Ismael Silva

* 14/09/1905 - Niterói (RJ)
+ 14/03/1978 - Rio de Janeiro (RJ)

 

 

 

Ismael Silva, chamado pelo jornalista e pesquisador Lúcio Rangel de "O Grande Ismael Silva", compôs inúmeras pérolas sozinho e/ou em parceria a exemplo de, “Antonico”, “Se você jurar”, “Pra me livrar do mal”, “Gosto, mas não muito”. Foi fundador da primeira Escola de Samba do Rio de Janeiro, a “Deixa Falar”.

 

 

 

Um fato lamentável ocorreu em 1935. Foi condenado a cinco anos de prisão por tentativa de homicídio contra Edu Motorneiro que teria faltado com o respeito com sua irmã. Devido ao bom comportamento foi solto dois anos depois, mas afastou-se dos parceiros e amigos. Seu retorno efetivo deu-se em 1950 com a gravação de “Antonico”, por Alcides Gerardi.

 

 

 

 

Antonico” (Ismael Silva) # Alcides Gerardi.


 

 

 

Se você jurar” (Ismael Silva/Francisco Alves/Nilton Bastos) # Francisco Alves/Mário Reis.

 

 “Pra me livrar do mal” (Ismael Silva/Noel Rosa) # Aracy de Almeida.

 

 

 

 

 

 

 

Gosto, mas não muito” (Ismael Silva/Noel Rosa/Francisco Alves) # Francisco Alves.

  

 

 

 

 

 

 

Abaixo dois LPs Antológicos de Ismael Silva para ouvir/curtir.

 

 

 

LP O Samba na Voz do Sambista - 1955

 

 

 

 

 

 

 

LP Se você jurar - 1973

 

 

 

 

 

 

 

 

Ismael Silva comporia outros clássicos como os selecionados abaixo:

 

 

 

 

 

 

Novo amor” (Ismael Silva) # Ismael Silva.

 

 

 

 

 

 

 “Tristezas não pagam dívidas” (Ismael Silva) # Elizeth Cardoso /Silvio Caldas.

 

 

 

 

Me diga teu nome” (Ismael Silva) # Ismael Silva.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um ano antes da morte do compositor Ismael Silva, ou seja, em 1977, o também compositor Jards Macalé intitularia seu disco com o nome de um samba de Ismael – “Contraste”.

 

 

 

 

Contrastes” (Ismael Silva) # Jards Macalé, 1977 .

 

 

 

 

 

 

 

 

O maior êxito solitário de Ismael Silva foi, sem sombra de dúvida, “Antonico” - gravado inicialmente em 1950 por Alcides Gerardi numa fase em que o autor estava esquecido, como mencionado anteriormente.

 

 

 

 

"Antonico” (Ismael Silva) # Ismael Silva.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nas décadas de 1950 - 1960 houve, felizmente, uma redescoberta do compositor Ismael Silva com convites para shows em boates e bares, a exemplo da Casablanca e o Zicartola e gravação de discos

 

 

 

 

Final de show na boate Casablanca, Rio de Janeiro/1954 vemos, entre outros, Ismael Silva aplaudido pelo crítico Lúcio Rangel.

 

 

 

 

 

No lendário Zicartola: Ismael Silva (centro) ladeado à esquerda de Elton Medeiros /Clementina de Jesus e a direita de Nelson Cavaquinho e Hermínio Bello de Carvalho.

 

 

 

 

 

 

Gravado ao vivo no Teatro de Arena - Rio de Janeiro, em dezembro de 1966, com Aracy de Almeida, Ismael Silva, MPB 4, Lindolfo Gaya, Carlos Poyares, entre outros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas “ANTONICO” ressurgiu de forma retumbante na voz de Gal Costa no disco “A todo vapor”, de 1972.

 

 

 

Antonico”(Ismael Silva) # Gal Costa (voz/violão), 1972.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda no ano de 1972 Ismael Silva, no seu aniversário, recebe um bilhete de Chico Buarque: “Ismael você está cansado de saber da minha admiração pelos seus sambas. Você sabe o quanto lhe devo por toda sua obra. O Sérgio Cabral está lhe entregando o meu presente de aniversário. É muito menos do que você merece. Um grande abraço, de coração”.Com o bilhete, Chico Buarque lhe dedicava um prêmio que ganhara do Governo do estado da Guanabara e enviava o cheque recebido.

 

 

 

 

 

 

 

Ismael Silva fala sobre o Samba (1977 - um ano anos da sua morte) e Roberto Ribeiro canta “Nem é bom falar” (Ismael Silva/Francisco Alves/Nilton Bastos).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Encerro com esta bela foto de Ismael Silva onde percebemos o transbordamento da sua alegria com o SAMBA e com as sábias palavras do poeta/compositor Vinicius de Moraes: “Seu nome estará ligado à crônica do samba carioca enquanto o mundo existir”.

 

 

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Crônica de Vinicius de Moraes sobre Ismael Silva escrito em 1953.

 

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Fontes:

 

Livros:

1- A construção do samba / Noel Rosa de costas para o mar, de Jorge Caldeira. – São Paulo: Mameluco, 2007

2- HISTÓRIA DO SAMBA. Rio de Janeiro: Globo, 1997-1998. Quinzenal. 40 fasc. 40 CDs.
3- SOUZA, Tárik de. Tem mais samba: das raízes à eletrônica. São Paulo: Ed. 34, 2003.

 

Sites:

- #Radinha.

- DCA (Dicionário Cravo Albin da MPB).

- YouTube.

 

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