Mário Pinheiro - um dos pioneiros na gravação de discos no Brasil

Mário Pinheiro


* 3/10/1883* - Campos (RJ)
+ 10/1/1923 - Rio Comprido (RJ)

 

Sua iniciação na vida artística foi como palhaço de circo na Piedade, bairro do subúrbio carioca, mas não obteve muito sucesso. Em seguida apostou na sua voz e começou a cantar e tocar violão, no Passeio Público, com boa receptividade do público. Em seguida começou a gravar modinhas, lundus, cançonetas, maxixes ..., para a Casa Edison, pioneira no Brasil da gravação em discos de gramofone.

 

A parir daí tornou-se um dos intérpretes mais populares da música brasileira em seu tempo. Seus discos, nos quais se apresentava apenas como Mário, obtiveram enorme vendagem, tornando-o conhecido. Devido à sua perfeita dicção, tornou-se o principal anunciador de discos da Casa Edison.

 

Contabilizei 338 gravações entre os anos de 1904 e 1918 (Dados do DCA - Dicionário Cravo Albin da MPB). Sua discografia é uma das mais extensas realizada pelos cantores de sua época, incluindo gravações para as etiquetas Casa Edison, Odeon-Record, Colúmbia, Phonograph e Victor Record.

 

 

 

Vamos homenageá-lo com algumas de suas gravações.

 

 

Na casa branca da serra” (Guimarães Passos/Miguel Emídio Pestana) # Mário Pinheiro. Disco Odeon Record/Casa Edison (40139), 1904.

 

 

 

 

 

 

A vacina obrigatória” (Autor desconhecido) # Mário Pinheiro. Disco Odeon Record/Casa Edison (40169), 1904.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Pinheiro fez dupla com os grandes nomes da época. Gravou desafios com Eduardo das Neves, João Barros, Nozinho, Benjamim de Oliveira e Nina Teixeira. Mas, sua mais conhecida parceria nos discos foi feita com a atriz e cantora Pepa Delgado. Juntos gravaram clássicos como - “Vem cá, Mulata”, “O vendeiro e a mulata”, “Corta jaca”, entre outros.

 

 

 

Vem cá, mulata” (Arquimedes de Oliveira) # Mário Pinheiro/Pepa Delgado. Disco Odeon Record (40407), 1904-1907.

 

 

 

 

 

 

Corta jaca/Gaúcho” (Chiquinha Gonzaga/Machado Careca) # Mário Pinheiro/Pepa Delgado. Disco Odeon, 1906.

 

 

 

 

Em 14 de julho de 1909, Mário Pinheiro estava no elenco da ópera Moema, de Delgado de Carvalho, que inaugurou o Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

 

 

 

Perdoa” (Catulo da Paixão Cearense/Anacleto de Medeiros) # Mário Pinheiro. Disco Odeon Record (40512), 1904-1907.

 

 

 

 

 

 

O boêmio” (Anacleto de Medeiros/Catulo da Paixão Cearense) # Mário Pinheiro. Disco Odeon (40486), 1904/1907.

 

 

 

 

O talento e a formosura” (Catulo da Paixão Cearense/Edmundo Octávio Ferreira) # Mário Pinheiro. Disco Odeon (40151), 1904-1907.

 

 

 

 

 

 

Casinha pequenina” (Domínio Público) # Mário Pinheiro. Disco Odeon/Casa Edison (40472), 1906.

 

 

 

 

 

 

Sorvete Yayá” (autor desconhecido) # Mário Pinheiro. Disco Odeon (108142), 1907-1912.

 

 

 

 

Meu mistério” (Catulo da Paixão Cearense/Juca Kalut) # Mário Pinheiro. Disco Odeon Record (40509), s/d.

 

 

 

 

 

 

O gandoleiro do amor” (Castro Alves [versos] / Salvador Fábreas [melodia]) # Mário Pinheiro. Disco Victor Record Americana/Casa Edison (99720), 1912.

 

 

 

 

 

 

O matuto” (Marcello Tupynambá/Caludin Costa) # Mário Pinheiro. Disco Odeon (12134), 1915-1921.

 

 

 

 

 

 

Pierrô” (Marcello Tuynambá) # Mário Pinheiro. Disco Odeon (121355), 1918. 1915-1921.

 

 

 

 

 

 

A fase das gravações na Casa Edison foi à de maior prestígio bem como sua participação no espetáculo inaugural do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 14 de julho de 1909.

Viveu um tempo no exterior, incluindo os Estados Unidos e, presumivelmente, na Itália, onde teria se casado e tido dois filhos com uma harpista do Teatro Scala de Milão. Segundo o pesquisador Jairo Severianoas informações sobre este período são de Ary Vasconcelos, baseado em depoimento do cantor Paraguaçu”.

Ainda segundo Jairo Severiano - Mário Pinheiro, “de volta ao Brasil, entre 1917 e 1920, gravou esporadicamente e se apresentou nos palcos do Rio e de São Paulo. Internado na Casa de Saúde Afonso Dias, morreu esquecido”.

Era o adeus ao dono de uma bela voz de barítono, um dos melhores cantores populares de sua geração.

 

 

 

Mário Pinheiro com os compositores: Catulo da Paixão Cearense, Chiquinha Gonzaga, Marcello Tupynambá e Anacleto de Medeiros.

 

 

 

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* Segundo um jornal da época, Mário Pinheiro nasceu em 3 de outubro de 1883, mas há fontes que indicam, aproximadamente, o ano de 1880.

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Fontes:

- Blog Estrelas que nunca se apagam (Marcelo Bonavides).

- Dicionário Cravo Albin da MPB (Verbete: Mário Pinheiro).

- Sites # Radinha (Áudios).

- Site YouTube (Vídeos).

- Uma história da música popular brasileira: das origens à modernidade, de Jairo Severiano. – São Paulo: Ed.34, 2008.

 

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Exibições: 785

Comentário de Gregório Macedo em 22 outubro 2014 às 3:29

Por suas canções e parcerias, Mário Pinheiro ocupa lugar de honra entre os pioneiros da Música Popular Brasileira. (Curti todas, exceto as da radinha, que 'encalhou').

Ouvir 'Casinha pequenina' é sempre um enorme satisfação!

Muito em breve estarei visitando por inteiro o seu trabalho sobre o mestre Antônio Maria.

Beijos.

Comentário de Laura Macedo em 22 outubro 2014 às 23:47

Gregório,

O nosso velho e bom PLN (Portal Luis Nassif) tem aprontado comigo, ou seja, edito os posts com fotos, vídeos, áudios e, um dia após a postagem, as fotos desaparecem e até os áudios. Resultado, tenho que colocar tudo de novo. Não sei se é só comigo que isso vem acontecendo. Caso persista terei que entrar em contato com o Nassif. Os áudios da #Radinha estão funcionando hoje. Não dá para entender...

Quanto ao Mário Pinheiro fiquei satisfeita em divulgar sua importância à música brasileira.

Super beijo.

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