Te pego pela palavra” foi um show antológico, dirigido por Hermínio Bello de Carvalho que estreou no Rio, em 1974, na boate Number One e posteriormente teve uma edição em São Paulo.

 

 

Foi um espetáculo tão bem produzido e com uma qualidade musical tão boa que acabou virando disco. Marlene, a Rainha do Rádio, supera a si mesma, mostrando sua versatilidade, cantando com alma teatral um repertório variadíssimo com bela e refinada musicalidade dos arranjos de Arthur Verocai.

 

“Te pego pela palavra” é o mais representativo trabalho da segunda fase da carreira de Marlene onde ela intercalava sucessos antigos dos seus tempos de ícone da Era do Rádio e o melhor da MPB de protesto em voga naquele ano de 1974.

 

Abaixo as seis primeiras músicas: Lata d'água / Zé marmita / P'ra quem quiser cantar / Se é pecado sambar / Canção do medo /Primeira bateria / Bloco do Dodô crioulo.

 

 

No áudio abaixo o restante das músicas.

 

 

 

 

A caminho dos 90 anos, a serem completados em 22 de novembro de 2014, a eterna Rainha do Rádio, ganha relançamento da multinacional EMI Music.

 

Marlene foi uma cantora do rádio que conseguiu se renovar. Uma das poucas que transgrediram – não só pelo repertório, mas também pelo estilo”, afirma o pesquisador Rodrigo Faour, responsável por trazer a público a versão remasterizada de “Te pego pela palavra”. Ainda de acordo com o pesquisador, os shows marcantes da reviravolta na carreira de Marlene são Carnavália (1968) e É a maior (1970), além de Te pego pela palavra – unanimidades de crítica. Em 1974, Vinicius de Moraes afirmou: se ela não existisse, alguém teria de inventá-la: provavelmente, ele próprio.

 

 

Enquanto Marlene opta pelo recolhimento em casa, no Rio de Janeiro, o mito continua a despertar a atenção de biógrafos. E eles já preparam lançamentos.

Cezar Sepúlveda, coordenador do fã-clube Associação Marlenista, afirma que três livros estão no prelo: “Marlene – A incomparável, de Diana Aragão, para a Coleção Aplauso (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo); Bastidores, de Simon Couri, sobre ela e os atores Stela Freitas e Ewerton de Castro; e “Uma vida de vitórias, da jornalista Thaísa Guimarães.

Única sobrevivente de três irmãs e sob os cuidados de sobrinhos, Marlene optou por não sair de casa e não dar entrevistas. “Nós a respeitamos”, afirma o presidente do fã-clube, a quem a cantora doou parte de seu rico acervo.

A outra parte da coleção foi para o Museu da Imagem e do Som (MIS), Fundação Roberto Marinho e Instituto Cultural Cravo Albin. Partituras, fotografias, álbuns e roupas integram a memorabilia. Os fãs poderão conferir o material quando a sede do MIS, em Copacabana, for reinaugurada.

 


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Fonte:

- Site #radinha

- Blog Notas Musicais

- Site Divirta-se UAI

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Comentário de lucianohortencio em 5 novembro 2012 às 21:43

Não tinha visto esse Post, amiga Laura. Não colocaste no facebook?

Vou ver se baixo esse LP. Tenho tão pouca coisa da Marlene e ela é excelente cantora...

Tive dificuldades, inclusive, de conseguir fotos dela. Como sempre o Post é Five Stars.

Abraço do luciano.

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