A INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL
Este é um tema de suma importância para quem pensa no Brasil de amanhã.
Pergunto: Que país seremos, sem o fortalecimento da nossa própria indústria?
Necessitamos sair dessa situação de exportador só de comodities! O pior é que até essa área está sendo controlada pelo capital externo.
Não é com essa elite atual que iremos construir uma verdadeira nação. Exportamos nossos minérios para importarmos o aço e o aluminio trabalhados.
Lembro-me que há algumas décadas, quando a Coréia começou a exportar aço de qualidade, a Suécia teve que estatizar sua indústria, porque o setor privado não suportaria a competição. E o aço era estratégico para esse país escandinavo.
Aqui, se um forasteiro oferecer um bom dinheiro pelo São Francisco, prometendo aumentar a exportação dos produtos agrícolas, muitos irão propor que se feche esse grande negócio, na espera das migalhas que possam cair da mesa farta desses investidores.
Para um país forte temos uma grande prioridade:
UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL
Na década de 80, morava em São Paulo e, quando viajava ao Rio de Janeiro para as reuniões que tratavam da ampliação da anistia, no trajeto da cidade, passava frente a vários CIEPS; criação do inesquecível Darci Ribeiro, abandonados, com o mato crescendo no entorno. O novo governo dava uma demonstração de total desinteresse por uma educação de qualidade, em tempo integral. Alegação: falta de recursos, como sempre!
A solução para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelada à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir cerca de 15% do PIB no orçamento da educação. Devemos oferecer escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade inquestionável: o café da manhã, almoço, janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo.
Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, Associações, Sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial. Outros investimentos de grande porte, concomitantemente, devem ser realizados; ajudando, inclusive, a movimentar a economia de todo país: a construção civil seria acionada para a construção de escolas de alta qualidade, com quadras esportivas, espaços culturais, áreas de refeição e cosinhas bem equipadas etc. Tudo isso exigindo qualidade, porém sem luxo. Durante o período de mobilização, paralelamente, o governo deve investir na preparação de professores para atender à grande demanda. Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma renegociação da dívida pública, com a inclusão do bolsa família etc.
SEM EDUCAÇÃO NÃO CONSTRUIREMOS UMA GRANDE NAÇÃO!
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