o poema, moça bela, é um entulho
que peço me caber em cada canto
do corpo, essa estrada, meu espanto,
meu quebranto de escuros, meu engulho.

o poema, moça bela, é um reboco,
uma tela que cobre a tarde nua.
cada poema que piso é uma rua,
imensidão de mãos, como num soco.

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Comentário de Vera em 6 julho 2010 às 10:09
Coisa linda Romério. Que seu dia seja bom e, alegre ou triste, um poema.
Comentário de romério rômulo em 6 julho 2010 às 14:23
obrigado, vera.
romério
Comentário de Stella Maris em 8 julho 2010 às 22:16
Romério, dando uma passadinha por aqui e encontro esta beleza,
como é gostoso te ler.
abçs.
Comentário de romério rômulo em 8 julho 2010 às 22:22
um beijo, stella.
romério

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