Na foto, Merval Pereira ataviado como novo membro da Academia Brasileira de Filosofia.O jornalismo brasileiro ganhará um novo Sócrates? Há controvérsias.


Merval Pereira, do Globo, continua perdendo suas noites de sono, coitado.

Embora já tendo cancelado minha assinatura do panfleto dos “marinhos”, continuo recebendo dos amigos o bestiário diário dos jornalistas vampiros. Os que dormem com morcegos e amanhecem de cabeça pra baixo.

Merval Pereira permanece zanzando tonto na arena da derrota. No domingo da eleição do segundo turno ele ainda esperava – está numa gravação da rádio CBN – que poderia haver um empate técnico! Mencionou pesquisa interna do PSDB que apontava para isso. Ouvi com estas orelhas que a terra há de comer. O último náufrago tentava se agarrar a uma bóia imaginária. Nem o Sérgio Guerra – que tinha o dever de manter viva a militância(!) tucana – acreditava mais nesse tipo de assombração. Passarinho que comera pedra na campanha sabia o c... que tinha.

Merval – nervoso e claudicante como sempre – sonhava com a vitória de seu candidato, o beijador de santinhos e pastor evangélico bissexto. Que incompetência jornalística a folha de pagamento dos “marinhos” sustenta!

O Merval que rodopia não consegue arriar os ferros. Ao invés de se dedicar a entender o motivo da derrota – com ou sem a ajuda dos analistas constantemente acionados por sua coluna – resolveu permanecer remoendo o ódio aos vencedores. E ódio de perdedor é fogo na roupa. Até seus parceiros paulistas, os blogueiros desarvorados da Veja, que babam na gravata contra tudo e contra todos no governo, partiram para analisar os motivos do desastre. Choraram no meio-fio a derrota retumbante de seu candidato e penduraram José Serra num pelourinho de culpas. Tietes histéricos de FHC, trouxeram o príncipe dos sociólogos de novo ao centro da ribalta. Paramentado por toga, penachos e chapéu de mosqueteiro, para dar novas lições neo-liberais de retumbantes fracassos.

Para Merval isso não importa, pois só a “cambada” lulista erra. Se o adversário de Dilma fosse o Tiririca, teria o apoio velado dele.

Deve dormir muito mal, pois perderá o protagonista de sua ficção política. O homem que lhe proporcionou lançar um livro, ou melhor, uma coletânea de diatribes diárias no Globo. Está desesperado porque não sabe o destino de Lula depois do fim do mandato. Rola na cama torcendo para que o operário continue dando palpites. Ele não quer um Lula carregando um isopor na cabeça na praia. Ele precisa do Lula mandando e desmandando, pois não sabe escrever sobre outra coisa.

Entrou numa cruel, terrível e irreversível crise de abstinência. Quando o “ autor” se vê na perspectiva da perda de seu personagem principal, a depressão monta a cavalo e o jegue empaca. Pobres de seus leitores, que assistirão à difícil adaptação da troca de um herói por uma heroína. Dilma não tem o gingado provocativo do pernambucano de Caetés. E, ao que parece (e eu torço pra isso), dará menos confiança ainda ao jornalismo faccioso, rastaquera e patético que domina a maior parte da grande imprensa cabocla.

Que divã psicanalítico sustentará uma alma penada dessas?

Quem não se controla emocionalmente acaba por perder o respeito por tudo. Especialmente pelos desafetos. Com isso desrespeita também a maioria dos brasileiros que os elegeram. Assim é que, mesmo sendo um jornalista premiado, Merval Pereira escreve que “Dilma abriu a boca” – e não que “Dilma falou”. Chama Lula de “manipulador de cordéis”. Faz parte das catervas que, ultrajando autoridades legal e constitucionalmente eleitas, dão chiliques quando rebaixadas a moleques de recado de seus patrões.

Enfim, o cronista Merval promete-nos muitas emoções. Se eu fosse ele desistiria do Lula. Ainda que somado ao enorme grupo de derrotados que seguram as rédeas na mídia pão e manteiga, jamais conseguirá aniquilar a importância histórica de Luís Inácio na política brasileira. É muita areia para sua ridícula caminhonete.

Sem contar que, sendo um comentarista de terceira, sua voz se perderá no eco da própria mediocridade. Muito mais cedo do que poderemos supor.

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Comentário de Ariston Álvares Cardoso em 13 dezembro 2010 às 22:36

Eh! Em que posição estará esse Merval na lista jornalística de difamantes e mentirosos que tantas contravenções cometeram no escandaloso e criminoso Sistema informativo de alguns Órgãos de Imprensa e um exército de jornalistas como diz o autor desta, de terceira, que incorporaram-se à política do PSDB para a campanha mais ordinária, nojenta, mentirosa e hipócrita que já se viu na história política brasileira, que foi a campanha do José Serra. Espero que a Dilma não repita o Lula em nada, absolutamente nada, principalmente na relevancia de ter que engolir uma lagoa cheia de sapos como esse jornalista do PIG Merval.

Comentário de Edson de Oliveira Carvalho em 13 dezembro 2010 às 23:23

O merdal pereira é um dos fariobacas do ano.

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