Maria Rosa Canelas (Rosinha de Valença)
* 30/7/1941 Valença, RJ
+ 10/6/2004 Valença, RJ


A violonista e compositora Maria Rosa Canelas (1941-2004) foi uma das pioneiras de sua época a se destacar em um território dominado por homens. Se viva estaria completando hoje, 30 de julho de 2011, 70 anos.


O cronista Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, costumava dizer que ela tocava por uma cidade inteira e, por isso, rebatizou-a como Rosinha de Valença.

 


O estilo de Rosinha sempre foi vigoroso – violão cheio, volume alto, pegada forte na mão direita.
A exemplo de Baden Powell, com o qual era frequentemente comparada, tinha predileção por temas afro-brasileiros.

 

 

A carreira de Rosinha teve três fases musicalmente distintas.

 

Na primeira delas, que se iniciou no Rio de Janeiro, aos 22 anos, no Beco das Garrafas, e se estendeu pelos shows do Teatro Paramount, em São Paulo, foi o da violonista da bossa nova instrumental e do samba jazz. Gravou três discos típicos da música instrumental do Beco, e ganhou prestígio entre os músicos.

A segunda fase iniciou-se no final de 1964 e durou até 1971. Começou com uma longa viagem aos Estados Unidos, como parte de um grupo formado Sérgio Mendes, do qual faziam parte, Chico Batera, Jorge Bem, Tião Neto e Wanda Sá, e que se transformou no Brazil ‘65, com o qual gravou dois discos; depois de deixar o grupo de Sergio Mendes, viajou por 24 países europeus durante cerca de cinco anos, em várias troupes de artistas brasileiros patrocinadas pelo Itamaraty.

A terceira quando retornou ao Brasil – embora continuasse realizando turnês periódicas pela Europa – seus discos e shows passaram a apresentar uma linha mais regional e nacionalista, ainda que não tivesse abandonado de vez o repertório internacional. (Fonte: Músicos do Brasil).

 

 

Confiram a excelente performance da artista executando "After Sunrise", de Oscar Castro Neves e Tião Neves.

 

 

 

Infelizmente, em 1992, Rosinha sofre uma parada cardiorrespiratória, entra em coma e é levada para Valença, onde fica aos cuidados de sua irmã por doze anos.

 
Como aluna do FENAVIPI (Festival Nacional de Violão do Piauí) tive a oportunidade (juntamente com outros colegas), de batermos um papo informal com o violonista Turíbio Santos que nos revelou: sempre que ia visitá-la tocava pra ela e, no íntimo, acreditava que mesmo em coma, ela escutava o som do meu violão...

 

 

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Comentário de Ivan Bulhões em 31 julho 2011 às 5:39
Ela era maravilhosa! Triste a forma como passou seus últimos anos. Abs
Comentário de Laura Macedo em 31 julho 2011 às 13:55

A nossa "Baden Powell de saia", até hoje, faz uma falta danada :((

Abraços.

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