Raul Seixas já dizia sabiamente “eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz”. Mais do que nunca essa frase tem tudo a ver com os dias atuais. É verdade, pois, se existe algo de que podemos ter certeza é que os jornais em geral mentem descaradamente. Mas não é só isso, em geral prestam um desserviço à sociedade; me refiro especialmente à grande imprensa burguesa, que durante muito tempo se colocou como única, como a dona da verdade absoluta a ponto de influenciar decisivamente nas eleições presidenciais: a eleição de Collor, em 1989, foi um exemplo claro de manipulação e do poder da imprensa.


Felizmente cada dia que passa mais o chamado Partido da Imprensa Golpista é desmascarado; a eleição da primeira mulher presidente do Brasil demonstrou que a vitória maior foi do povo e que os dias do PIG estão contados; entretanto, é preciso ser vigilante, paciente e perseverante.


O acesso maior à internet por parte da população mais pobre constitui uma grande cartada para acabar de vez com o poder da imprensa dominada por apenas cinco famílias no país, o que é vergonhoso; por isso, mais do que nunca, a necessidade do controle social dos médios. É evidente que esse termo não significa em nenhum momento a censura à imprensa; esta é livre e sempre deverá ser.


Evidentemente que não se pode pensar num país sem imprensa livre, todavia, liberdade de imprensa não significa
o direito de fazer o povo de bobo. Todos os cidadãos merecem respeito e têm direito à informação de forma responsável. A tentativa de manipulação como acontece por parte dos órgãos como Rede Globo, Veja, Estadão, entre outros, demonstram a necessidade de termos uma regulação maior dos médios. Mas é preciso saber como
se dará essa regulação e qual a participação de fato da sociedade. Esse debate precisa vir à tona para que as coisas fiquem bem claras.

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