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Grupo Corpo - Nazareth



" Quem é mestre na arte de viver distingue pouco entre o trabalho e o tempo livre, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Com dificuldade sabe o que é uma coisa e outra. Busca simplemente uma visão de excelência em tudo o que faz, deixando que os outros decidam se está trabalhando ou brincando. Ele pensa sempre em fazer ambas as coisas ao mesmo tempo".


Máxima Zen citada por Domenico de Masi em A Economia do Ócio

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Comentário de Celso Orrico em 20 outubro 2008 às 17:17
Cafu, tem um axioma Zen que diz o seguinte: " melhor que fazer o que se gosta é gostar do que se faz"..pra mim trabalho sempre foi o esforço despendido para uma atividade sem prazer, sem compromisso e onde o produto dele é um fim em si mesmo..De Masi trabalha muito bem nos seus livros essa questão do "ócio criativo" que nos deixa sem distinguir direito entre trabalho e diversão..voltamos à jornada extenuante de trabalho do Sec.XVIII e cada vez nos sentimos menos satisfeitos e felizes., apesar de toda a tecnologia..a mais valia aumenta de forma crescente e nos tornamos mais necessitados literalmente.. tem um livro do Paul Lafarge, advogado e escritor de origem cubana (genro de Marx) chamado O Direito à Preguiça, foi escrito nos meados do Sec. XIX e já naquela época falava em redução de jornada de trabalho para 3 horas diárias para que as pessoas no resto do dia se dedicassem ao lazer,cultura, educação, esporte, família e etc..parece que caminhamos no sentido contrário cada vez mais..
Bom tema, obrigado..
Bjs
Comentário de Cafu em 20 outubro 2008 às 20:32
Deveríamos trabalhar pra viver e não viver pra trabalhar. Trabalhar no que se gosta e gostar do que se faz, faz toda a diferença também.


SOMOS TRANSMISSORES

Somos, ao viver, transmissores de vida.
Quando deixamos de transmitir vida, ela a vida também deixa
de fluir em nós.

Isto é parte do mistério do sexo, é um fluxo à frente.
Gente assexuada não transmite nada.

Mas se chegamos, trabalhando, a transmitir vida ao trabalho,
a vida, ainda mais vida, se lança em nós compensando, se mostrando
disposta a tudo
e pelos dias que vêm nos encrespamos de vida.

Mesmo que seja uma mulher fazendo um simples pudim, ou um homem
fazendo um tamborete,
se a vida entrar nesse pudim ele é bom
bom é o tamborete,
contente fica a mulher, com a vida nova que a encrespa,
contente fica esse homem.

Dê que também lhe será dado
é ainda a verdade da vida.
Mas não é assim tão fácil. Dar vida
não quer dizer passá-la adiante a algum bobo indigno, nem deixar que os
mortos-vivos te suguem.
Quer dizer acender a qualidade de vida onde ela não se encontrava,
mesmo que seja apenas na brancura de um lenço lavado.

D. H. Lawrence
Tradução: Leonardo Froés - Ed. Alhambra
Comentário de Celso Orrico em 20 outubro 2008 às 21:27
Cafu, Freude explica né??
Comentário de Helô em 20 outubro 2008 às 23:52
E hoje eu fiz um pudim :) Ficou delicioso.
Domenico me fez refletir muito. Atualmente, estou no meu momento de "ócio criativo", no meu período sabático. Depois de trabalhar 30 anos numa grande empresa, decidi me aposentar. Tinha gente que achaava que eu ia pirar, mas aconteceu justamente o contrário. Nunca me senti tão feliz! Pirada eu estava ficando com a pressão excessiva no trabalho.
Beijos, Cafu.
Comentário de Helô em 20 outubro 2008 às 23:53
E que linda ilustração!
Comentário de Cafu em 21 outubro 2008 às 13:43
Relaxe e goze, Helô! A vida é breve e você merece qualidade, qualidade, qualidade.

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