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Hugo Chávez: quando a utopia roça a realidade

Ao longo destes 14 anos de chavismo, numa altura em que a economia mundial atravessa uma crise financeira sem precedentes, a Venezuela representa uma alternativa credível ao neoliberalismo selvagem.

No ocidente, a Venezuela pode parecer um país folclórico com as suas crises e o seu presidente carismático que desafia os Estados Unidos à custa do seu petróleo. Mas para além das imagens fáceis, não devemos ignorar que este país está a viver um profundo processo de transformação social e os resultados positivos estão à vista.

Para além da propaganda ocidental que ridiculariza e estigmatiza Hugo Chávez, ao olhos dos mais mal informados, a realidade dos números é clara, a Venezuela progrediu muito nestes 14 anos do governo Chávez.

Digam o que disserem, o presidente é apreciado pelo seu povo. Três eleições presidenciais, em 1998, 2000 e 2006 com 60% de votação.
Esta popularidade explica-se em parte pelas reformas econômicas e sociais que permitiram melhorar o nível de vida da população. No entanto, nem tudo foi fácil. Foi vítima de um golpe de estado planejado pelos Estados Unidos em abril de 2002, tendo sido “salvo” pela extraordinária mobilização popular.

Desde a sua eleição em 1998, Hugo Chávez levou a cabo uma transformação econômica e social que melhorou em muito o nível de vida de uma população que cultivava o paradoxo de ser um dos países mais ricos do continente americano e de viver na pobreza.

Nacionalizações

Em 2003, o governo toma o controle da empresa de Estado de Petróleos da Venezuela (PDVSA) nacionalizando este setor. Atualmente detém 60% de participações no petróleo venezuelano. Em maio de 2007, nacionaliza a Orinoco, que possui as maiores reservas mundiais de petróleo.

Antes, a multinacionais extraíam o barril de petróleo com um custo de produção de 4 dólares e vendiam-no ao estado da Venezuela ao preço de 25 dólares. Com este novo sistema, o Estado poupa 3 milhões de dólares. O governo também decidiu aumentar o imposto sobre os lucros de 34% para 50%, após ter constatado que várias empresas fugiam ao fisco.

O governo nacionalizou várias empresas de eletricidade e de telecomunicações que detinham um verdadeiro monopólio. Assim, as empresas Compañia Anónima Nacional Teléfonos de Venezuela S. A. (CANTV) e Electricidad de Caracas, detidas por capitais americanos passaram para controle do estado venezuelano.

Agricultura

O governo de Hugo Chávez recuperou cerca de 3 milhões de hectares, ou seja 28,74% de terras produtivas aos latifundiários. No total, cerca de 6,5 milhões deverão ser nacionalizados. O objetivo é obter a independência agrícola. 49% das terras recuperadas foram redistribuídas aos camponeses com apoio de meios técnicos e financeiros, até então esses camponeses eram escravos dos grandes proprietários. Estas reformas permitiram à Venezuela um crescimento nos últimos dois anos de 11,2%, neste setor.

Uma revolução social

As nacionalizações de vários setores da economia trouxeram uma mais-valia que permitiu uma verdadeira revolução social. Por exemplo, o programa Fonden, criado para financiar os mais necessitados.

O nível de pobreza passou de 20%, em 1998, para 9,5%. O desemprego passou, nesse mesmo período de 16% para 7%. O nível de desigualdade regrediu em 13%. Os beneficiários de pensão de reforma aumentaram em 218%.

O PIB da Venezuela passou de 88 bilhões de dólares, em 1998, para 257 bilhões em 2008. 98% da população tem agora água potável.

O salário mínimo mensal passou de 118 dólares em 1998 para 286 dólares em 2008, o mais elevado do continente. Em 1996 era de 36 dólares. As mulheres solteiras e os deficientes recebem o equivalente a 80% do salário mínimo. O horário de trabalho é de 6 horas, 36 horas semanais.

Educação

O novo acesso à educação permitiu que 1,5 milhões de venezuelanos aprendessem a ler, isto ao custo de uma grande campanha de alfabetização. A própria UNESCO declarou que o iletrismo estava erradicado na Venezuela. Essa organização declarou também, que a Venezuela era o quinto país do mundo com mais universitários.

Todo o ensino é gratuito, incluindo o acesso ao ensino superior. Praticamente 100% das crianças estão escolarizadas, sendo que na primária os alunos se beneficiam de três refeições por dia.

Leia Mais:

Os Media, Luta contra a droga, Saúde, Solidariedade internacional, ...

Fonte

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Comentário de José Roque da Silva Neto em 7 outubro 2012 às 0:54

Dalva, será que na Venezuela tem um stf igual ao nosso ou este daqui é único no globo terrestre!

abraços!!

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