IN-Edit~Brasil - Festival Internacional do Documentário Musical

Em junho (2012) nas cidades de São Paulo (01 a 10) e Salvador (14 a 21)

 

 

O Festival oferece mais uma vez os documentários musicais mais relevantes do cenário nacional e internacional. A programação traz um total de 70 títulos, representando 11 países e que serão exibidos em 6 salas da capital paulista: Museu da Imagem e do Som, Cinesesc, Cinemateca Brasileira, Cine Olido, Cine Livraria Cultura e Matilha Cultural. Mais informações no site oficial.

 

Destaco, a seguir, alguns documentários.

 

Clementina de Jesus, a Rainha Quelé.

(Werinton Kermes, Brasil, português, 2011, 55’, DVD)

 

 

 

“Clementina de Jesus, a Rainha Quelé”, é um dos nomes mais celebrados da música popular brasileira. Dona de voz inconfundível, gravou ao longo de sua carreira 9 LPs, 3 compactos e fez participações em discos de inúmeros artistas.

Em julho de 1987, faleceu no Rio de Janeiro aos 85 anos de idade, deixando um imenso vazio na música popular afro-brasileira.

 

Este documentário conta sua história a partir de uma rica pesquisa de imagens.

 

 

 

 

Canções do exílio: a Labareda que Lambeu Tudo

(Geneton Moraes Neto, Brasil, português, 2010, 90’, DVCAM)

 

“Canções do Exílio : a Labareda que Lambeu Tudo" reúne depoimentos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner e Jards Macalé sobre um período conturbado da vida brasileira : a onda de prisões que se seguiu à decretação do Ato Institucional Número-5, em dezembro de 1968.

Presos em São Paulo e transferidos para o Rio,onde passaram por três quartéis, Caetano Veloso e Gilberto Gil terminaram deixando o Brasil e seguindo para o exílio em Londres. Os depoimentos revelam episódios desconhecidos do público, como, por exemplo, o show que Gilberto Gil, preso, fez para a tropa, no quartel,a pedido do comandante. Caetano Veloso descreve,com detalhes, os diálogos que teve com o cineasta Glauber Rocha, no exílio, sobre o papel dos militares na vida política brasileira.

Um dos destaques de Canções do Exílio é uma participação especial de Paulo César Peréio, um dos nomes mais marcantes do cinema brasileiro nas últimas décadas

 

 

Argus Montenegro e a instabilidade do tempo forte

(Pedro Isaías Lucas, Brasil, português, 2011, 75', DVCAM)

Argus Montenegro é um desses gigantes à sombra. Tocou com todos os grandes nomes da música brasileira. Hoje, impossibilitado de fazer música por causa de uma doença, senta-se à bateria para contar sua história e lê, orgulhoso, a lista de músicos que acompanhou. Nessa conversa, Argus fala de música, mercado musical, de suas aventuras e da impossibilidade de voltar aos palcos.

 

 

 

 

Língua Mãe

(Fernando Weller e Leo Falcão, Brasil, português, 2011, 81’, DVCAM)

 

 

 

Naná Vasconcelos, um dos maiores músicos do Brasil e mais atuantes fora do país, sonhava reunir um grupo de crianças e fazer música com elas em sua língua materna: o português. Atravessou três continentes para encontrá-las e daí nasce Língua Mãe, projeto musical realizado em parceria com o maestro Gil Jardim.

Acento português, música popular aprendida na escola. Sotaque angolano, música vivida nas ruas. Gíria brasileira e gosto pela música no tempo livre entre casa, rua e escola. Isso é o que Naná leva ao palco como resultado da aventura aqui documentada. O filme aproxima o espectador das realidades diversas e contrastantes dessas crianças e da experiência musical vivida nos encontros.

Protagonistas: Naná Vasconcelos, Gil Jardim

 

 

Vou rifar meu coração

(Ana Rieper, Brasil, português, 2011, 78’, Digital)

 

“Eu vou rifar meu coração”, “me suja de carmim, me põe na boca o mel” são pedaços de canções que pertencem a um estilo de música romântica conhecido no Brasil como brega.

Odair, Amado, Waldick, Lindomar, Wando, entre outros, são ídolos do brega e fazem música para os personagens reais deste documentário. Para esses músicos, o amor não vê cor, classe, opção sexual nem diploma universitário. Milhares de brasileiros amam e choram desamores ouvindo suas canções em botecos, inferninhos e quartos escuros de todo o país.

O filme capta histórias de amor reais na intimidade de seus protagonistas, derruba estereótipos sobre traição, homossexualismo, prostituição e trata a música brega como expressão do imaginário popular brasileiro.

Protagonistas: Agnaldo Timóteo, Amado Batista, Lindomar Castilho, Wando, Nelson Ned

 

 

 

Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista

(Riba de Castro, Brasil, português, 2012, 97’, DVCAM)

 

Destaque especial da programação nacional é o filme Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista, de Riba de Castro, que conta a história da mítica casa Lira Paulistana, espaço catalisador das novas tendências musicais na cidade de São Paulo, no período que vai de 1979 a 1986.

Foi no número 1091 da Rua Teodoro Sampaio que Itamar Assumpção, Grupo Rumo, Premeditando o Breque, Titãs, Cólera, Inocentes e uma infinidade de nomes apareceram na cena musical paulistana. Mas era ali em frente, na Praça Benedito Calixto, que “o Lira” funcionava como selo discográfico, editora, promotor de shows e facilitador de encontros.

O diretor Riba de Castro, produtor da casa, realiza aqui um documento completo que resgata os principais momentos dessa história, servindo de registro e inspiração para as novas gerações.

Protagonistas: Arrigo Barnabé, Luiz Tatit, Lanny Gordin, Marcelo Tas, Maurício Kubrusly, Ná Ozetti, Paulo Tatit, Nelson Ayres, Fernando Meirelles, Paulo Caruso, Laerte Sarrumor, Tetê Espíndola, Wandi Doratiotto, Eduardo Gudin, Roger (Ultraje a Rigor), entre outros.

 

 

 

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Fonte: Site oficial (link acima)

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Exibições: 140

Comentário de Gregório Macedo em 3 junho 2012 às 15:44

Beleza. Vamos selecionar alguns para vermos juntos.

Beijos.

Comentário de Laura Macedo em 3 junho 2012 às 20:17

Combinadíssimo :))

Beijos.

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