Um advogado, que em uma petição, além de algumas concordâncias verbais erradas e mistura de tratamentos, escreveu "uso campeão" e "parentes a fim", estava falando do governo. Melhor, ele não estava falando do governo. Estava falando do PT, dizendo que tal partido estava querendo impor uma ditadura comunista bolivariana. Aquele mesmo discursozinho idiota dos tempos do Lacerda. As mesmas bobagens. Esqueceu ele -- ou não sabe -- que vivemos em uma república federativa, com política pluripartidária, com um congresso composto por parlamentares de vários partidos e governadores idem. Logo, não se pode culpar um partido ou uma pessoa. A culpa é do regime. Estava ele, também, tecendo loas e fazendo apologia da meritocracia.

Agora, fico eu aqui pensando: será que ele sabe mesmo do que estava falando? Será que, por mérito próprio, não fosse pelo dinheiro de seu pai, que financiou uma faculdade PP (pagou passou) ele teria se formado? Será que sem o nome influente de sua família, ele teria algum cliente?

Ora... meritocracia! Aquela meritocracia defendida por Platão, só funciona se estivermos em uma forma de governo democrata e num sistema produtivo justo e igualitário, onde a remuneração do trabalho se equipara à remuneração do capital. Onde não haja ganancia de lucro, nem diferenças sociais.  Ou melhor: onde o ESTADO é patrão. Ou seja: num socialismo! Não ha meritocracia, onde uns têm mais chances e mais meios que outros.

E quem iria julgar essa meritocracia? O Estado! E teria que ser um estado gerido por pessoas honestas e isentas de partidarismo, sem interesses de lucro ou nepotismo! E isto, não existe no capitalismo.

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