Erasmo Silva

*7/10/1911 - Salvador (BA)
+10/1/1985 - Rio de Janeiro (RJ)

 

Cantor / Compositor

 

 

 

O baiano Erasmo Silva desembarcou no Rio de Janeiro (1934) com a convicção que iria fazer música, mas antes foi chofer de praça, por pouco tempo.

 

 

A primeira oportunidade surgiu através do violonista Pereira Filho que o conduziu a Rádio Guanabara onde cantou pela primeira vez. Como não podia ser diferente começou a freqüentar o famoso Café Nice, reduto de boêmios e artistas. A interação com eles oportunizou parcerias importantes.

 

 

 

Foi no referido Café que Erasmo conheceu alguns dos seus futuros parceiros como Mário Lago, Roberto Martins, Ari Monteiro, Jorge de Castro e Wilson Batista, entre outros, com quem compôs dezenas de músicas interpretadas por grades nomes da nossa MPB como Isaura Garcia, Nelson Gonçalves, Tito Madi, Anísio Silva, Luiz Gonzaga, Elza Soares, Zezé Gonzaga, Ângela Maria, Roberto Silva e Elizeth Cardoso.

 

 

 

Confiram algumas de suas composições.

 

 

 

Da-me tuas mãos” (Erasmo Silva/Jorge de Castro) # Rosana Toledo, 1962.

 

 

 

 

 

Gosto de gente que samba” (Erasmo Silva/William Duba) # Dalva Barbosa, 1962.

 

 

 

 

 

Menina quem foi seu mestre” (Erasmo Silva) # Ângela Maria, 1966.

 

 

 

 

 

Escrava da saudade” (Erasmo Silva/Américo Seixas) # Nelson Gonçalves, 1957.

 

 

 

 

 

"Gilda” (Erasmo Silva/Mário Lago) # Sílvio Caldas, 1946.

 

 

 

 

 

Saudade malvada” (Erasmo Silva) # Núbia Lafayette, 1962.

 

 

 

 

 

Qual é o caso” (Erasmo Silva/Jorge de Castro) # Linda Batista, 1957.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com um dos seus parceiros – Wilson Batista – decidiram formar um conjunto, sendo acompanhados por Lauro Paiva, ao piano, e Roberto Moreno, na percussão. Depois de uma excursão a Campos (RJ), o grupo seria desfeito e, em 1936, Erasmo e Wilson criariam a dupla Verde e Amarelo.

 

 

 

Apesar do pouco tempo que durou, a Verde e Amarelo fez sucesso. Ainda em 1936, Erasmo e Wilson participaram da vocalização da orquestra argentina Almirante Jonas, de passagem pelo Rio de Janeiro, fato que rendeu a dupla, um período de três meses, em  Buenos Aires, apresentações na Rádio Belgrado e no Teatro Maybo. No retorno ao Brasil, a dupla cantaria na Rádio Atlântica, de Santos, e na Rádio Record, em São Paulo.

 

 

 

No auge da dupla excursionaram pelo sul do país, com direito a espetáculos na Rádio Difusora de Porto Alegre, no Festival de Música de Pelotas e em cassinos de Curitiba. No retorno a Cidade Maravilhosa foram contratados pela Rádio Mayrink Veiga. Na emissora eram apresentados pelo locutor César Ladeira (foto ao lado): “A Dupla Verde e Amarelo: cores diferentes, vozes iguais”.

 

 

 

 

 

Em 1939, a dupla se dissolvia. Segundo o cantor Jorge Goulart (foto ao lado), que conviveu com os integrantes da dupla, por vontade de Wilson Batista: “Wilson era preguiçoso e não gostava de acordar cedo. Não gostava de compromissos formais, não tinha a menor vocação para a responsabilidade. E, além de tudo, achava ridículas aquelas roupas – uma verde e outra amarela – que a dupla usava nas apresentações".

 

 

 

 

Mesmo assim, no início dos anos 1940, Wilson e Erasmo ressuscitariam a Verde e Amarelo e gravaram mais alguns discos até 1951. Juntos, os dois compositores produziram bastante a exemplo de “Cadê a Jane?”, “Casa vazia”, “Homem marcado”, “O coração é meu”, “Senhor açougueiro”, “O mundo vai se admirar”, “Volta meu amor”. A dupla totalizaria dez discos gravados pelas gravadoras Columbia, Star, Sinter, Todamérica e Continental.

 

 

 

Não devemos brigar” (Wilson Batista) # Dupla Verde e Amarelo, s/d.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O compositor Erasmo Silva integra o rol dos talentosos artistas brasileiros que ainda, infelizmente, não é conhecido do grande público. Com este modestíssimo resgate de sua vida/obra espero contribuir para minimizar a falta de conhecimento sobre esse artista que, no seu tempo, contribuiu à edificação da nossa Música Popular Brasileira.

 

 

 

 

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Fonte:

- Dicionário Cravo Albin da MPB.

- Revista MPB Compositores. Ed. Globo, nº 36, 1997.

- Site #Radinha.

 

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