DAYANA AQUINO
Da Redação - ADV
A bioeletricidade pode ser uma vantagem competitiva e estratégica para o Brasil. Mas nos últimos leilões de energia nova, o que se tem verificado é uma tendência que vai contra a expansão eficiente do setor elétrico brasileiro e dos seus recursos energéticos.
A avaliação é do estudo “Oportunidades de Comercialização de Bioeletricidade no Sistema Elétrico Brasileiro”, realizado pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De acordo com o documento, em um período de tempo curto, os resultados dos leilões viabilizaram a construção de um grande parque térmico com energia cara e poluidora.
O potencial de recursos energético que o Brasil possui, está atrelado a uma variável estratégica para a competitividade da economia nacional. A gama de possibilidades de geração de energia em modelos sustentáveis faz com que o país tenha uma vantagem em relação a alguns países, sobretudo, os desenvolvidos. No caso, o estudo avaliou de forma mais abrangente a geração sucroenergética.
Sucroenergético
O estudo aponta que o setor sucroenergético poderia ampliar sua participação na matriz, o que traria benefícios ambientais e aumentaria a segurança hidrológica, reduzindo a insegurança por possíveis períodos de estiagem. O documento do Gesel aponta que há evidencias que essa modalidade de geração pode tornar a matriz mais eficiente, mas os benefícios que a bioeletricidade podem trazer não estão sendo valorados de forma correta nos leilões de energia nova.
Foi verificado um maior impulso das térmicas a combustível fóssil, mais caras e com impactos negativos sobre o aquecimento global. Na mesma direção, o cálculo das garantias físicas para novos empreendimentos apresentam distorções significativos, ao superestimar o lastro comercial destas geradoras térmicas e subestimar o valor da geração sazonalmente complementar da biomassa sucroenergética.
A pesquisa aponta alguns estudos que devem ser realizados para determinar um padrão de crescimento da eletricidade sucroenergética, dentre os quais se encontram:
- Determinar quais seriam as perspectivas de evolução de curto prazo entre a demanda e oferta de energia elétrica;
- Analisar o efetivo potencial de expansão da oferta de bioeletricidade para atender a demanda de energia elétrica;
- Condições para a interligação das “fábricas de bioeletricidade” às redes de distribuição de energia elétrica, buscando-se um modelo que minimize os custos de conexão e viabilize a expansão da oferta da bioletricidade;
Para acessar o estudo do Gesel na íntegra, clique aqui.
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