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A convite de meu irmão,Gismontiano de carteirinha,pois tem todos os vinis do Egberto.Fui sábado ao concerto do Festival que homenageia o compositor cubano Leo Brouwer .
Magníficas apresentações,mas a participação especial de Egberto Gismonti,foi maravilhosa.

Criatividade e virtuosismo,são as duas grandes marcas da obra de Egberto .Me impressiono com sua musicalidade desde o inicio dos anos 80,quando fui vê-lo com seu grupo, no Municipal de São Paulo,a apresentação foi tão concorrida que muitos entraram escalando as paredes do teatro.

Egberto e Academia de Dança,grupo capitaneado por ele,era formado por Robertinho Silva,bateria,Luis Alves,contra-baixo e Mauro Senise,sopros.Era incrível a sinergia dos músicos e evidente o prazer que eles tinham de executar a rica obra Gismontiana.

Durante vários anos ouvi toda obra em vinil e em varias apresentações ao vivo.E nunca deixei de ter o sabor da novidade,mesmo quando tocava músicas que eu já conhecia.

No concerto deste sábado,Egberto tocou violas,executou suas composições em 40 inesquecíveis minutos.Improvisando à cada tema revelou ali para os que não o conhecia, sua arte cheia de influencias.

Em determinado momento fez o que diz Elomar, sobre um violeiro: “Enforcou o pescoço da viola e revirou a moda pelo avesso”.Passou por temas da viola caipira,resvalou pela bossa nova e chegou ao samba com tanta maestria que parecia até uma bateria desfilando na avenida.

Egberto dedicou sua apresentação a Leo Brouwer :

“A vida tem sido muito benevolente comigo e sinto benevoelencia ainda maior por ser amigo do Leo.
Independente, das músicas que eu tocar,todas elas serão dedicadas a ele.Pois este é o motivo de eu estar aqui.”

Sem duvida, Leo Brouwer é um dos violonistas e compositores contemporâneos, mais respeitado mundialmente e por isso mereceu este festival.

Eu já conhecia, alguns de seus estudos na interpretação de Zé Ito,clarinete e Gilberto Marçal,violão. Eram fundos musicais, para poemas em sarais,apresentados pelo Grupo Preto,branco e azul também,do qual fiz parte.

Os outros interpretes da noite eu não conhecia,mas foram perfeitas as interpretações de Eduardo Meirinhos e Gustavo Costa ,dos Estudos de Villa-Lobos.

E o Quarteto Entrequatre, surpreendeu a todos pela criatividade dos arranjos e o ineditismo do repertório.


Programa:
Dança das Cordas

HEITOR VILLA-LOBOS
Prelúdios nº 1 e 5
Estudos nº. 1, 5, 8 e 11
• Eduardo Meirinhos, violão

Prelúdios nº. 2 e 4
Estudos nº. 3, 6, 9 e 10

• Gustavo Costa
Violão

FLORES CHAVIANO (Cuba/España 1946)
Entrequatre* (1984)

EMILIANO PARDO (Panamá 1960)
La Tierra del Chucuchuco* (2007) – 1ª audição no Brasil
(Variaciones sobre el Guararé)

LEO BROUWER
Paisaje Cubano con Lluvia (1984)

MIGUEL DEL ÁGUILA (Uruguay 1957)
Presto* (2000)

EntreQuatre (Espanha)
* Obras escritas para o EntreQuatre

Carlos Cuanda, Carmen Cuello, Manuel Paz, Jesus Prieto

EGBERTO GISMONTI
Egberto Gismonti, violão

Exibições: 81

Comentário de C. Brayton em 14 dezembro 2009 às 15:05
Como é possível um país criar tantos geniais do violão quando eu, depois de décadas de prática, ainda fico limitado à Wild Thing dos Troggs e o catálogo dos Ramones?
Comentário de Laura Macedo em 15 dezembro 2009 às 2:22
Moacir, você quer mesmo é nos matar de inveja. Logo eu que sou apaixonada pelo violão de todas as nacionalidades.
Em fevereiro por ocasião do VI FENAVIPI (Festival Nacional de Violão do Piauí) dou o troco na mesma moeda :-))))))
Beijos.

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