JUVENTUDE À BEIRA DO COLAPSO PSICO-SOCIAL-Um batalhão de soldados sem identidade.

O Brasil,segundo o G1.blobo.com ,aparece como o 2º maior consumidor de cocaína e derivados. Há de se perguntar: "O que leva o jovem a buscar nas drogas um refúgio que o leva ao aniquilamento psíquico, trocando a sobriedade natural pelo eufórico caminho sem volta ao mundo da ilusão e da loucura?" Segundo o Dr. Ronaldo Laranjeira(médico psiquiatra, PhD em Dependência Química na Inglaterra) as drogas acionam o sistema de recompensa do cérebro, uma área encarregada de receber estímulos de prazer e transmitir essa sensação para todo o corpo. Evolutivamente o homem criou essa área de recompensa e é nela que as drogas interferem. Por uma espécie de curto circuito, elas provocam uma ilusão química de prazer que induz a pessoa a repetir seu uso compulsivamente. Com a repetição do consumo, perdem o significado todas as fontes naturais de prazer e só interessa aquele imediato propiciado pela droga, mesmo que isso comprometa e ameace a vida do usuário. Ainda segundo o Dr. Ronaldo, vários são os motivos que levam à dependência química, mas o final é sempre o mesmo. De alguma maneira, as drogas pervertem o sistema de recompensa. A pessoa passa a dar-lhes preferência quase absoluta, mesmo que isso atrapalhe todo o resto em sua vida. Para quem está de fora fica difícil entender por que o usuário de cocaína ou de crack, com a saúde deteriorada, não abandona a droga. Tal comportamento reflete uma disfunção do cérebro. Evidente que na atualidade, o uso de entorpecentes vem acompanhado ou associado ao crime nas suas diversas vertentes e sua expansão cresce assustadoramente. Pesquisas mostram que a Bahia, que era um dos estados onde crianças e adolescentes menos morriam assassinados, passou a ser um dos primeiros colocados no quesito. Levando em consideração a taxa de homicídios por cada 100 mil habitantes - índice usado para medir o crescimento proporcional descontado o aumento da população - o quadro se mostra ainda mais assustador: a taxa passou de 3,5 para 23,8, um salto de 576,7%, também o maior aumento do país. Políticas públicas nesse sentido revelam-se ineficientes, entidades religiosas, na sua grande maioria produtivas nesse aspecto, perdem terreno no avanço avassalador do consumo e tráfico, e a família, núcleo da sociedade, observa inerte, a derrocada lutuosa, sombria e triste dos seus filhos. O que fazer? Ampliar todas as iniciativas ao mesmo nível das nossas preocupações e reverter nossa inércia e parcimônia em ações efetivas, antes que o mal, digo, erva daninha, seja plantada definitivamente no quintal da nossa casa, convertendo sonhos em pesadelos, futuro em fim, sucesso em derrota. Quando vemos um jovem malhado e atlético, sem afeição à família, sem ânimo ao labor necessário à subsistência,sem apego aos laços de sangue, sem identidade e sem alma, pensamos: "O que será das próximas gerações alheias aos deveres e ainda mais, alheia aos direitos de outrem?" "O que será de um país que não pode contar com a força da sua juventude na defesa da pátria, se houver necessidade num possível recrutamento militar?" "O que será de uma sociedade onde jovens morrem cedo, invertendo a ordem natural do ciclo da vida?" É um quadro assustador! Atitudes urgentes devem ser tomadas. Uma delas, a meu ver  é obrigar as Forças Armadas a produzir meios de alcançar todos os jovens no Serviço Militar Obrigatório, sem dispensas, no período definido por Lei em todos os longínquos rincões desse país, e não apenas nas grandes cidades. Há muito, o investimento em material humano das Forças Armadas, não vem acompanhando o ritmo necessário.
 
O  maior contingente do mundo, a China, com dois(02) milhões, e duzentos e oitenta(280) mil soldados tem reforçado o investimento público nas Forças Armadas do país. Cá entre nós, o serviço militar obrigatório sem exclusão, sem dispensa, pode ser um excelente meio de aproveitar a ociosidade de um jovem sem futuro, induzindo-lhe em regime militar, treinamento técnico especializado que se enquadre no seu perfil, sob pena de ver crescer ainda mais, o contingenciamento destes ao exército do tráfico. A meu ver, essa poderá ser uma das ferramentas alvissareiras nesse contexto, aliada às demais. Se você concorda, clique e assine o abaixo assinado para envio ao Ministério da Defesa para as providências necessárias para implantação de uma Escola ou Tiro de Guerra em cada município brasileiro, com as devidas aprovações de praxe. 

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2013N36970

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Comentário de Lafaiete de Souza Spínola em 3 março 2013 às 13:35

Levy,

Nossa classe média faz de conta que nada está vendo. Ela parece que está satisfeita com suas viagens para comprar bugigangas nos EUA. Estão gastando mais por lá que os americanos por aqui. Deixaram um rombo de mais de 2 bilhões de dólares na balança comercial. Dizem que o português do Brasil era a segunda língua mais falada em Nova York, no fim de ano. Pouco se interessam pela cultura, pela história da Europa. 

Esse é o país que estamos construindo!

Tenho publicado um tópico UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL. Não se interessam pelo tema, ficam só nos termos petralhas e tucanalhas ou coisas parecidas. Quanto ao texto, alguns dão uma olhada, assim de lado, depois, consideram inviável, visionário, utópico etc.

O governo traz a Copa do Mundo (gosto de futebol), traz as Olimpíadas para depois conquistar menos medalhas que a Jamaica e muito menos que Cuba. Os atletas surgem nas escolas com tempo integral.

Agora, estão pensando no TREM BALA, quando no Nordeste ainda se usa o famoso jumento, o jegue, o jerico, cantado pelo nosso Luiz Gonzaga. No Mato Grosso, quando chove, os caminhões ficam atolados nas estradas lamacentas, sem poder escoar a produção agrícola. Não precisamos desse tal de TREM BALA e sim de um rede ferroviária, como na Europa, para escoar nossa produção.

Nossas crianças ou não têm escolas ou quando as têm, são de péssima qualidade.

A juventude está sem perspectiva!

 

Comentário de Levy Luiz Souza Santos em 3 março 2013 às 13:49

"Juventude sem perspectiva"......esse é o termo desolador. Obrigado  Lafaiete de Souza Spínola pelo comentário.

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