Nelson (Antônio da Silva) Cavaquinho
* 29/10/1911  - Rio de Janeiro (RJ)
+ 18/02/1986 - Rio de Janeiro (RJ)

 



 

 

O escritor/crítico musical José Ramos Tinhorão escreveu e publicou, na década de 1970, o texto acima onde finaliza dizendo que a obra do compositor Nelson Cavaquinho não morreria. E ele estava certo.

 

Hoje, 29 de outubro de 2011, data do seu Centenário de nascimento, sua obra está mais viva do que nunca. As provas são as inúmeras comemorações que pipocam em todo país e as regravações de suas composições pelas novas gerações.

 

 

 

Neste post é o próprio Nelson Cavaquinho que nos conta sua trajetória intercalando seu relato com as interpretações de suas composições.

 



Executa “Choro do adeus” e fala do seu nascimento, dos seus pais e da sua primeira música gravada.

 

 

Choro de adeus” (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito) # Nelson Cavaquinho.

 

 




Relata suas várias profissões, mas afirma que: “meu negócio é música” e executa sua primeira música gravada pelo cantor Alcides Gerardi. (Foto abaixo).

 


Não faça vontade a ela” (Nelson Cavaquinho / Rubens Campos / Henricão) # Nelson Cavaquinho.

 

 

 



Fala da satisfação do crescimento do seu repertório, principalmente, as parcerias com Guilherme de Brito.Parecemos uma fábrica de sambas”.

 

 



"Devia ser condenada” (Nelson Cavaquinho) # Nelson Cavaquinho.

 

 

 



Primeira de uma série de composições de Nelson gravadas por Ciro Monteiro, que ele conheceu na rádio Mayrink Veiga.

 



Rugas” (Nelson Cavaquinho / Augusto Garcez / Ary Monteiro) # Nelson Cavaquinho.

 

 

 



Fala da sua falta de grana a ponto de vender alguns sambas, da grande amizade com Sérgio Porto – o Stanislaw Ponte Preta – e do sempre bem vindo “socorro” do amigo.

 



Minha fama” (Nelson Cavaquinho / Magno de Oliveira).

 

 




Cuidado com a outra” (Dia das Mães) (Nelson Cavaquinho /Augusto Tomaz) # Nelson Cavaquinho.

 

 

 


O parceiro Guilherme de Brito fala sobre Nelson Cavaquinho

 

Rio, não és criança” (Nelson Cavaquinho / José Ribeiro).

 

 




A flor e o espinho” (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito / Alcides Caminha) # Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.

 

 

 

 


Nelson Cavaquinho fala que Guilherme de Brito é seu melhor parceiro, sem desmerecer os outros.

 

Pecado” (Nelson Cavaquinho / Lígia Uchoa) # Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.

 

 

 



Primeiro samba em parceria com Guilherme de Brito.

 

Garça e "Cinza" (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito) # Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.

 

 

 

 

 

Relata como conheceu Zé Keti e o episódio de uma música que fizeram em parceria, mas que foi assinada ao por Zé Keti. Mas antes executa outra composição.

 


Meu pecado” (Zé Keti)

 

 

 



Primeira música que a cantora Clara Nunes gravou de Nelson.

 



Sempre Mangueira” (Nelson Cavaquinho / G. Queiroz) # Nelson Cavaquinho.

 

 

 


 

Uma das composições gravadas por Elis Regina.

 

 

 

 "Folhas secas” (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito) # Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.

 

 

 



 


Dalva de Oliveira gravou:

 


Palhaço” (Nelson Cavaquinho / Osvaldo Martins / Washington) # Nelson Cavaquinho.

 

 

 

 

 

Degraus da vida” (Nelson Cavaquinho / Antônio Braga / César Brasil) # Nelson Cavaquinho.

 

 

 



Nelson Cavaquinho fala dos compositores que gosta: Paulo César Pinheiro, Eduardo Gudin, Paulinho da Viola, Chico Buaraque, Gilberto Gil. Tem muita gente boa.

 


É tão triste cair” (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito).

 

 

"Visita triste” (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito / Anatalício) # Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.

 

 

 

 



Dificilmente poderão se listar todos os intérpretes da obra de Nelson Cavaquinho mas mesmo assim destaco, além da sua maior intérprete – Beth Carvalho -, Elizeth Cardoso, Nara Leão, Roberto Silva, Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Paulinho da Viola, Cazuza, Elton Medeiros, Leny Andrade...


 



Compôs mais de 600 músicas, quase sempre nas madrugadas, regadas a cerveja e/ou cachaça.

Seus sambas são testemunhas da boemia carioca, das paixões desenfreadas e de uma certa obsessão pela fatalidade, especialmente a morte.

O encontro de ambos se deu em 18 de fevereiro de 1986... e, partir dessa data, NELSON CAVAQUINHO passou a se chamar SAUDADE.

 



INFINITAS FLORES PARA NELSON CAVAQUINHO.

 

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Fonte:

- A Música Brasileira deste Século por seus Autores e Intérpretes. J.C. Pelão Botezelli e Arley Pereira. - São Paulo: SESC, 2000. (Gravação original da Fundação Padre Anchieta do Programa MPB Especial em 26/11/1973, dirigido por Fernando Faro).

OBS: Dia 30 de outubro de 2011 (Domingo - 23h:00) a TV Cultura exibirá este Programa na íntegra.

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Exibições: 685

Comentário de Ivan Bulhões em 29 outubro 2011 às 20:27

Infinitas flôres para quem tinha em seu coração poesias e melodias sem fim...

Beleza de post, Laura! Bjs

Comentário de Laura Macedo em 29 outubro 2011 às 21:09

Valeu, Ivan.

Beijos.

 

Deixo o LP gravado pelo Nelson Cavaquinho em 1973.

 

 

 

 

 

Comentário de Gregório Macedo em 1 novembro 2011 às 1:51

Ouvi toda a sequência. No final, a saudade faz uma triste visita a Nelson, razão do final do show. Nelson Cavaquinho recebeu homenagem merecida.

Dei até uma chamada a esse seu trabalho no domacedo.blogspot.

Beijos, minha querida pesquisadora.

Comentário de Laura Macedo em 1 novembro 2011 às 18:57

Gregório,

Como mencionou o filho de Nelson Cavaquinho diante de tantas manifestações de carinho por conta do centenário de seu pai: Ele jamais imaginaria que seria tão festejado...

Grata pela chamada no seu blog. Valeu de coração.

Beijos infinitos.

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