Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão e, ao se encontrarem, eles trocarem os pães, cada homem irá embora com um.
Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando uma ideia e, ao se encontrarem, eles trocarem as ideias, cada homem irá embora com duas.
(Provérbio Chinês)

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Comentário de Stella Maris em 7 maio 2010 às 17:40
E digo mais beth .... " a mente humana, uma vez ampliada por uma nova idéia, nunca mais volta ao seu tamanho original" Oliver Wendell Holmes.
Comentário de Zé Via de Regra em 7 maio 2010 às 18:54
Nada como parábolas, dama da torre, quaquá!

Zezita lembrou de uma, assim, á moda G. Rosa:

Dois burros carregando respectivas cargas em sacos enormes. Um levava esponjas e o outro sal.

O que levava sal reclamava o tempo todo: "Poha, por que pra mim sempre sobra o mais pesado? Esses sacos de sal pesam toneladas, enquanto aquele fresco fica aí só trotando com sua carguinha de esponjas, que não pesam m... nenhuma"! Saco!

Tanto azucrinou a vida do tropeiro que este perdeu a paciência: "Tá bom, burro resmungão! Vou trocar as cargas pra você calar o bico e não encher mais o saco!".

E trocou. E o burro reclamão todo gostosão: "Se ferrou, agora aguenta esse peso, otário, quem não chora não mama... etc."

Logo adiante, tiveram que atravessar um rio a nado. Ao entrarem na água, o sal se dissolveu de imediato, enquanto as esponjas absorveram água e ficaram pesadas como chumbo".

O burro esperto afundou e morreu.

Moral da história? Vai saber... Quem tá na merda sempre se ferrra, mesmo se situação parece que melhorou? Quaquaquá!
Comentário de joao carlos pompeu em 7 maio 2010 às 18:55
bom dia elizabeth,
não tenho participação no evento de dança da pulga do john donne/augusto de campos...
mas conheço de assistir e trocar sensibilidades um pessoal de dança contemporânea e laban e dança educativa... minha mulher conhece o espaço/grupo cariris...
meu empenho e arte rsrs. foi mais de consolidar e condensar e brincar na chamada do post com poéticas da palavra, da linguagem, da imagem, da memória afetiva das pulgas da minha infância que não voltam mais... hoje, nem minhas duas gatinhas tem uma pulga sequer para o gesto ancestral de catar pulgas e outros bichos... e eu não as tratei com anti-pulgas e tal...
sumiram de vez como as abelhas que dizem por causa da crise climática... sei lá.
não conhecia o poeta john donne que confundi com o filósofo/educador john dewey... rs.
foi uma bela surpresa ler alguns de seus poemas na transcriação do augusto de campos... muito bom.
e o serviço do espetáculo de dança que acontece veio junto... no pacote. rsrs.

mas, mudando de pulga pra ganso... este teu post me lembrou e (no intento de consolidar ideias e poéticas... rsrs) um "causo" africano:
Dois homens vêm andando por uma estrada num país da África... um deles está carregando um fardo de mandioca para levar até a feira do vilarejo para vender... o outro, branco, para o carro e pergunta o preço da mandioca... o camponês africano diz seu preço... o branco faz um proposta de preço para comprar toda a mandioca... o camponês recusa a proposta... o branco insiste: mas voce vai vender tudo para mim; vai receber seu dinheiro de uma só vez; vai se aliviar do peso da carga; vai poder voltar daqui para sua aldeia mais cedo...
o africano retruca, então: se eu vender tudo para voce e não precisar ir mais na feira da vila, vou deixar de ver e conversar com meus amigos lá; vou deixar de trocar e comprar outras mercadorias; vou deixar de atender meus clientes conhecidos; e, depois, se eu chegar com esse acúmulo de dinheiro comigo, vou chamar a atenção e a cobiça para minha pessoa e isso não é bom...
beijos
Comentário de Stella Maris em 7 maio 2010 às 18:58
Quaquaquá Zezita,
Comentário de joao carlos pompeu em 7 maio 2010 às 20:15
o zé via de regra esculhambou teu post/provérbio...
contou uma fábula sem moral!? e sem vergonha! rsrs.
tempos difíceis de se viver...
quando até as fábulas visitadas na pós-modernidade
acontecem hoje sem o imperativo guardião da moral (da história)
e dos bons costumes dos homens bons...
já não bastasse a pedofilia à flor da pele no seio da vetusta igreja...
agora, as imemoriáveis fábulas e provérbios sem a devida moral!?!
depois, quando eclodem do fundo dos oceanos os megatsunamis
não adianta implorar e chorar o de/leite derramado...
Comentário de elizabeth em 7 maio 2010 às 21:37
pompeu, não conhecia John Donne? Aproveite para ler "Por quem os sinos dobram", aliás aproveitado por Hemingway naquele lindo livro. E "Nenhum homem é uma ilha".Por quem os sinos dobram? Eles dobram por ti".
Ai é que tá, isso na antiguidade e na pós-pos modernidade.Vale!

Zezita é uma menina má, não sabiam?desconstói mesmo, e não deixa de ter razão
quaqua
Comentário de Stella Maris em 7 maio 2010 às 22:14
Meditação 17
Nenhum homem é uma ilha, completa em sí mesmo;
Todo homem é um pedaço do continente,uma parte da terra firme.
Se um torrão de terra for levado pelo mar, A Europa fica menor.
Como se tivesse perdido um promontório
ou perdido o solar de um teu amigo ou o próprio.
A morte de qualquer homem diminui a mim,
porque na humanidade me encontro envolvido;
por isso, nunca mandes indagar por quem os sinos dobram;
eles dobram por ti.

Jonh Donn- 1571.

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