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LAMBANÇA NA OSESP- REGENTES SÃO DISPENSADOS E MARIN ALSOP CONTINUA INTOCÁVEL. ARTIGO DE ALI HASSAN AYACHE NO BLOG DE ÓPERA & BALLET.



  A soberba da direção da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo está com os dias contados. A casa anunciou a dispensa de Celso Antunes, regente associado da casa desde 2012. Outro que tomou um cartão vermelho foi o regente canadense Fabien Gabel. A OSESP alega "restrições orçamentárias" para as dispensas. 
   Por incrível que pareça eu acredito na palavra da direção da OSESP, creio de coração que o orçamento caiu 27% em relação ao ano passado conforme eles anunciam. Um dos problemas da orquestra é o excesso de gastos com solistas estrangeiros, alguns vieram aqui para cantar 3 minutos e se mandaram com uma boa grana. 
   Outra encrenca é o salário da regente titular da casa Marin Alsop, este gira em torno de700 mil verdinhas ao ano . Não entendo por que tem que ser sigiloso quanto ganha a madame. Lembro que a OSESP é mantida em quase sua totalidade com dinheiro público. Por que o senhor Arthur Nestrovski não a chama para uma renegociação salarial alegando "restrições orçamentárias"?
   Insatisfeito com a demissão que segundo ele foi feita de "forma arbitrária" Celso Antunes colocou a boca no trombone. Mandou uma carta aberta aos músicos e ao site do UOL disse que Marin Alsop, como sempre, não sabe de nada: "Não faço a menor ideia do que pensa a titular, afinal, ela nunca esteve presente em um ensaio meu, que dirá a um concerto", disse o maestro. "Ela nunca demonstrou o menor interesse pelo meu trabalho. Meu contato com ela é inexistente. Importante: fui nomeado regente associado pelo Conselho da Fundação, não por esta senhora". Este depoimento é uma prova cabal da pouca dedicação de Marin Alsop à OSESP relatada diversas vezes nesse Blog. 
   Na carta aberta publicada no Blog de João Luiz Sampaio ele relata que:" acabo de saber por meio de minha agente que minha participação em meus próximos concertos com vocês em abril foi sumariamente cancelada pela Direção da casa”. Dados importantes”: “1) Estes concertos já estavam acertados – e garantidos (sic!) pela direção desde fevereiro de 2014; 2) Em junho do ano passado, ciente da gravíssima situação do Brasil no momento, eu já havia aceito uma redução da ordem de 25% em meu cachê; 3) De modo a poder colaborar ainda mais com a orquestra, aceitei todo o tipo de mudanças no repertório, de modo a chegar a uma proposta realizável em um panorama de crise. Insisto em passar estas informações a vocês a fim de evitar qualquer impressão de que haja má vontade de minha parte: vocês, músicos da OSESP, têm e continuarão tendo uma imensa importância em minha vida musical. Apenas julgo importante que saibam: minha participação nestes concertos foi cancelada de forma arbitrária e contrariamente à minha vontade pessoal.” Nestrovski não se dignou a ligar para Celso Antunes para dar a triste notícia e algumas explicações. O regente soube por meio de sua agente que estava demitido.
   Crises não tem apenas um motivador: O primeiro culpado de toda essa lambança é a direção da OSESP que exagerou nos gastos com invenções de cargos e uma regente titular com salário astronômico. A imprensa tem grande parcela de culpa já que se omitiu frente a todo esse quadro. O público se acomodou e salvo raras exceções nunca reclamou dos acintes cometidos pela diretoria.
   Todos calados deixaram o comando da casa em uma zona de conforto, eles fizeram o que bem entenderam. O Blog de Ópera & Ballet foi um dos poucos veículos de comunicação a criticar duramente a direção da OSESP.
Ali Hassan Ayache

Fonte:http://cultura.estadao.com.br/blogs/joao-luiz-sampaio/osesp-cancela...

http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2017/02/09/regente-escrev...

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