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Oposição se une para criticar Lula por PAC 2 e ironiza ‘fiasco gerencial’ de Dilma

GABRIELA GUERREIRO

da Folha Online, em Brasília

Os presidentes dos partidos de oposição divulgaram nota nesta segunda-feira para criticar o lançamento do PAC 2 (segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. DEM, PSDB e PPS classificaram o programa de “pretensioso” e de “pantomima eleitoral” por planejar obras que não saíram do papel.

“Para se ter uma ideia do quanto o discurso não tem relação com a realidade, apenas 11% das obras do PAC 1 foram concluídas, sendo que nos estados do Nordeste, região mais necessitada de obras de infraestrutura, essa percentagem cai para 4%. Seria demais perguntar, se o primeiro programa está empacado, para que lançar o segundo? Não é o caso de terminar o começado?”, questiona a oposição.

Assinada pelos presidentes do PSDB, Sérgio Guerra, do DEM, Rodrigo Maia, e do PPS, Roberto Freire, a nota afirma que o governo Lula não tem a intenção de melhorar as “precárias” condições da infraestrutura brasileira por priorizar um programa que é “peça de campanha eleitoral movida às custas do contribuinte brasileiro”.

“Quem acredita que existe perspectiva de conclusão do que naquele palavrório foi prometido corre o altíssimo risco de se cansar de esperar, se frustrar e concluir que obras não virão dessa pantomima eleitoral”, diz a nota.

Numa resposta aos ataques da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à oposição durante o lançamento do PAC 2, os três presidentes de partidos da oposição atribuíram à pré-candidata do PT a responsabilidade pelo que chamam de “fiasco gerencial” do programa. “No afã de arranjar-lhe uma bandeira eleitoral, o Presidente da República na verdade passou-lhe um atestado de incompetência administrativa”, diz a nota.

Ataques

Na cerimônia de lançamento do PAC 2, Dilma fez duras críticas à gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ao classificar de “estagnação” o período que o país foi governado pelo tucano. Emocionada, Dilma chorou ao comparar as duas gestões e encerrou o discurso na cerimônia do PAC 2 ao afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “reconstruiu” o Brasil.

Em tom de pré-candidata, Dilma chegou as lágrimas ao dizer que os brasileiros não vão “deixar de escapar de suas mãos” o governo implementado pelo petista no país. Na comparação entre a gestão petista e a do ex-presidente FHC, Dilma classificou de “Estado mínimo” o período em que os tucanos estiveram no poder.

“Era o Estado do não. Não tinha planejamento estratégico, não tinha aliança com o setor privado, não incrementou investimento público, não financiou investimento privado. Hoje, por tudo isto, podemos dizer que antes de ser um Estado mínimo, ele foi um Estado omisso.”


http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u713711.shtml

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