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Importar bio pode ser mais barato e sustentável

DAYANA AQUINO

Da Redação - ADV

O Brasil pode ser um dos principais fornecedores de biocombustíveis das nações do hemisfério norte. Um estudo recente apontou que a importação dos produtos de países como com clima tropical, naturalmente mais sustentável, pode ser uma opção mais econômica e ambientalmente viável para as nações que ainda precisam potencializar seus sistema de produção.

O estudo “Resource use efficiency and environmental performance of nine major biofuel crops, processed by first-generation conversion techniques” foi feito por pesquisadores da Universidade de Wageningen, da Holanda”. O documento compara a eficiência na utilização de recursos naturais e o desempenho ambiental de nove biocombustíveis de primeira geração (etanol de milho, trigo, mandioca, sorgo doce, cana-de-açúcar, beterraba e biodiesel de óleo de palma, canola e soja).

De acordo com os pesquisadores, a sustentabilidade dos bicombustíveis produzidos no hemisfério norte poderia ser melhorada. Mas considerando que é mais sustentável e econômico para esses países importarem biocombustível do Brasil ou do sudeste da Ásia, onde os custos com transporte, de emissões de gases de efeito estufa e a necessidade de energia são geralmente menores, esse investimento pode se tornar inviável.

A pesquisa utiliza como base para comparação indicadores de sustentabilidade que focam na qualidade do solo, produção de energia e emissão de gases de efeito estufa. Os biocombustíveis produzidos de óleo de palma (localizados no sudeste da Ásia), cana-de-açúcar (do Brasil) e sorgo doce (da China) foram considerados os mais sustentáveis, pois estas matérias-primas fazem uso mais eficiente da terra, água, nitrogênio e outros recursos naturais e de energia, além do uso de pesticida ser baixo.

O milho (utilizado nos EUA) e o trigo (do noroeste da Europa), também usados como matéria-prima para a produção de etanol, tiveram fraco desempenho em quase todos os indicadores. Isto porque não conseguem alcançar seu objetivo primordial, que é a redução do uso de energia fóssil e das emissões de gases de efeito estufa. A beterraba (noroeste da Europa), mandioca (Tailândia), canola (noroeste da Europa) e a soja (Estados Unidos) apresentaram desempenho médio.

Na avaliação da assessora sênior do presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) para assuntos internacionais, Géraldine Kutas, a valiação comparativa ajuda a apresentar as vantagens do etanol brasileiro.


Para acessar o estudo na íntegra, clique aqui.


* As informações são da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (UNICA)

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