Cândido das Neves - (Índio)

* 24/7/1899 - Rio de Janeiro (RJ)
+ 14/11/1934 - Rio de Janeiro (RJ)

 

 

Compositor / Violonista.

 

Cândido das Neves herdou a veia artística do pai Eduardo das Neves - célebre trovador e  palhaço - um dos mais populares artistas do tempo em que os circos eram um dos divertimentos preferidos dos cariocas. Ainda criança interessou-se pelo violão, mas não teve apoio do pai que preferia que o filho se dedicasse ao piano ou violino, já que o instrumento preferido era considerado de “má fama”.

 

 

 

 

 

Eduardo das Neves

 

 

 

 

Por determinação do pai entrou para o colégio interno que, àquela época, oferecia uma formação integral. Ao concluir o curso em 1920, dedicou-se, às escondidas, ao instrumento proibido. Pouco depois seu pai viria a falecer.

 

 

 

Iniciou sua atividade artística como compositor,  fazendo serestas pelas madrugadas do Rio de Janeiro, acompanhado  por colegas, dentre os quais, Henrique de Melo Moraes (tio de Vinicius de Morais), Uriel Lourival, autor da célebre valsa "Mimi", entre outros.

 

 

 

 

Cândido das Neves foi funcionário da Estrada de Ferro da Central do Brasil, mas, paralelamente, sua veia artística de compositor/seresteiro só estancou após sua morte.

 

 

 

 

 

Selecionei algumas pérolas do seu cancioneiro.

 

 

 

 

Página de dor” (Cândido das Neves/Pixinguinha) # Elizeth Cardoso (voz) /Radamés Gnattali (aranjos/piano) e o grupo Camerata Carioca, formado por Joel Nascimento (bandolim), Joaquim Santos (violão/reco-reco/surdo), Mauricio Carrilho (violão/ tamborim//prato e faca), Luiz Otavio Braga (violão de 7 Cordas), Henrique Cazes (cavaquinho/violão tenor), Dazinho (sax alto/flute/ tan-tan) e Beto Cazes (percussão).

 

 

 

 

 “Noite cheia de estrelas” (Cândido das Neves) # Vicente Celestino.

 

 

 

 

 

Rasguei o teu retrato” (Cândido das Neves) # Ednardo.

 

 

 

 

Dileta” (Cândido das Neves) # Vicente Celestino.

 

 

 

 

 

Lágrimas” (Cândido das Neves) # Orlando Silva.

 

 

 

 

 

“…quero fazer

 

das lágrimas que choro

 

estrelas a brilhar;

 

rosas de cristal

 

do pranto emocional;

 

mas se ela voltar

 

fulgente diadema

 

então lhe ofertarei

 

do pranto que chorei...”

 

 

 

 

 

 

 

Durante as décadas de 1920 - 1930, a modinha teve a sua maior expressão na figura de Cândido das Neves, autor de letras de transbordante lirismo e grande beleza.

 

O lirismo na modinha permaneceu durante muito tempo por compositores como Freire Júnior, Jorge Faraj, Uriel Lourival, Leonel Azevedo, Orestes Barbosa e cantores a exemplo de Francisco Alves, Sílvio Caldas, Orlando Silva, Castro Barbosa, Paulo Tapajós, entre outros.

 

 

 

 

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Fonte:

- Franceschi, Humberto Moraes. A Casa Edison e seu tempo. - Rio de Janeiro: Sarapuí, 2002.

- Sites: Dicionário Cravo Albin da MPB / # Radinha.

 

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Exibições: 532

Comentário de Gilberto Cruvinel em 24 julho 2013 às 23:12

Figura interessante Laura, foi contemporâneo de Noel Rosa, viveu tão pouco quanto ele, mas o estilo de composição completamente diferente, mas não menos inspirado.

Belo post.

Beijos

Comentário de Gilberto Cruvinel em 24 julho 2013 às 23:25

Acho o máximo as letras derramadas na voz do Vicente Celestino. 

Comentário de Laura Macedo em 25 julho 2013 às 0:45

Gilberto,

Prepare a caixinha de lenço :)

Deixo mais duas composições derramadas do Cândido das Neves na voz do Vicente Celestino.

 

“Renúncia em prantos” (Cândido das Neves/Juca Kalut) # Vicente Celestino.

“Nas asas brancas da saudade” (Cândido das Neves) # Vicente Celestino.

 

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