GASTOS PARA PRODUZIR DISCURSOS DE DILMA NA TELEVISÃO CRESCEM 37%

FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA

O cenário é sempre o mesmo: o Palácio do Alvorada desfocado ao fundo, enquanto a câmera passeia lentamente sobre trilhos e dá movimento à imagem, sem tirar do primeiro plano a mesma personagem, sentada

Fonte: http://minassemmentira.com/gastos-para-produzir-discursos-de-dilma-...

O formato dos pronunciamentos de Dilma Rousseff na TV pouco mudou, mas os gastos para produzir os anúncios veiculados em rede nacional tiveram uma disparada nos últimos quatro meses.

Desde que foi eleita, Dilma já convocou emissoras de rádio e televisão para a transmissão de 12 pronunciamentos, que custaram aos cofres públicos um total de R$ 855 mil, em valores corrigidos.

O salto no valor pago -já descontando a inflação- foi de 37% entre o primeiro pronunciamento, quando Dilma apresentou o novo slogan do governo, em fevereiro de 2011, e o último, em março, no qual anunciou a desoneração da cesta básica.

Os valores pagos incluem despesas com produção, gravação e edição dos vídeos.

Em 2011, os quatro primeiros anúncios tiveram um custo unitário de produção de até R$ 66 mil. Já do final de 2012 até o começo de 2013, os três pronunciamentos feitos superaram os R$ 90 mil cada.

SEM REAJUSTE

A Presidência da República justifica o aumento dizendo que os preços não eram reajustados havia quatro anos.
“Em dezembro de 2012 houve uma atualização de valores na produção dos pronunciamentos, uma vez que os preços praticados remontavam ao ano de 2008.”

Se mantiver o preço atual, o governo pode contabilizar em maio, com o tradicional pronunciamento do Dia do Trabalho, gastos de cerca de R$ 1 milhão com os anúncios de Dilma em rede nacional.

O governo federal não paga para veicular os vídeos em rádio e televisão -somente os custos com a produção.

Um decreto presidencial de 1979 prevê que as emissoras possam ser convocadas para divulgar gratuitamente assuntos de relevância.

AGÊNCIAS

Três agências de publicidade -Leo Burnett, Propeg e Nova S/B- que venceram licitação e têm contratos com a Presidência da República disputam entre si a confecção de cada pronunciamento.

A Propeg fez 10 dos 12 pronunciamentos de Dilma -muitos deles supervisionados por João Santana, o marqueteiro da campanha petista de 2010. Ele também foi responsável pela campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em 2006.

Apesar de exigir das agências gastos discriminados e cotação de preços no mercado, o governo não informou à reportagem quanto foi pago, por exemplo, a diretores, cinegrafistas, editores, maquiadores e cabeleireiros.

Tudo está embutido no preço total do pronunciamento, uma vez que as agências de publicidade selecionadas para prestar o serviço têm liberdade de subcontratar profissionais de cada área.

“As agências são remuneradas pelos serviços por ela intermediados e supervisionados”, afirma a Presidência.

O valor pago pelos pronunciamentos é abatido do contrato total das empresas com o governo federal.

No mercado do marketing político, o custo superior a R$ 90 mil é considerado alto, mesmo utilizando equipamentos de ponta e contratando os melhores profissionais de texto, arte, luz e direção de cena.

dilma gasto com publicidade

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Comentário de Marco Antônio Nogueira em 1 abril 2013 às 18:36

Este moleque AÉCIO 

é um grande cara de pau.

Comparem o ele disse

com este artigo abaixo.


MÁQUINA DE PROPAGANDA EM SÃO PAULO CRESCE NAS ELEIÇÕES 

 
- EM 10 ANOS TUCANOS GASTARAM R$ 2,44 BILHÕES COM PROPAGANDA
 

Nos últimos dez anos, o Estado, que foi governado pelos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, gastou R$ 2,44 bilhões com propaganda; as cinco principais estatais de São Paulo respondem por metade desses valores; despesas foram bem maiores em períodos pré-eleitorais, como em 2009, quando o PSDB preparava Serra para a disputa presidencial e houve pico de gastos das empresas Sabesp, Metrô, CPTM, CDHU e Dersa: R$ 340,6 milhões - quase o mesmo valor do que a soma dos seis anos anteriores

1 DE ABRIL DE 2013 ÀS 09:10

SP247 – Nos últimos dez anos, os governos paulistas de Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB, gastaram R$ 2,44 bilhões com propaganda no Estado. Os valores foram maiores durante os períodos pré-eleitorais, como em 2009, quando houve pico de gastos pelas cinco principais estatais paulistas – Sabesp, Metrô, CPTM, CDHU e Dersa. Juntas, elas gastaram R$ 340,6 milhões, quase o mesmo valor do que foi gasto nos seis anos anteriores, de 2003 a 2008 (R$ 345,9 milhões).

Os números fazem parte de um levantamento realizado via Lei de Acesso à Informação pelo jornal O Estado de S.Paulo, que o publicou nesta segunda-feira 1º. Ainda em 2009, quando o PSDB articulava a candidatura do então governador José Serra à presidência da República, foram feitas diversas ações de propaganda por meio das estatais, que responderam, nesta última década, por metade dos gastos com este fim. Foram R$ 1,24 bilhão destinados à propaganda, enquanto a administração direta – conta-se nesse caso o gabinete do governador e as secretarias de Estado – gastou R$ 1,2 bilhão.

Portanto, um ano antes das eleições presidenciais, "o Metrô e a CPTM fizeram fortes campanhas de marketing sobre a expansão de linhas e a compra de novos trens. A Dersa investiu na publicidade do Rodoanel e da Nova Marginal. A Sabesp criou campanhas sobre o projeto Tietê e o uso responsável da água e a CDHU gastou em publicidade com o Programa Serra do Mar, com a reformulação dos padrões de seus imóveis e com o Programa Cidade Legal, para promover a regularização de imóveis", informa a reportagem.

Todas as empresas elevaram seus gastos em altas porcentagens entre 2008 e 2009. O Metrô, por exemplo, gastou R$ 11,5 milhões com publicidade em 2008 e R$ 71 milhões no ano seguinte (crescimento de 517%). Os gastos da Dersa saltaram de R$ 2,7 milhões em 2008 para R$ 63,4 milhão em 2009 (alta de 2.248%), enquanto a CPTM teve suas despesas para propaganda elevadas de R$ 4 milhões para R$ 55,7 milhões entre 2008 e 2009, um aumento de 1.292%.

O recordista de gastos foi Serra. Foi em seu governo que as estatais mais gastaram com publicidade – um valor total de R$ 756 milhões. No segundo governo Alckmin, entre 2003 e 2006, os gastos foram bem menores – de R$ 188 milhões. No entanto, a "economia" foi compensada em sua atual gestão, quando as estatais gastaram ainda mais do que em seu primeiro governo. Apenas em 2011 e 2012, desembolsaram R$ 300 milhões.

Comentário de Marco Antônio Nogueira em 1 abril 2013 às 19:38

ALUCINAÇÕES DE AÉCIO

(01/04/2013)

         O texto semanal do candidato tucano tem como título a palavra “realidade”. Fugindo à tentação da piada pronta, vamos dialogar com o senador.

         Ele, pela enésima vez, testa sua vacina impotente, contra a comparação proposta por Lula (entre a herança tucana e o governo petista). E segue em sua missão de provar que se há algo de bom nos governos Lula/Dilma, isso se deve às oníricas reformas estruturais feitas por FHC. Quais reformas?

         Ele diz: o plano Real. Ora, o plano Real é “obra” de Itamar Franco. FHC apenas assinou as notas da nova moeda. Quem monitorou o plano foi Ciro Gomes. Fora isso, o que ele chama de reformas são atos de privataria, que alienaram a preço de banana, patrimônio público; ações que – inclusive – enriqueceram a elite do tucanato. Muitas provas disso já são públicas e outras aparecerão. Aguardem.

         Volta ele com a prosa do chamado Mensalão, que aliás, não restou provado. A única prova sobre tema semelhante (com gravação e tudo) é a da compra de votos para instituir a reeleição de presidente da República, para beneficiar FHC. Sobre o “esquema” que ele reiteradamente fala, temos que reconhecer: ele conhece bem o assunto. Suas relações com Marcos Valério, Rogério Tolentino e outros datam de muito tempo.

         Porém, às baboseiras do senador já respondemos várias vezes.

         Chama a atenção, portanto, a última frase de seu texto: “Falsear a realidade com slogans e frases de efeito não o tornará mais fácil (o caminho do Brasil).” Esses 11 anos de governo tucano em Minas Gerais são a prova cabal de falseamento da verdade, a partir da imensa máquina de produção de slogans e blefes, e isso deve assombrar o candidato tucano.

         Exemplo: o caso da dengue, agora em 2013. Até o início do mês de março a propaganda veiculada pelo governo tucano dizia que os casos da doença tinham diminuído em 80%. E agora, enfrentamos  a mais letal epidemia de todos os tempos. Um terço de todos os casos do Brasil. Uma verdadeira explosão do mosquito causador da doença.

         Alucinado por sua obsessão presidencial, Aécio Neves impõe ao governo Anastasia mais esse vexame. E a desculpa é a mais esfarrapada possível: a propaganda se referia à epidemia do vírus anterior. Ora, a queda de incidência da doença “pelo vírus anterior” é muito mais resultado de um ciclo da própria doença, do que das ações do governo. E, mesmo sabendo do surgimento de um outro vírus em novembro, o governo estadual, ao invés de alertar a população, fez apenas veicular o sucesso de seu suposto combate ao “vírus anterior”.

         Vivendo entre o choque de realidade que é a divisão do PSDB, a candidatura de Marina e a possível candidatura de Eduardo Campos, e o processo alucinógeno constituído por sua máquina de promoção pessoal, Aécio titubeia.

         Agora, ele diz que não é candidato, que aceita até prévia e blá-blá-blá. Age como candidato, mas tenta despistar. Tenta fugir à responsabilidade imposta por seu partido, em conchavos com Eduardo Campos que, por sua vez, não quer se misturar com ele e procura Serra. O PSDB já anuncia um crime eleitoral pela imprensa, dizendo que vai começar a campanha de arrecadação para sua candidatura. Anunciam contratação de “conselheiros” estadunidenses para sua campanha que não existe, mas que existe.

         Esse é o acidentado terreno em que ele caminha. Ontologicamente trôpego, o senador anda precisando de uma clínica de repouso!

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