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Praia de Copacabana, Rio, 1962. Cena do filme "Copacabana Palace", produção franco-italiana. Mitos da Bossa Nova e atrizes: Luís Bonfá, Glória Paul, Sylvia Koscina, João Gilberto, Tom Jobim e Mylene Demongeot.
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Por falar em Jobim...
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O documentário "A música segundo Tom Jobim", de Nelson Pereira dos Santos, foi acolhido com aplausos no Festival de Cannes, encerrado ontem:
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"O Brasil foi escolhido pela direção do Festival como o convidado de honra desta edição, e exibiu nesta terça-feira em sessão especial o documentário 'A Música Segundo Tom Jobim', do diretor Nelson Pereira dos Santos. O filme, feito em parceria com a neta do músico, Dora Jobim, foi aplaudido de pé pela plateia.
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'A Música Segundo Tom Jobim' (...) conta em uma hora a trajetória do ícone da bossa-nova através suas composições. Sem palavras, diálogos ou depoimentos. O fio condutor é a melodia dos clássicos deTom Jobim, tocados pelo próprio e por grandes intérpretes brasileiros, como Chico Buarque e Gal Costa, e estrangeiros como Ella Fitzgerald ou Diana Krall. Um bálsamo para ouvidos mais treinados e um ritual de iniciação para quem só associa 'Garota de Ipanema' a seu repertório. As cenas são entremeadas por fotos, partituras, cartões postais, capas de discos e outros objetos que reconstituem a trajetória de Tom.
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Exibido pela primeira vez fora do Brasil, o filme foi escolhido pela direção de Cannes para a sessão especial desta terça-feira, e é o ponto alto da homenagem ao Brasil preparada para esta edição, que termina com uma grande festa hoje no espaço Agora, na Croisette, a famosa rua de Cannes. Pouco antes do início da sessão, o documentário foi apresentado por Thierry Fremaux, um dos diretores do Festival, que veio pessoalmente tecer elogios ao cineasta de 84 anos, precursor do Cinema Novo, diante de uma sala repleta de outros brasileiros famosos. Entre eles, Cacá Diegues, que neste ano preside o júri do Camera d’Or em Cannes e Karim Ainouz, diretor do filme Madame Satã. No final, Nelson foi ovacionado de pé durante mais de um minuto. (...)
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A neta de Tom Jobim, Dora, conta que a maior dificuldade foi juntar as imagens. 'Muita coisa tínhamos no arquivo da família, difícil foi selecionar. A ideia era que a música conduzisse a história', explica. Apresentado em Cannes como ‘rapsódia melódica’, o documentário Dora ressalta que a decisão de colocar apenas música no documentário foi justamente diferenciá-lo do formato tradicional.'Mas o Nelson tem outro projeto com mulheres contando a vida do Tom, e aí serão só falas', conta." (Taíssa Stivanin, do RFI).
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Ave, maestro!

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