Estou imerso na memória do rio

na pele do seu corpo

que floresce e se conjuga.

Estou imerso

como o peixe na pupila

crística do desejo,

da espera: estancar o sofrimento

da resina do cansaço

em busca de solução à existência

semelhante ao animal do subsolo.

O tempo redescoberto do rio

na memória da pele do corpo.

Aqui, as pedras nem produzem seus limos

somente pequenos vasos de cal.

 

 

Ouço a fome das pedras

do fundo do rio o bojo da vida:

preciso do elemento água

para me consumir a boca

de rachaduras.

Ouço vagar, meu vago vagar

sou vago mas desejo um novo dia.

Aqui, a fome e a sede

estancaram o manancial da vida,

a subcondição persiste como essência.

Então, o amor e a solidariedade

não me justificam

e o peso da carga imensa imerso,

revela-se concepção,

como consequência de um plano nefasto e vil,

multipliquem-se os lagartos

e se infiltram,

os rastejantes apenas andam sem direção.

 

 

Apesar do rio concreto, paira dentro

o espírito de aventura misteriosa e enigmática

ao desconhecido,

o rio sobrepõe a mim

além da vida.

 

 

 

 

 

 

www.rubensshirassujr.blogspot.com.br

 

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