MÚSICOS E CORISTAS DO THETRO MUNCIPAL DE SÃO PAULO, VOCÊS SÃO OS CULPADOS PELAS DEMISSÕES. ARTIGO DE ALI HASSAN AYACHE NO BLOG DE ÓPERA E BALLET.



   Ao assumir a administração do Theatro Municipal de São Paulo John Neschling afirmou que não haveria demissões. O passar do tempo mostra uma outra verdade, ao invés do confronto direto e em massa como fez quando assumiu a OSESP Joninho mudou a tática e demite aos poucos. Na OSESP demitiu no atacado enquanto no Theatro Municipal de São Paulo manda embora no varejo. Músicos da orquestra, coristas e regentes foram demitidos após anos de excelentes serviços prestados sendo que alguns prestes a se aposentar. As desculpas são estranhas, segundo José Luis Herência as demissões foram por "critérios exclusivamente técnicos e artísticos".     
   Soube no mês de Outubro do ano corrente que o Theatro Municipal de São Paulo demitiu 15 coristas. A chiadeira ocorreu nas redes sociais em primeiro momento e agora o assunto ganhou a imprensa com a divulgação de uma multa por demissões irregulares aplicada pelo Ministério do Trabalho ao Instituto Brasileiro de Gestão Cultural, entidade que administra o Municipal.
   O Jornal do Brasil foi o primeiro veículo de imprensa a divulgar tais fatos, a direção do Theatro Municipal publicou em uma rede social nota em repúdio a matéria jornalista Flávio Freire. A entidade tem todo o direito de fazê-lo, o estranho é que nos comentários não existe nenhuma opinião discordante, todos só jogam confete na direção e concordam com tudo, qualquer texto que não seja alinhado com as ideias do teatro é excluído pelos moderadores.  
   Coincidência pacas é nessa mesma semana John Neschling publicar todo orgulhoso nessa mesma rede social que todos que trabalham no teatro serão registrados, terão a carteira de trabalhos assinada e com todos os direitos legais garantidos. Ele só não explica por que demorou dois anos para fazer isso e só o fez quando os fiscais do Ministério do Trabalho rondavam a Praça Ramos.
   Demissões e mais demissões com muitos reclamando em off de mandos e autoritarismo e o que faz a classe artística que trabalha nele? Nada, aceita quieta as ordens da administração e ninguém move uma palha em prol de seus companheiros. Grande parte da culpa pelas demissões é de vocês que trabalham no teatro, dos músicos, coristas e equipe técnica, pela omissão em ver colegas sendo defenestrados e ficarem quietos. Ninguém ensaia uma greve, ninguém pensa em fazer um protesto ou vai à direção para reclamar. Sendo assim a direção fica bem à vontade para fazer o que quiser. Hoje são eles os demitidos, amanhã pode ser com vocês.  
Ali Hassan Ayache

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