Composição : Silvio Caldas/Orestes Barbosa

Minha vida era um palco iluminado
Eu vivia vestido de 'doirado'
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações
Nosso barracão no morro do salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje, quando do sol, a claridade
Forra o meu barracão, sinto saudade
Da mulher pomba-rola que voou
Nossas roupas comuns dependuradas
Na corda qual bandeiras agitadas
Pareciam um estranho festival
Festa dos nossos trapos coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional
A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua furando nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
Tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a alegria desta vida
É a cabrocha, o luar e o violão.

 

 

Exibições: 46

Comentário de Fernando Augusto Botelho - RJ em 13 agosto 2011 às 21:44
Comentário de Fernando Augusto Botelho - RJ em 13 agosto 2011 às 21:45
Comentário de Fernando Augusto Botelho - RJ em 13 agosto 2011 às 21:46
Comentário de Fernando Augusto Botelho - RJ em 13 agosto 2011 às 21:49
Comentário de Fernando Augusto Botelho - RJ em 13 agosto 2011 às 21:51
Comentário de Ivone Prates em 14 agosto 2011 às 10:21

Tudo muito especial. Mas a letra... É isso mesmo.

As interpretações são as personalidade dos artistas com seus "toques" pessoais.

 

                            Abraços!

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