esse bando de fanáticos.

Na segunda, predomina o clima de sobriedade. Lá a emoção é deixada de lado em nome da razão. Se colocam assim para um público mais elitizado que pode pagar as caras mensalidades de uma assinatura. Gostariam de serem chamados de doutores.

Como hoje é domingo, é dia de ver futebol pela TV. Irei ver. Mas com o som desligado. E a noite, assistir o Rock gol da MTV. Lá sim, o futebol é levado a sério.

Abraços e sejam felizes.

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