Paulo Leminski, virginiano, faria 66 anos ontem.

EXTRA

precisa surpresa
a brisa passa e me deixa acesa
asa que não soube ser estrela
cena que não reprisa
fala desfeita em reza
rosa fervida em mel


sobrenoite alémfloresta
aquela estrela é uma fresta
por onde vejo nascer um novo céu

Paulo Leminski

Exibições: 130

Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 26 agosto 2010 às 16:26
Então, você achou uma pedra luminosa de um poeta que era triste de doer.

Apagar-me

apagar-me
diluir-me
desmanchar-me
até que depois
de mim
de nós
de tudo
não reste mais
que o charme

Parada cardíaca

Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.
Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.

Amor, então

Amor, então
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
Comentário de elizabeth em 26 agosto 2010 às 16:54
o polaco tinha também seu lado menos heavy.
Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 26 agosto 2010 às 16:59
Achei isso maravilhoso.
Comentário de elizabeth em 26 agosto 2010 às 17:02
tirei de um blog de um cara legal, conterraneo dele. e Simone, para que serve ser poeta em tempos de penúria? vou te mandar esse poema longo de um pernambucano feito em cima d eoutro do Piva.
Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 26 agosto 2010 às 21:11
Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 26 agosto 2010 às 21:12
Comentário de elizabeth em 26 agosto 2010 às 23:33
Maravilha Simone, merci.

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