Francisco Carlos (Rodrigues Filho)
* 05/04/1928 - Rio de Janeiro - (RJ)
+ 19/03/2003 - Rio de Janeiro (RJ)

 

 

 

Francisco Carlos, carioca da gema, do bairro de Grajaú, passou a infância em Recife (PE) retornando ao Rio, aos 11 anos, onde graduou-se pela Escola Nacional de Belas Artes.

 

 

Ainda estudante, apresentou-se no Programa Casé, da Rádio Mayrink Veiga. Em 1946, foi contratado como cantor profissional pela Rádio Tamoio e depois transferiu-se para a Rádio Globo. Gravou, em 1949, pela RCA Victor (80.0627-A) / Matriz (S-078941) a marcha carnavalesca “Meu brotinho” (Humberto Teixeira/ Luiz Gonzaga) que lhe rendeu o apelido de “El Broto”.

 

 

 

 

 

Na década de 1950 trabalhou no cinema, em filmes como Aviso aos navegantes, Colégio de brotos, Carnaval na Atlântida, entre outros.

 

 

 

Em 1955 gravou o álbum Saudades Musicais, pela RCA Victor, contendo composições de grandes nomes da MPB a exemplo de Lamartine Babo, Alcyr Pires Vermelho, Luiz Peixoto, Hekel Tavares, Juraci Camargo, Bide, Olegário Mariano, Braguinha e Joubert de Carvalho.

 

 

 

 

Com apenas um clique, ouça, na íntegra, este excelente disco.

 

 

 

 

Em 1953, na Rádio Nacional, foi escolhido pelos ouvintes o melhor cantor do ano, superando Francisco Alves. Quatro anos depois, foi eleito o “Rei do Rádio” e era conhecido também como o “Cantor Namorado do Brasil”.

 

 

Vencedor na arte de cantar, Francisco Carlos também venceu na pintura recebendo vários prêmios. Seus quadros foram expostos nos mais importantes salões do Brasil e do exterior, principalmente, em Paris, onde residiu por algum tempo.     

 

 

No final da década de 1960 a música assumiu em sua carreira o segundo plano e a pintura o primeiro, reinando a partir da década de 1970. Voltaria, contudo, ao convívio dos admiradores para fazer participações especiais em shows. Faleceu, de câncer, aos 75 anos.

 

 

 

O vídeo abaixo mostra a exposiçao realizada em 3 de maio de 2007, no Museu do Rádio Roberto Marinho, enfocando a carreira do cantor e compositor Francisco Carlos.

 

 

Um dos seus últimos discos gravado, em 1963, pelo selo Chantecler: “O internacional Francisco Carlos”.

 

 

 

 

 

O talentoso cantor Francisco Carlos, colecionou títulos e troféus dignos de um artista de respeito internacional: “O melhor cantor”, “O cantor mais querido do Brasil”, “O Rei do Rádio”, liderou paradas de sucesso interpretando/gravando canções de todos os gêneros e ostenta uma imensa discografia com o aval dos mais famosos e exigentes compositores, mas infelizmente não é reverenciado como merece. Daí minha pequena homenagem por sua contribuição à Música Popular Brasileira.

 

 

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Fonte:

- Dicionário Houaiss Ilustrado (da) Música Popular Brasileira. Supervisão geral; Ricardo Cravo Albin. - Rio de Laneiro: Paracatu, 2006.

- Site Radinha.

- Site Revivendo.

- Jornal Estadão / Caderno 2 Música / agosto de 2003.

 

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Exibições: 941

Comentário de Gregório Macedo em 6 abril 2012 às 19:35

Será que o advento do Rock'n'Roll (a partir de meados da década de 1950), seguido do estouro do Iê-Iê-Iê/Jovem Guarda, e simultaneamente (ou mesmo antes) da Bossa Nova e da 'geração nova' do Brasil de Juscelino - será que tudo isso afetou de alguma forma a 'memória' de El Broto? Ou terá sido o fato de ele próprio ter abdicado dos palcos em prol de outra arte? O certo é que o mito Francisco Carlos esmaeceu, ao passo que outros, por vezes bem anteriores a ele, resistiram... A vida é mesmo caprichosa.

Beijos. 

Comentário de Laura Macedo em 6 abril 2012 às 20:43

Gregório,

Acho que os dois questionamentos citados por você explicam porque o mito Francisco Carlos "esmaeceu". Também acho que é praticamente impossível "servir a dois senhores", como se diz no popular.

Adorei seu comentário.

Beijos.

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