MEMORIAL DA RESISTÊNCIA PROMOVE FEIRA DE LIVROS SOBRE OS ANOS DE CHUMBO; ESTAREI LÁ.

Neste sábado (04/10), vou autografar meu Náufrago da Utopia na III Feira de Livros do Memorial da Resistência de São Paulo (Largo General Osório, 66 - bairro da Luz). Estarei aguardando os companheiros no estande da Geração Editorial, das 13 às 18 horas.

 

Como tenho notado que muitos leitores começaram a acompanhar meu trabalho nos últimos anos, sem terem a mínima noção de quem eu seja, vou me permitir retirar do baú aqui uma longa entrevista que concedi ao jornalista Ciro Campelo em 2006. 

 

Servirá para apresentar-me às novas gerações e reavivar a memória das velhas. 


E dá uma boa ideia da trajetória reconstituída no meu livro, que se trata, basicamente, de uma autobiografia narrada em estilo de ficção, pois quis torná-la mais dinâmica e atrativa para os leitores não focados especialmente na política.

A VERDADEIRA HISTÓRIA 

DE CELSO LUNGARETTI

Por Ciro Campelo

Injustiçado por mais de 34 anos o ex-guerrilheiro Celso Lungaretti, conseguiu provar a sua inocência no final de 2005, com o lançamento do livro Náufrago da Utopia.

A história de Celso se confunde com a história de muitos guerrilheiros injustiçados pela esquerda armada dos anos 60/70. Podemos citar entre eles Paulo de Tarso Venceslau, Wellington Moreira Diniz e Cláudio Torres. O certo é que poucos militantes foram tão injustiçados como ele, que hoje nos concede essa entrevista a fim de esclarecer alguns fatos ainda obscuros por tantos anos e que vieram a tona com o lançamento desse livro.

Celso Lungaretti é paulistano, nascido em 06/10/1950, filho único de Reynaldo Lungaretti (contra-mestre de fiação e tecelagem) e Mafalda Vannucci Lungaretti (dona-de-casa). O seu livro foi lançado pela Geração Editorial, do Luiz Fernando Emediato, em 10/11/2005.

Em mais de 14 páginas de entrevista concedida a mim, ele fala sobre a sua militância no movimento estudantil no ano de 1968, como começou a se interessar pela guerrilha, como foi seu recrutamento na VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), fala sobre as falsas acusações feitas por ex-companheiros de militância, e fala sobre sua reabilitação. A entrevista é longa, porém, extremamente esclarecedora. 

Ciro Campelo - Celso, você era bem novo quando começou a militar no movimento estudantil. Com que idade você começou a militar, e o que te levou a ter essa consciência de militar no ME?

Celso Lungaretti: Eu tinha 16 anos e cursava o 2º ano do Científico de Engenharia numa escola da Mooca. Eu era tímido, e não ficava muito à vontade com as garotas do bairro, quase todas fãs da Jovem Guarda e dos Beatles, que eu detestava. O lugar dos meninos conhecerem as meninas eram os bailinhos, e eu era meio travado para dançar. Então, como qualquer adolescente, tinha muita vontade de chegar nas garotas, mas a falta de jeito me tolhia.

Ao mesmo tempo, lia livros de autores sérios como Dostoievski, Kafka, Camus, Sartre e Carlos Heitor Cony. Já começava a ver filmes de arte, como os do Godard e do Glauber Rocha. O Eremias Delizoicov, colega de escola desde criança, apresentou-me um dia à Maria das Graças, que estava na classe dele (começamos juntos, mas ele repetiu dois anos e foi ficando para trás, então estava na 4ª série ginasial). Ela era filha de um militante do PCB que teve de fugir da Bahia para São Paulo; estava querendo formar uma base no nosso colégio, o MMDC.

A partir dessa amizade, minha vida foi mudando... 

(sendo um texto muito extenso para o padrão de blogues e portais, peço aos leitores o obséquio de, para lerem-no na íntegra, clicarem aqui)

 

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