Internet Quarentona ainda Não se Mostrou inteiramente ao Brasil

Por Emílio Loures1
São Paulo, 21 de outubro de 2009 – O mundo atual é inconcebível sem internet. Após 40 anos desde que dois computadores de uma universidade se conectaram na Califórnia (EUA), 1,5 bilhão de pessoas fazem parte da rede mundial de computadores em todo o mundo, concretizando o que o filósofo Marshall McLuhan previu na década de 60: a transformação do mundo em uma aldeia global.


Hoje é possível acompanhar em tempo real a situação na Palestina pela visão de seus moradores, realizar cirurgias à distância, desenvolver projetos colaborativos espalhados por diversos países, trocar mensagens com amigos e fazer compras sem sair do conforto de casa.



Os principais fatores para essa propagação da internet foram o aprimoramento da tecnologia, o desenvolvimento e popularização dos computadores pessoais, além da diminuição do preço da conexão. Para se ter uma idéia, a maioria das casas na Coréia do Sul possui internet veloz, com conexões entre 50Mb/s e 100Mb/s, a um preço inferior a US$ 20 por mês. Em outros países, no entanto, seus habitantes não tem as mesmas possibilidades de conexão, muitas vezes pagando caro por isso e com um uma qualidade de acesso inferior.


O Brasil é um desses tristes exemplos. Em algumas áreas do país as pessoas vivem como se a internet ainda não tivesse sido desenvolvida. São milhões de habitantes que não podem provar os seus benefícios e se preparar para atuar na sociedade do conhecimento do século XXI, que necessariamente passa pela alfabetização digital. Em muitos locais, é possível encontrar apenas conexão discada, com velocidade só existente nos primórdios da internet.


Mesmo nos locais com acesso à banda larga, como São Paulo, o consumidor tem que escolher entre uma variedade limitada de prestadoras de serviços, conexões com velocidades que nem de longe lembram as dos países maduros e pagar um dos preços mais caros do mundo.


Segundo um estudo divulgado pela Cisco, a penetração da banda larga no Brasil é de pouco mais de 5 por ciento, sendo que em algumas regiões, como o Nordeste, ela não chega a 2 por ciento. A propagação de dados Banda larga é critica para um país como o Brasil e a tecnologia WiMAX é uma alternativa para conectar o território com um excelente custo-benefício. Considerando as proporções continentais do nosso país, é fácil deduzir as dificuldades de se alcançar regiões remotas por cabo. Imagine conectar cidades amazônicas via cabo. Seria uma tarefa praticamente impossível.

1Emílio Loures é diretor de assuntos corporativos da Intel Brasil

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