Memória MPB - Vinicius de Moraes, 30 Anos de Saudade


Marcus Vinicius da Cruz de Melo Moraes
* 19/10/1913 Rio de Janeiro, RJ
+ 9/7/1980 Rio de Janeiro, RJ


Poeta e diplomata era como Vinicius se apresentava, ao iniciar a carreira musical. Para a felicidade do samba, o poeta descartou o diploma e enveredou pelas trilhas da música, semeando letras e melodias preciosas, tornando-se ícone em sua geração.

“O único poeta brasileiro a viver como poeta”, na opinião de Carlos Drummond de Andrade, Vinicius foi um irresistível sedutor. Prova disso são os nove casamentos consumados. Vivia ele com Gilda – musa derradeira -, quando morreu em conseqüência de problemas circulatórios, na manhã de 9 de julho de 1980, há exatos 30 anos, em sua casa na rua Frederico Eyer, na Gávea, o bairro onde nascera.



Homenagem de Nelson Motta em sua coluna no Jornal da Globo.





O texto abaixo foi publicado na contra-capa da revista MPB Compositores, editada pela Ed. Globo, 1997, sem assinatura do autor. Mas eu assino embaixo.

Uma de suas primeiras aventuras foi saltar de uma ponte, mergulhando no mar e enfrentando profundezas desconhecidas, quando ainda era criança.

O tempo da infância passou e novos dias trouxeram mergulhos mais profundos, mais intensos.

Quando Vinicius se tornou poeta, quando Vinicius se tornou artista, ele passou a se atirar em pântanos, águas mais densas, fronteiras desconhecidas. Aventuras novas, que requeriam do poeta mais e mais audácia, mais e mais arrebatamento.

Quem ouve a música de Vinicius se deixa molhar pelos respingos dessas águas, desses brejos, e acaba seduzido pela paixão e pela vontade de respirar mais fundo, de encontrar horizontes dentro de si mesmo.

O sorriso do poeta, a boina do poeta, a música do poeta eram apenas passagem para um homem complexo, para um universo lírico, para uma história contada em diversos capítulos, em verso e em canção.

Vídeo publicado na minha página no Portal Luis Nassif em 19 de outubro de 2008, por ocasião dos 95 anos de Vinicius de Moraes.

Time de primeira grandeza: Vinícius, Tom Jobim, Toquinho e Miúcha, interpretam de Vinícius e Baden, "Berimbau", "Canto de Ossanha".
Músicos acompanhantes: Mutinho(bateria), Azeitona (baixo), Roberto Sion (flauta) e Georgiana de Moraes (ritmista).





Caricatura de Elifas Andreato


O certo é que o nosso “Embaixador da Canção” contribuiu para que a música brasileira ganhasse um novo status, onde as letras adquiriram a condição de poemas e as melodias a companhia de versos feitos de talento e emoção.


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Laura Macedo com informações da revista MPB Compositores. Ed. Globo, nº 18, 1997.

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