José Gomes de Abreu
Zequinha de Abreu
*19/9/1880
Santa Rita do Passa Quatro, SP
+22/1/1935 São Paulo, SP



Possuidor de uma imensa habilidade na arte de compor, Zequinha de Abreu fez de suas melodias, pérolas do nosso cancioneiro.

A mais famosa delas foi sem dúvida “Tico-tico no farelo”, mais tarde renomeada como “Tico-Tico no fubá”, com letra de Eurico Barros, composta em 1917 e só gravada em 1931 pela Orquestra Colbaz, criada e dirigida pelo maestro Gaó, num disco que atravessou a década sem sair de catálogo, atingindo enormes índices de popularidade contribuindo, assim, para estourar no hit parade americano, numa interpretação da organista Ethel Smith.

Resultado: num curto espaço de cinco anos, foi incluída em cinco filmes de Hollywood – Alô, amigos (1943), A filha do comandante (1943), Escola de sereias (1944), Kansas City Kity (1944) e Copacabana (1947) – e recebeu dezenas de gravações, inclusive da nossa Pequena Notável – Carmen Miranda -, tornando-se uma das músicas brasileiras mais gravadas no Brasil e no exterior.




Ouçam outra composição notável de Zequinha de Abreu, a valsa “Branca”, executada pela Orquestra Colbaz. Discos Colúmbia, 1930.


 



Dezessete anos após a morte de Zequinha de Abreu, sua música mais famosa virou título de um filme da Vera Cruz que aborda a história romanceada de sua vida.



O YouTube disponibiliza filme, “Tico-Tico no Fubá”, fragmentado em vários vídeos. Abaixo o primeiro e o último.







Diz o dito popular: “quem não é visto, não é lembrado”. Justamente por isso é preciso sempre lembrar/divulgar os nossos talentosos artistas.
Hoje, 19 de setembro, comemora-se os 130 anos de nascimento de Zequinha de Abreu. Sua obra transcende gerações contribuindo para demonstrar ao mundo a grandeza da nossa música.



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Fonte:
- Almanaque do Choro, de André Diniz. – Rio e Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.
- Uma história da música popular brasileira: das origens à modernidade, de Jairo Severiano. – São Paulo: Ed., 34, 2008.

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Exibições: 324

Comentário de Aglacy Mary em 20 setembro 2010 às 0:37
Saudade desse tempo não vivido... Sorte de quem (eu) teve família que garantiu a sobrevivência dessa riqueza e de quem (eu) tem escola a serviço desses patrimônios.

Bela postagem, Laura.
Comentário de Laura Macedo em 20 setembro 2010 às 2:03
Aglacy,
Grata pela participação. Apareça, sempre.
Abraços.
Comentário de Gilberto Cruvinel em 23 setembro 2010 às 1:24
Oi Laura,

Que delícia a versão da Carmen. Me lembro bem de ter visto esse filme em casa na nossa TV preto e branco no comecinho da década de 70. Lá se vão 40 anos.

Beijo
Gilberto

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