Pode até haver uma certa dificuldade no ato de se definir exatamente o que seria a felicidade, porém, por eliminação, de cara já se excluiria a indignação como um dos principais entraves para que uma pessoa se sinta feliz, por absoluta incompatibilidade com esse negativo estado de espírito.
È muito comum atualmente pessoas se dizerem indignadas, como se isso fosse a maior virtude de que são dotadas, enquanto que outras simplesmente empurram a vida com a barriga, que parece ter sido feita exatamente para isso, de tanto bem que faz ao ego humano quando utilizada adequadamente com esse fim.
Pior que por trás dessa indignação está o fantasma do modismo, que sempre influencia as pessoas que colocam a vaidade acima da inteligência e acabam abrindo mão do que há de agradável em suas vidas, para amargarem os desalentos de outras, que muitas vezes são oriundos de situações muito particulares que só a elas afetam.
Na verdade, feliz é aquele que sabe lidar com o ”querer e o poder” e muita gente acaba infeliz justamente porque acha que “querer é poder” e quando isso não se confirma, ao invés de se conformar, fica indignada e decepcionada com a própria vida.
Feliz é aquele que perde um olho e comemora o fato de permanecer enxergando através do outro, enquanto que, nas mesmas circunstâncias, o infeliz se acha cego. Feliz é quem comemora o que tem e sabe aguardar com paciência e resignação o que possa ser acrescentado.
Resumindo tudo isso, feliz mesmo é aquele que consegue ter Fé em Deus, pois a Fé, além de ser o maior patrimônio de que podemos dispor nessa breve passagem pelo Planeta Terra, é o único bálsamo capaz de curar as feridas do corpo e da alma.
Portanto, seja feliz, valorizando e agradecendo a Deus pelas coisas boas que tem recebido e minimizando tudo aquilo que não for do seu agrado, até porque o mundo não é nosso e nem a própria vida, pois se assim fosse, os indignados comandariam os satisfeitos e felizes, que “não estão nem aí” e isso aqui se transformaria num poço de ódio, ao som do ranger de dentes.
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