Lula foi insuficiente para fazer a mudança que o país pede

O Senador está com toda a razão, o LULA tá dormindo de toca, o que era uma barbada vai acabar sendo uma tragédia.

Todo mundo têm de remar para o mesmo lado.

Um programa de emergência para produzir mais, com mais inteligência, só com as 300 zonas de produção industriais com regime jurídico diferenciado, é emergência, primeiro faz, depois discute.

Redução da Carga tributária, têm de deixar o dinheiro na mão do povo para a economia poder girar.

Plano de contratação de pessoal pelo governo de emergência, devem surgir de 2 a 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada até o final do ano. Este povo têm que morar, e comer, senão a nação fica sob risco de levante.

Por ai vai.






Lula foi insuficiente para fazer a mudança que o país pede

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

E-mail que recebi hoje do senador Cristovam Buarque (PDT-DF):

"Prezado Noblat: sua coluna de hoje é muito feliz, e triste. Trabalho de um bom médico. Análise perfeita de uma realidade política doente.

De fato, não há qualquer mudança substancial a partir de Sarney. Este, fez uma inflexão política, retirando o Brasil do autoritarismo. Depois, o Collor fez apenas ajustes na economia para adaptar o Brasil à nascente realidade globalizante. FHC, outro brilhante ajuste monetário para estancar a inflação.

O Lula apenas ampliou esse processo de diferentes mandatos, inclusive no tamanho e na domesticação de projetos sociais iniciados por Sarney, ampliação no número de beneficiados e domesticação ao transformar a Bolsa Escola do FHC em Bolsa Família, tirando o lado inovador de Educação e caindo outra vez no lado assistencial do Sarney.

O que faz do Lula um bom presidente no sentido da continuidade, mas insuficiente para a inflexão que o Brasil precisa fazer.

Não basta aumentar a produção de petróleo pelo Pré-Sal, é preciso mudar a matriz enegética para adaptá-la à nova realidade dos recursos escassos e do meio ambiente degradado;

Não basta aumentar a indústria automobilística, é preciso reorientá-la para a produção de veículos de transporte de massas e de veículos especiais como ambulâncias, transporte escolar;

Não basta aumentar as exportações, é preciso aumentar o conteúdo de inteligência nos produtos que exportamos, como fez a Embraer;

Não basta construir mais cadeias, é preciso trazer a paz para as cidades brasileiras;

Não basta continuar com pequenos projetos na área de educação, é preciso fazer uma revolução na educação e por meio dela uma revolução na capacidade intelectual brasileira, criando um conhecimento coletivo elevado, que não temos, e mudando a mentalidade brasileira, inclusive para reorientar as estratégias de crescimento, por uma inflexão e mudança de rumo.

Mas para isto não basta pensar apenas na próxima eleição, mas também nas próximas gerações, não basta a política, precisa a história.

Pena que, como você mostra na coluna, não se veja este debate entre os postulantes que você cita.

Eu posso dizer que tentei, em 2006. E se for possivel, tentarei em 2010.

Mas, com a franqueza necessária de quem deseja fazer uma inflexão também na política, reconheço que há um rechaço em relação a mudanças. Nenhum partido parece querer correr risco de oferecer algo mais do que a mais simples continuidade para o sexto mandato. Até porque todos os partidos estão muito parecidos, para não dizer iguais.

A Ditadura criou o instituto da sublegenda, jamais imaginando que chegaria o dia em que todos os partidos são sublegendas de um partido único.

Mesmo tendo sido o criador da Bolsa Escola, principal programa que será o carro chefe do governo, mesmo com a proposta detalhada e iniciada em 2003 da revolução na Educação, mesmo com as propostas de inflexão que apresentei no meu programa para as eleições de 2006, com o título de "A Revolução pela Educação - Como Fazer!" ( talvez o único programa real, não apenas marqueteiro, apresentado naquela eleição ) , temo que a eleição de 2010 seja para escolher o sexto mandato do mesmo, com nova cara, como você mostrou tão bem nesta sua coluna de hoje.

De qualquer forma, peço que registre que tem gente tentando mudar isto. Há políticos dos quais no futuro será possível dizer "ele tentou mudar", como também há colunistas dos quais se dirá "ele tentou mostrar", como você em sua coluna."

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Comentário de Oswaldo Conti-Bosso em 7 janeiro 2009 às 2:50
Caro Alexandre,


Vou colocar aqui o texto do Noblat, que provocou o comentário do Senador, mas diferente do que o Noblat acha, não é "talvez Serra um pouquinho", mas pode ser Heloisa Helena, um montão.

Mas como escrevi, essa agenta eleitoral do centro petucano esta desgastada:
Agenda Eleitoral (SABESP, CEMIG,...): Lógica Americana e Jackson do...
Quem viver verá, veremos
Sds,

Enviado por Ricardo Noblat - 5.1.2009| 8h03m
Comentário
O sexto mandato

"Se vencermos mandaremos no país durante 20 anos", confidenciou Fernando Collor a amigos pouco antes de se eleger presidente da República em 1989.

O plano dependia do êxito do governo, naturalmente

Collor queria fazer seu sucessor e substituir o presidencialismo pelo parlamentarismo. Mais adiante se elegeria deputado e voltaria como primeiro-ministro.

Delírio? Hoje é fácil dizer que sim. Collor caiu no final de 1992, acusado de corrupção. E o parlamentarismo foi derrotado no plebiscito do ano seguinte - como havia sido no plebiscito de janeiro de 1963.

No primeiro, o presidente da República João Goulart jogou pesado para banir o parlamentarismo adotado dois anos antes por exigência dos militares como condição para que ele assumisse a vaga de Jânio Quadros, que renunciara ao mandato.

No segundo plebiscito, o presidente Itamar Franco, sucessor de Collor, assistiu tudo de camarote.

Sérgio Motta, o todo-poderoso ministro das Comunicações do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, comentou um dia que o PSDB e seus aliados estavam destinados a mandar no país durante 20 anos, no mínimo.

Curiosa essa fixação por 20 anos. Nas contas dele, Fernando Henrique governaria por oito anos. Depois elegeria seu sucessor que governaria por mais oito anos. Quem sabe não haveria tempo para realizar um novo plebiscito que resultasse dessa vez na vitória do parlamentarismo?

O PSDB é parlamentarista. Mas aí a economia mundial foi sacudida por várias crises. Então veio Lula.

A rigor, o sonho de Collor não foi pelo ralo com a queda dele. Nem o de Motta baixou à sepultura depois que ele morreu.

Se tivesse sobrevivido, é possível que Collor quebrasse a resistência do PSDB em governar com ele. PSDB e Collor tinham tudo a ver.

Assim como têm o PSDB e o PT. Ambos vieram da esquerda para o centro.

Os governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso deram continuidade à política econômica de Collor. Em grande parte, o sucesso do governo Lula deriva da falta de cerimônia com que ele se apropriou de políticas inauguradas por seus antecessores.

Examine os nomes que circulam como aspirantes à vaga de Lula. No que diferem tanto José Serra, Aécio Neves, Ciro Gomes e Dilma Rousseff?

A eventual eleição de qualquer um deles mudará o quê?

Estilos à parte, e a maior ou menor experiência administrativa de cada um, no essencial eles compartilham as mesmas idéias e têm os mesmos compromissos.

Enxergam, de um lado, a maioria dos brasileiros pobres que seguirá amparada pelos programas sociais (quem ousaria revogá-los?). E, do outro, as elites que nunca lucraram tanto como no governo Lula (quem ousaria contrariá-las? Talvez Serra, um pouquinho).

Do primeiro dia do governo Collor ao último do segundo governo Lula terão se passado 21 anos de um total de cinco mandatos.

Restará cumprido, não exatamente ao gosto deles, o vaticínio de Collor e de Motta.

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